Diário do Amapá - 05/11/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 05 DE NOVEMBRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA E studei na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na pri- meira metade dos anos 1980. A Biblioteca da universidade era fantástica, com toda a sorte de livros e revistas. Uma das revistas tinha um colunista que escrevia sobre Cibernética, nada a ver com braços mecânicos e assemelhados, mas sobre Teoria dos Jogos, Estatística e Teorias de Guerras, algo que nossos militares deveriam estudar e muito para não demonstrar o amadorismo que testemunhamos com muito pesar, como ultimamente na novela das Urnas Eletrôni- cas. Primeira vergonha, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira demonstrou que seus subordinados não têm capacidade de coletar informações disponíveis em meios públicos ao solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acesso os códigos-fontes das urnas eletrônicas que estão disponíveis ao público desde outubro de 2021. Para piorar, classificou o of ício urgentíssimo. Realmente, uma desonra humilhan- te. Segunda vergonha, o ministro da Defesa sugeriu ao TSE a realização de votação paralela em cédulas de papel no dia das eleições, como forma de testar a integridade das urnas. O eleitor que vota na urna sorteada seria convidado a preencher em papel seu voto e depositar em uma urna, mas o ingênuo general do Exército, que desconhece Estatística, não entende que seu teste falharia se um eleitor não aceitasse participar ou outro que mentisse, votando di- ferente no teste. É verdade que quando os generais permitiram que os técnicos responsáveis pela guerra ele- trônica falassem, observaram que o desligamento dos sensores biométricos poderia indicar ao software malicioso que a urna pode estar em teste e desligaria a alteração dos resultados, algo que os "experts" do TSE e das universidades não pensaram. Curiosamente, quando eu e um colega do INPE da área de controle de órbita de satélites começamos a fazer um relatório para o TSE, pensamos nisso também. Não que eu seja indiferente, mas não fiquei muito surpreso com essa demonstração de des- conhecimento dos generais, afinal, eleição não é função constitucional de Força Armada e ve- mos que falharam na defesa da Pátria quando o coronavírus invadiu o Brasil e matou certamente mais de 700 mil brasileiros, incluindo o chefe da inteligência do Exército, ou seja, nossas Forças não estão preparadas para uma guerra bacteriológica. E, agora, com o Putin ameaçando a Europa e os Estados Unidos com bombas atômicas, continuamos a ver nossas Forças nada fazendo, como se não existisse uma pequena probabilidade de uma guerra nuclear acontecer. Ou seja, estamos sem um plano de contingência para a catástrofe. Os deputados e senadores têm a obrigação de cobrar desses generais planos para enfrentar uma hecatombe nuclear. Sim, é verdade que isso é assunto militar e que os estrategos da nação deveriam estar preparados. Outro assunto que é dos militares é o controle de armas nas mãos dos civis. Dias atrás, o comandante do Exército disse não saber o ta- manho do arsenal de caçadores, atiradores esportivos e colecionadores (CAC). Como? Quem colocará a Ordem para termos o Progresso neste país? ■ Não que eu seja indiferente, mas não fiquei muito surpreso com essa demonstração de desconhecimento dos generais, afinal, eleição não é função constitucional de Força Armada e vemos que falharam na defesa da Pátria quando o coronavírus invadiu o Brasil e matou certamente mais de 700 mil brasileiros. Exército para que? E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior MARIO EUGENIO J ovens trabalhadores valorizam, cada vez mais, o investimento consciente enquanto outros caemna armadilha da ostentação. Em tempos de consumo desenfreado e uma cultura que muitas vezes valoriza mais a aparência do que a substância, é crucial analisar e criticar as escolhas que levammuitas pessoas a comprometerem suas finanças pessoais em nome da ostentação. Neste artigo, discutiremos a preocupante tendência de comprar itens de luxo, como carteiras e bolsas caras, sem ter a capacidade financeira para usá-los de maneira responsável. Muitos chegamao primeiro emprego ou “jovemaprendiz”, “jovemempreendedor” seja o nome que for, precisam entender que, se começarem a economizar no início de suas vidas profissionais alcançarão uma estabilidade futura. É inegável que a sociedade moderna é influenciada por uma cultura consumista que valoriza a posse de bens de alto valor. No entanto, essa mentalidade frequen- temente leva indivíduos a gastar além de seus meios e, em última instância, a sacrificar sua saúde financeira. Um exemplo emblemático disso é a aquisição de carteiras e bolsas de grife, muitas vezes compreços exorbitantes, que frequentemente permanecem intocadas nos guarda-roupas de seus pro- prietários. Entulhar de roupas e vestes que serão utilizadas apenas uma vez, gastar com shows caros, baladas e eventos sociais é bom, mas poupar pode contribuir com um futuro mais tranquilo. Isso sem contar as ne- cessidades urgentes e emergentes. Afinal, os jovens brasileiros não aprendem a poupar e economizar e, quando o fazem, são em tão pequeno número que pa- recem estar “fora do eixo”. A ostentação, na maioria dos casos, não está ligada a uma verdadeira apreciação pelos produtos adquiridos, mas sim a uma tentativa de impressionar os outros. Muitos desses compradores não consideram as impli- cações financeiras a longo prazo de seus gastos impul- sivos, o que pode levar a dívidas significativas e estresse financeiro. Enquanto alguns gastam suas economias em aces- sórios demoda caros, jovens trabalhadores responsáveis estão fazendo escolhas financeiras mais sensatas. Em vez de priorizar a ostentação, eles preferem investir seu dinheiro em necessidades reais, como roupas de qualidade, sapatos duráveis e outros bens que oferecem umretorno tangível sobre o investimento. Isso demonstra uma maturidade financeira que é digna de elogio. Além das compras de moda, não podemos ignorar a tendência de adquirir celulares de última geração e inúmeras inutilidades vindas do exterior. Esses produtos muitas vezes não atendem a uma necessidade real e, ao mesmo tempo, sobrecarregam as finanças pessoais. As parcelas desses luxos supérfluos podem facilmente superar o orçamento disponível. Devemos, como sociedade, começar a questionar o valor real dessas compras e o impacto que elas têm em nossa estabilidade financeira a longo prazo. É hora de promover uma mentalidade de investimento consciente e sustentável, em que as escolhas de compra sejam baseadas em necessidades reais e em uma avaliação cuidadosa das implicações financeiras. A ostentação pode ser tentadora, mas não deve ser o padrão pelo qual medimos o sucesso ou a felicidade. A verdadeira prosperidade vem da segurança financeira, da capacidade de lidar com despesas imprevistas e da liberdade de fazer escolhas significativas na vida. Jovens trabalhadores que priorizam o investimento consciente em vez da ostentação estão no caminho certo para alcançar esses objetivos. Comprar carteiras, bolsas caras e outros itens de luxo sem a capacidade financeira para usá-los de maneira responsável é uma armadilha que muitos caem. A ostentação não deve ser o foco; em vez disso, devemos valorizar o inves- timento consciente e as escolhas financeiras responsáveis que contribuem para um futuro mais sólido e seguro. ■ Quando a aparência supera o bom senso financeiro A ostentação pode ser tentadora, mas não deve ser o padrão pelo qual medimos o sucesso ou a felicidade. A verdadeira prosperidade vem da segurança financeira, da capacidade de lidar com despesas imprevistas e da liberdade de fazer escolhas significativas na vida. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIO J.L. SIMÃO

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