Diário do Amapá - 31/10/2026

POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 31 DE OUTUBRO DE 2026 11 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa DOUGLAS LIMA EDI- A Polícia Civil do Amapá reali- zou, na última quarta-feira, 28, uma operação na região do Vale do Jari para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra investigados por possível en- volvimento com garimpos ilegais. A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia/Fluvial, com apoio do Núcleo de Operações de Inteligência (NOI), da 1ª Delegacia de Laranjal do Jari e da Delegacia de Monte Dourado, do Pará. Foram cumpridos mandados em três endereços vinculados aos in- vestigados. Em um dos alvos, os po- liciais encontraram 58 munições de diversos calibres, incluindo munições de calibre restrito .40, além de com- bustível armazenado de forma irre- gular e inadequada e materiais oriun- dos da extração ilegal garimpeira. O proprietário do imóvel foi preso em flagrante por posse ilegal de mu- nições. Segundo a PC-AP, a operação in- tegra as ações de investigação e re- pressão a atividades ilícitas na região do Vale do Jari, reforçando o trabalho da Polícia Civil no combate à crimi- nalidade e na atuação contra práticas relacionadas aos garimpos ilegais. A corporação informou que segue atuando de forma integrada para fortalecer a segurança pública e ga- rantir o cumprimento da lei. ■ A Polícia Civil do Estado do Ama- pá, por meio da Delegacia Es- pecializada de Repressão a Nar- cóticos (Denarc), com apoio da Coor- denadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), prendeu emflagrante uma mulher de 21 anos e um homem de 35, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As prisões ocorreram em endereços distintos no bairro Novo Horizonte, zona norte de Macapá. A ação é resultado de uma investi- gação que identificou, pela sétima vez, a logística de envio de materiais ilícitos para o interior do Instituto de Admi- nistração Penitenciária do Amapá (Ia- pen) por meio de drone. Entre os ma- teriais apreendidos estavam drogas, relógios digitais e aparelhos celulares. De acordo com as apurações da Denarc, o homem era o responsável por recolher os materiais ilícitos e transportar até a chamada “toca”, resi- dência da suspeita. No local, ela guar- dava todo o material até a chegada do piloto do drone, que faria a remessa nas imediações do Iapen. Com a interceptação da dupla, a Denarc conseguiu apreender todo o material, compreender toda a logística criminosa e identificar o proprietário dos ilícitos. Trata-se de um detento que já cumpre pena por tráfico de dro- gas na penitenciária. Ele é o dono do drone, das drogas e dos aparelhos ce- lulares e será responsabilizado, com repercussão direta no cumprimento da pena. Após a prisão, ambos os indivíduos foram encaminhados à audiência de custódia e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. À mulher, por ser mãe de uma criança de 11 meses, foi concedida prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. ■ POLÍCIA APREENDE SÉTIMO DRONE USADO PARA ENVIAR DROGAS E CELULARES AO IAPEN NO VALE DO JARI FLAGRANTE POLÍCIA CUMPRE MANDADOS E PRENDE SUSPEITO COM 58 MUNIÇÕES, INCLUINDO CALIBRE RESTRITO O vídeo é de cortar o co- ração. Uma mãe de Ma- capá, com a voz em- bargada e as mãos em oração, implora por socorro do outro lado da fronteira. Ela é Sônia Maria Penafort, professora, mãe de Júlia Penafort dos San- tos, uma jovem amapaense lin- da, estudiosa, trabalhadora, mestranda na Guiana Francesa, que hoje está irreconhecível dentro de uma clínica psiquiá- trica em Caiena. “Eu sou uma mãe desespe- rada que precisa de socorro. A minha filha está destruída, magra, deprimida, acabada emocionalmente e fisicamente. Aquela menina linda está ir- reconhecível”, desabafa Sônia. Segundo o relato angustian- te da mãe, Júlia vive há seis anos na Guiana Francesa. Vivia um casamento com um homem mais velho, francês, que Sônia classifica como tóxico, narci- sista, abusivo e extremamente ciumento. Júlia não aguentou e pediu a separação. Foi aí que o pesa- delo começou, segundo a mãe. O marido não aceitou o fim. Dias depois, Júlia teve um so- frimento emocional profundo e foi internada pelo próprio marido em uma clínica psi- quiátrica, sob a alegação de que ela teria tido um surto psi- cótico, que seria usuária de drogas e que teria esquizofre- nia. “A minha filha nunca teve nada disso na vida! Ela é a mais estudiosa, as notas são as me- lhores. Ele simplesmente por ciúme, porque não aceita que ela não queria mais a relação tóxica dele, resolveu destruir a minha filha”, acusa a mãe. Sônia afirma que a própria médica da clínica já descartou esquizofrenia, problemas neu- rológicos e uso de drogas – com exames negativos no san- gue e na urina – e atestou que o quadro é de sofrimento pro- fundo causado pela dor do re- lacionamento. O momento mais forte do relato foi quando Sônia con- seguiu entrar na clínica e ou- vir o pedido de socorro da própria filha: “Mãe, pelo amor de Deus, me tira daqui, me leve pra casa”. ■ DESESPERO Júlia Penafort dos Santos, amapaense que faz mestrado em Caiena, está internada em clínica psiquiátrica após pedir separação do marido; mãe viajou sem nada e denuncia retenção de documentos e abusos DOUGLAS LIMA DA REDAÇÃO MÃE DE MACAPÁ FAZ APELO DESESPERADO NA GUIANA FRANCESA: “MINHA FILHA ESTÁ IRRECONHECÍVEL E ME PEDIU SOCORRO”

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