Diário do Amapá - 01 a 03/11/2026

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse neste sábado (31) que o governo norte- americano 'não se envolveu diretamente' na vinda de Flávio Bolsonaro (PL) ao país após a derrota nas urnas nas eleições brasileiras. Flávio deixou o Brasil rumo aos EUA nesta semana, após ser derrotado nas eleições presidenciais e ter o passaporte incluído em um pedido de apreensão feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Além disso, o secretário de Estado tam- bém deixou claro que Donald Trump auto- rizaria a entrada de Flávio nos Estados Unidos, caso fosse necessário. Por fim, Rubio confirmou que deve se encontrar com o ministro de relações exte- riores do Brasil, Mauro Vieira, durante o fó- rum do G7, na França. Assessor de Trump ajudou Flávio a fugir, diz imprensa norte-americana Segundo a imprensa americana, pessoas ligadas ao governo Trump ajudaram na fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA. O jornal americano “Wall Street Journal” foi o primeiro a publicou, na quarta-feira (28), a informação de que o assessor de co- municação da Casa Branca, Jason Miller, ajudou a conseguir o avião particular que transportou Flávio e a família na madrugada. Segundo o jornal, Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente argentino, Javier Milei, também fez parte do plano. "Depois de cruzar a fronteira do Brasil com a Argentina, o carro de Flávio Bolsonaro foi escoltado pela Polícia de Segurança Aero- portuária da Argentina até o posto de controle de imigração do Aeroporto Internacional das Cataratas do Iguaçu. Santiago Caputo manteve contato direto com Eduardo Bol- sonaro, irmão de Flávio, que mora nos Estados Unidos desde o ano passado, para coordenar a operação. No aeroporto, um jato particular da Baires Fly, empresa de voos fretados, aguardava a família”. Jason Miller voltou a integrar a equipe da Casa Branca em setembro, de maneira tem- porária. Ele já tinha atuado como um dos principais assessores de Trump durante o primeiro mandato e as duas campanhas pre- sidenciais. Chegou a visitar o Brasil em 2021 e se encontrou com o então presidente Jair Bolsonaro e o então deputado Eduardo. ■ MUNDO GOVERNO DOS EUA 'NÃO SE ENVOLVEU DIRETAMENTE' NA SAÍDA DE FLÁVIO BOLSONARO DO BRASIL, DIZ MARCO RUBIO V Foto/ AFP via Getty Images (BBC) ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO A TERÇA-FEIRA | 01 A 03 DE NOVEMBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO Sapato alto De um ex-governador aliado do presidente Lula, para a Coluna, indicando os fatores que, na sua visão, derrotaram Flávio Bolsonaro: “Um somatório” de situações. “Para mim, o pior é o salto alto, como dizer: “Não quero que o Presidente me passe a faixa ,vai ser meu pai”. “A potencial ministra da Fazenda dele falando em cortes e copiar o modelo Milei”, etc, etc. 1 milhão Um deputado federal perdeu a aposta e vai pagar R$ 1 milhão a um colega de plenário. Ambos assinaram acordo em cartório, com firma, a dois dias do 2º turno, revelou a Tribuna da Bahia. O que perdeu, claro, apostou na vitória de Flávio. O povo paga Só pode ser leniência do Ministério Público Federal em não tomar ato de ofício, ou um cochilo brabo da oposição em não abrir os olhos para os números. Num País sério, alguém tomaria a iniciativa de investigar um contrato de R$ 2 bilhões do Ministério da Saúde, para uma entidade social recém- aberta, comandado por uma médica que cantou “Presidenta, I Love You” quando Dilma Rousseff ficou internada em SP. Bets x Janja Os empresários do setor de .bets, que tinham muita esperança na eleição de Flávio Bolsonaro – que autorizaria, novamente, as operações das plataformas – são todos mágoas com a primeira-dama Janja da Silva. Entre portas, a culpam por convencer o marido presidente a derrubar os sites, sob falso pretexto de que o povo apostador não tinha mais dinheiro para ir aos shows de cantores. Conforme a Coluna revelou há dias, o setor já demitiu quatro mil funcionários após o decreto que proibiu as .bet. X a perseguição Ex-ministro do Meio Ambiente, o deputado estadual Carlos Minc (PSB-RJ) criticou a colega de ALERJ, Índia Armelau (PL), que propôs a patrões a demissão de funcionários que votaram no presidente reeleito. “Isso é República?”, questionou o parlamentar. “Nem Monarquia, nem despotismo esclarecido é. Isso é despotismo da vingança”, disse em seu Instagram.

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