Diário do Amapá - 12/12/2025

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA | 12 DE DEZEMBRO DE 2025 A s vendas no comércio cresceram 0,5% em outubro, na comparação com setembro. O resultado é a maior alta entre meses seguidos desde março de 2025, quando tinha crescido 0,7%. Na comparação comoutubro de 2024, o comércio brasileiro avançou 1,1%. No acumulado de 12 meses, o setor cresceu 1,7%, menor patamar desde dezembro de 2024, quando chegou a 4,1% de expansão. Os dados fazemparte PesquisaMensal de Comércio, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Veja o comportamento das vendas no comércio nos últimos meses: Março: 0,7% Abril: -0,3% Maio: -0,4% Junho: -0,1% Julho: -0,2% Agosto: 0,1% Setembro: -0,2% Outubro: 0,5% Comos dados de outubro, o comércio está 0,5%abaixo domaior nível já registrado, em março de 2025. A série histórica do IBGE começa em 2000. O setor figura 9,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020). Sete das oito atividades com alta Na passagemde setembropara outubro, sete das oito atividades pesquisadas apre- sentaram avanço: equipamentos ematerial para escritório, informática e comunicação: 3,2% combustíveis e lubrificantes: 1,4% móveis e eletrodomésticos: 1,0% livros, jornais, revistas e papelaria: 0,6% outros artigos de uso pessoal e do- méstico: 0,4% artigos farmacêuticos, médicos, orto- pédicos e de perfumaria: 0,3% hiper, supermercados, produtos ali- mentícios, bebidas e fumo: 0,1% tecidos, vestuário e calçados: -0,3% De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a venda de computadores, celulares e eletrodomésticos foram im- portante motor das vendas no mês. "As empresas aproveitaram a depre- ciação [desvalorização] do dólar e perfor- marammelhor, tambémpor conta de pro- moções", cita. A queda do dólar ante o real faz com que produtos importados fi- quemmais em conta no país. Junção de fatores Oanalista acrescenta que houve "coin- cidências de fatores" para estimular o con- sumo. "Dentre eles, a inflação cedeu", cita Santos, ao lembrar que houve deflação, com queda de preço na alimentação no domicílio, móveis e eletrodomésticos. Outros fatores foram o mercado de trabalho aquecido e o crédito à pessoa f ísica, que cresceu 2,1% em outubro. Santos destaca que o crédito à pessoa f ísica não tem sentido tanto o impacto da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, que tende a refletir no encarecimento em toda a cadeia de crédito. A Selic está mantida neste nível como uma estratégia do Banco Central para conter a inflação, que chegou a ficar 13 meses acima da meta do governo. No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de cons- trução; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador avançou 1,1% de se- tembro para outubro e apresenta estabili- dade (0%) no acumulado de 12 meses. De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o desempenho do varejo ampliado em outubro “foi bastante in- fluenciado por veículos, motos, partes e peças, e pela atividade de atacado espe- cializado emprodutos alimentícios, bebidas e fumo”. ■ VENDAS NO COMÉRCIO VOLTAM A GANHAR FÔLEGO E CRESCEM 0,5% EM OUTUBRO IBGE V Foto/ Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica caíram em 24 capitais brasileiras em no- vembro em relação ao mês anterior. O levantamento foi divulgado, nesta terça (9), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “O Brasil está colhendo esse ano a maior safra agrícola da nossa história, como consumidor indo ao supermercado com um produto mais barato de excelente qualidade”, destacou o presidente da Conab, Edegar Pretto, em nota divulgada pelo governo. A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos mostrou que as maiores reduções foram nas cidades de Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%), Maceió (-3,51%), Natal (-3,40%) e Palmas (-3,28%). Por outro lado, houve elevações em Rio Branco (0,77%), Campo Grande (0,29%) e Belém (0,28%). No mês passado, os menores valores médios regis- trados foram emAracaju (R$ 538,10), Maceió (R$ 571,47), Natal (R$ 591,38), João Pessoa (R$ 597,66) e Salvador (R$ 598,19). Por outro lado, o maior custo foi registrado em São Paulo (R$ 842,26), seguido por Florianópolis (R$ 800,68), Cuiabá (R$ 789,98), Porto Alegre (R$ 789,77) e Rio de Janeiro (R$ 783,96). São Paulo, a mais cara, e Aracaju, mais barata Na cidade de São Paulo (SP), também é maior a por- centagem do salário mínimo líquido (59,91%) necessário para comprar uma cesta básica. É também maior na capital paulista o tempo de trabalho mensal para a aquisição do conjunto de alimentos (121 horas e 55 mi- nutos). De outra forma, em Aracaju (SE), a cesta básica é mais barata (38,32% do salário mínimo) e há menor tempo de trabalho necessário para a compra dos alimentos (77 horas e 59 minutos). De outra forma, em Aracaju (SE), a cesta básica é mais barata (38,32% do salário mínimo) e há menor tempo de trabalho necessário para a compra dos alimentos (77 horas e 59 minutos). Arroz, tomate e açúcar As maiores variações negativas de preços entre outubro e novembro incluem produtos como o arroz agulhinha. No mês passado, esse alimento comum no hábito do brasileiro ficou, por exemplo, 10,27% mais barato em Brasília. ■ PESQUISA NACIONAL Preço da cesta básica de alimentos cai em 24 capitais ●

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