Diário do Amapá - 14/04/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 14 DE ABRIL DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA E stou morando em Lisboa, este ano, mas venho novamente de visita ao sul da França, pois gosto demais da Côte D´Azur e da Provence, que fica encostadinha. Passamos por Nice, onde já ficamos algumas vezes – uma cidade grande e linda, à beira do Mediterrâneo - e estamos em Fayence, cida- dezinha da Provence, encantadora. Estamos no início do verão, então recém saímos da primavera, de maneira que está tudo muito verde e pejado de flores, muita cor por todo lado. Vejam que privilégio: escrevendo minha crônica na Provence, ao ar livre, ouvindo a cigarra, que é tempo dela, e os muitos passarinhos que (po)voam a região. Minha filha mora aqui, em Fayence, numa casa ampla e acolhedora, com todos os confortos de uma casa da cidade e o bônus de estar rodeada de árvores, numa região tranquila e pacata. Muitas vinhas – as uvas estão cacheando, o fruto ainda está pequeno, mas os pés estão carregados. As oliveiras também de floresceram recentemente, estão cheias de azeitonas, sem contar os pés de nozes, de amêndoas, de ameixas (aquela com a qual se faz a ameixa preta, eu esclareço, porque no Brasil chamamos a nêspera de ameixa, erroneamente), figos, cerejas, pêssegos, morangos, etc., etc. É verdade que o interior nos dá várias vantagens, como o ar puro, a boa comida, muita coisa produzida aqui mesmo, o bom vinho, a amizade dos vizinhos que nem são muito próximos, geograficamente, porque todos têm terrenos grandes, mas todos se conhecem e se dão bem. No segundo dia desta revisita à Fayence, saí com Romain para fazer compras. Fomos a uma quitanda, emMontauroux, tipo Direto do Campo, aí no Brasil, com muita variedade de frutas e verduras, legumes e queijos, tudo fresquinho. Emais: tudo comcertificado de origem, com o nome do produtor. Uma beleza. Dá vontade de levar tudo. Romain comprou muita coisa, inclusive uns cogumelos Porcini, fresquinhos e grandões, que ele fez grelhados e ficou uma delícia. Também fomos a um supermercado que tem um açougue fantástico: diversos cortes de carne de vaca, de vitelo, de borrego, de carneiro, frescas e de aparência excelente, organizadas em seus diversos cortes, inclusive alguns já temperados, prontos para ir ao fogo. E os embutidos e queijos da região também são ótimos, especialidade da região. O jantar foi um banquete. E depois passamos numa boulangerie, quer dizer, padaria. E os pães, ah, os pães e derivados, doces e salgados, recheados ou com cobertura e com essa farinha de grano duro daqui... Eu sou suspeito para falar porque sou movido a pão, mas dentre uma variedade imensa de pães deliciosos, há um que eu consegui gostar mais, que é um pão de gorgonzola. Mas gosto de todos. No dia seguinte fomos a Seillan e jantamos no restaurante La Gloire de mon Pére. Pedimos comida da região e conhecemos pratos fabulosos. O res- taurante fica num declive ao lado da rua, mas como agora é verão e há uma área belíssima do lado de fora, com árvores centenárias, uma fonte enorme no meio e uma outra fone coberta ao lado, também centenárias, as mesas ficam dispostas ao redor da fonte redonda e as lanternas por todo o espaço e as lâmpadas no alto tornam o ambiente meio mágico. Já havíamos estado ali, em outras visitas, mas como era inverno, o restaurante funcionava só dentro do prédio. É um lugar belíssimo. Ontem estivemos no Lac de Saint-Cassien, um lago enorme que abastece a região e também tem praias, além de ser um lugar onde se pode pescar e fazer aulas de mergulho. Isso tudo sem falar na vastidão de água, outro lugar belíssimo. ■ Verão na Provencee Fernanda aniversariou, no dia 24 de junho, e fizemos uma festa junina bem brasileira, com pé-de-moleque, paçoquita, bolo de milho, cachorro quente, brigadeiro, cajuzinho, beijinho, pipoca, tortas salgadas. LUIZ CARLOS Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC Advogado Teólogo, pedagogo e advogado E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com N a manhã de um domingo, há cerca de dois mil anos, um evento extraordinário mudou o curso da história da humanidade: a ressurreição de Jesus Cristo. A narrativa, registrada no Evangelho de Mateus (28.11-15), revela que soldados que presenciaram a ressurreição foram subornados para espalhar uma versão alternativa dos fatos, alegando que o corpo de Jesus havia sido roubado. No entanto, a verdade prevaleceu, e a celebração da Páscoa se tornou um símbolo de esperança e renovação. Os soldados que guardavam o sepulcro foram os primeiros a testemunhar a pedra removida e o túmulo vazio. Seu depoimento era irrefutável, mas a manobra de suborno revela o tamanho do temor que a figura de Jesus provocava. A tentativa de desacreditar a ressurreição não era apenas uma estratégia política; era uma luta pela verdade e pela fé. O que estava em jogo era a autenticidade da mensagem de Jesus e suas reivindicações divinas. Contudo, as Escrituras Sagradas, estão repletas de relatos de testemunhas oculares que confirmam a sua ressurreição. Além de Mateus, os evangelhos de Marcos, Lucas e João apresentam testemunhos contundentes sobre as aparições de Jesus após sua morte. Alguns acusam os discípulos de catarse coletiva, quando declaravam que ele estava vivo, dizendo que Jesus não ressuscitou, mas que essa “estória” é fruto da imaginação deles. Porém, o dizer da conversão de Saulo, o maior dos perseguidores, que se encontrou pessoalmente com ele no caminho de Damasco? Em Atos 9. 1-9 temos esse relato impactante, um dos mais contundentes testemunhos da ressurreição, pois, este que ordenava a prisão e a morte de quem declarava a ressureição de Jesus, conta sua experiência com o Cristo ressuscitado, que o tirou da rota de colisão com o cristianismo, para tornar-se o mais importante de todos os anunciadores da mensagem da ressurreição. O Apóstolo Paulo, a quem me referi anteriormente, em 1 Coríntios 15:6, menciona que Jesus apareceu a mais de quinhentas pessoas simultaneamente, inclusive a ele. Essa pluralidade de testemunhos fortalece a credibilidade do evento. Não se tratou de uma visão isolada, mas de uma experiência compartilhada por muitos, um testemunho coletivo que não pode ser ignorado. A ressurreição de Cristo é um tema que transcende a fé, sendo alvo de estudos históricos e arqueológicos. Fatos como a ausência do corpo de Jesus no túmulo é corroborada por relatos antigos e pela falta de evidências que apontem para um sepultamento alternativo. Além disso, a trans- formação dos discípulos, que passaram de apóstolos ame- drontados a corajosos proclamadores da mensagem de Cristo, é um testemunho histórico indiscutível. Essamudança radical sugere que eles estavamconvictos da verdade que vivenciaram e dispostos a morrer por ela. Arqueologicamente, locais associados à vida de Jesus, como a Igreja do Santo Sepulcro, atraemmilhões de visi- tantes anualmente, reafirmando a busca pela verdade sobre sua ressurreição. Escavações em Jerusalém revelaram contextos que corroboram os eventos bíblicos, como a identificação de tumbas e sepulturas da época. Essas evidências são fun- damentais para a construção de um entendimento mais robusto sobre a vida e a morte de Jesus. Portanto, celebrar a Páscoa é um momento crucial para a reflexão sobre a centralidade da ressurreição na fé cristã. Este feriado nos convida a revisitar a mensagem de esperança e renovação que a ressurreição de Jesus traz. Em ummundo repleto de incertezas e desafios, a Páscoa serve como um lembrete poderoso de que a vida pode emergir das sombras da morte. Ela não é apenas uma ce- lebração religiosa, mas, uma afirmação de que a verdade sobre a vida e a morte de Jesus ressoa até hoje. Em tempos de crise, essa mensagem de renovação e esperança ressoa mais forte do que nunca, nos ensinando que, mesmo nas horas mais sombrias, podemos encontrar luz e esperança. A ressurreição de Jesus não é apenas um evento histórico; é uma afirmação poderosa de que a verdade sempre prevalece, mesmo diante de tentativas de encobri- la. A mensagem de esperança e renovação continua a ecoar séculos após sua morte e ressurreição. Nessa data, somos convocados a refletir sobre a profundidade dessa verdade: Ele está vivo, e a vida, em sua plenitude, é uma oferta para todos nós. Que possamos renovar nossas esperanças, deixando que a luz da ressurreição ilumine nossos caminhos. A verdade venceu, e essa vitória é um convite para vivermos com coragem e fé, abraçando a renovação que a Páscoa nos oferece. ■ A ressurreição de Jesus não é apenas um evento histórico; é uma afirmação poderosa de que a verdade sempre prevalece, mesmo diante de tentativas de encobri-la. A mensagem de esperança e renovação continua a ecoar séculos após sua morte e ressurreição. A verdade venceu, ele está vivo RODRIGO LIMA JUNIOR

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