Diário do Amapá - 31/10/2026
X a perseguição Ex-ministro do Meio Ambiente, o deputado estadual Carlos Minc (PSB-RJ) criticou a colega de ALERJ, Índia Armelau (PL), que propôs a patrões a demissão de funcionários que votaram no presidente reeleito. “Isso é República?”, questionou o parlamentar. “Nem Monarquia, nem despotismo esclarecido é. Isso é despotismo da vingança”, disse em seu Instagram. Milho no comboio A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará pregão de frete para contratar o transporte de 9,9 mil toneladas de milho dos estoques públicos. A disputa ocorrerá na terça-feira (3) pelo Sistema Eletrônico da Conab, com ofertas decrescentes de preços e recursos de operações oficiais de crédito. O milho é da safra 2024/25. Sapato alto De um ex-governador aliado do presidente Lula, para a Coluna, indicando os fatores que, na sua visão, derrotaram Flávio Bolsonaro: “Um somatório” de situações. “Para mim, o pior é o salto alto, como dizer: “Não quero que o Presidente me passe a faixa ,vai ser meu pai”. “A potencial ministra da Fazenda dele falando em cortes e copiar o modelo Milei”, etc, etc. 1 milhão Um deputado federal perdeu a aposta e vai pagar R$ 1 milhão a um colega de plenário. Ambos assinaram acordo em cartório, com firma, a dois dias do 2º turno, revelou a Tribuna da Bahia. O que perdeu, claro, apostou na vitória de Flávio. O povo paga Só pode ser leniência do Ministério Público Federal em não tomar ato de ofício, ou um cochilo brabo da oposição em não abrir os olhos para os números. Num País sério, alguém tomaria a iniciativa de investigar um contrato de R$ 2 bilhões do Ministério da Saúde, para uma entidade social recém- aberta, comandado por uma médica que cantou “Presidenta, I Love You” quando Dilma Rousseff ficou internada em SP. Bets x Janja Os empresários do setor de .bets, que tinham muita esperança na eleição de Flávio Bolsonaro – que autorizaria, novamente, as operações das plataformas – são todos mágoas com a primeira-dama Janja da Silva. Entre portas, a culpam por convencer o marido presidente a derrubar os sites, sob falso pretexto de que o povo apostador não tinha mais dinheiro para ir aos shows de cantores. Conforme a Coluna revelou há dias, o setor já demitiu quatro mil funcionários após o decreto que proibiu as .bet. T ermina neste sábado (31) o prazo para apresentação de propostas culturais à Lei Rouanet para o ciclo de 2026. “Não haverá prorrogação”, alertou o Ministério da Cultura (MinC) ao recomendar aos interessados que não deixem para o último dia a apresentação de propostas, quando costuma haver maior volume de acessos na pla- taforma. “A orientação é concluir o cadastro e o envio com antecedência, após a conferência das informações e dos documentos exigidos. O aumento do número de acessos próximo ao encerramento do prazo pode provocar len- tidão no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).” O MinC acrescentou que houve mudança no proce- dimento de abertura das contas bancárias dos projetos: “Agora, as contas são abertas no mesmo dia da publicação da portaria de aprovação inicial no Diário Oficial da União (DOU)”, informou. Até então, a abertura poderia ocorrer até o dia seguinte. Por meio do sistema, o MinC orientará o proponente que, havendo necessidade de validação cadastral, com- pareça a uma agência do Banco do Brasil para apresentar a documentação necessária para o cadastro. Nos casos em que o banco não consiga abrir as contas por inconsistências nos dados, o Salic encaminhará a notificação de inconsistência na abertura da conta bancária. O proponente terá, então, prazo de 30 dias (contados da notificação) para corrigir as informações e dados in- seridos. “Em caso de dúvidas, o proponente pode abrir uma solicitação no próprio Salic. O sistema permanece dis- ponível para o acompanhamento e os demais procedi- mentos dos projetos, mesmo após o encerramento do prazo para novas propostas”, detalha o MinC. ■ MINC Prazo para inscrever projetos na Lei Rouanet termina neste sábado I ndígenas do Mato Grosso do Sul se- guem denunciando a escalada das ameaças e da violência contra suas comunidades após o encerramento do segundo turno das eleições presidenciais, no domingo (25). Entre os ataques está o incêndio da casa da rezadeira de 90 anos Ñandesy Roberta, na aldeia Jaguapiré, em Tacuru, a cerca de 427 quilômetros de Campo Grande, na manhã de quinta-feira (29). De acordo com a Articulação dos Po- vos Indígenas do Brasil (Apib), o incêndio foi criminoso e, além da casa da idosa, destruiu instrumentos sagrados usados em rituais tradicionais do povo Kaiowá e Guarani, “representando uma grave vio- lação não só aos direitos indígenas, mas também à liberdade religiosa”. Em um vídeo divulgado nas redes so- ciais nesta sexta-feira (30), Voninho Gua- rani Kaiowá, um dos coordenadores da Apib, afirma que os ataques e as ameaças contra as comunidades Guarani Kaiowá se intensificaram nos últimos dias. “Repudiamos todos estes aconteci- mentos e cobramos de todas as autoridades [públicas] competentes que nos ajudem investigando as pessoas, para que os res- ponsáveis sejam punidos na forma da lei”, disse Voninho. Diante da gravidade dos relatos, o Ministério dos Povos Indígenas e a Fun- dação Nacional dos Povos Indígenas (Fu- nai) informaram que acionaram a Polícia Federal (PF) e estão acompanhando as denúncias de violência e ameaça contra os Guarani Kaiowá. Nesta quinta-feira, oministro dos Po- vos Indígenas, Eloy Terena, anunciou a criação de uma força-tarefa interministerial para receber as denúncias de ataques e ameaças. “O Ministério da Justiça também re- quisitou, de todas as corregedorias esta- duais e do Distrito Federal, todas as de- núncias que estão chegando, para a gente centralizar aqui, no âmbito do governo federal”, declarou o ministro. Envenenamento A Apib afirma já ter contabilizado, emMato Grosso do Sul, mais de 30 casos de violência contra povos indígenas rela- cionados ao processo eleitoral deste ano. Segundo Voninho, as ocorrências en- volvemataques, ameaças e atropelamentos que já resultaram emmortes Um desses casos ocorreu em Tacuru, na noite de domingo (25). Pouco após a divulgação do resultado do segundo turno da disputa presidencial, mensagens de áudio atribuindo ao voto indígena a vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva começaram a circular nas redes sociais. Em uma delas, um homem não identificado sugere en- venenar a água que abastece uma aldeia indígena da cidade. “Cê tá doido, rapaz. [Nós - ou como] que ajuda essas praga. E essas praga do demônio. Mas fazer o quê, né? A gente não pode fazer nada. Já falei. Tinha que ponhar [sic] veneno na água”, diz o homem cujo nome não foi divulgado, mas que o prefeito Rogério Torquetti (PSDB) já con- firmou ser um servidor público munici- pal. ■ PÓS-ELEIÇÃO FUNAI ACIONA PF E PEDE APURAÇÃO DE CASOS DE ATAQUES CONTRA INDÍGENAS V Foto/ Valter Campanato/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 31 DE OUTUBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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