Diário do Amapá - 14/04/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 14 DE ABRIL DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS ORDEM - Presidente do TRE-AP, desembargador Carmo Antônio; corregedor Agostino Silvério; juiz eleitoral Heraldo Costa e pessoal de apoio do tribunal, bem com as forças de segurança, conseguiram fazer pleito em Oiapoque, no domingo, 12, sem intercorrências. ■ DANÇANTE - Manoel Cordeiro, virtuose musical nascido em Ponta de Pedras (PA), porém amigo e bastante conhecido no Amapá, acaba de produzir outra obra do gênero, agora misturando som amazônico com som caribenho, pulsante para ecoar nas rádios e aparelhagens. ■ COMPROMISSO - “Há a preocupação do governador Clécio de habilitar, não simplesmente de repassar uma habilitação”, expressão do coronel PM reformado Edvaldo Mafra (Detran-AP) sobre programa Habilita Amapá, que nesta segunda, 13, tem aula inaugural dos primeiros mil candidatos que passaram em exames médicos e psicológicos. ■ Agora nós “Nós éramos um estado sem território f ísico, porque nossas terras pertenciam à União. Conseguimos realizar a transferência dessas terras para o Amapá. As primeiras glebas começaram a ser transferidas em 2022”, desabafo do governador Clécio em entrega de títulos definitivos de terras, no fim de semana. Destravando Em sessão ordinária da CVMM, nesta terça, 14, prefeito DaLua apresenta balanço dos 40 dias de gestão e destaca avanços nas áreas da educação, saúde e urbanização. Senadores viram em Davi disposição de enviar a indicação de Jorge Messias ao STF para a CCJ do Senado, por conta de sinais do “espírito conciliador” do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por já considerar a não-ida dele ao STF uma “página virada”. Pedro Filé, próximo deputado estadual do Amapá, no lugar de Inácio, eleito prefeito de Oiapoque, ficando assim meio à beira do processo político amapaense, algumas vezes pensou em sair do PDT. Ora, se tivesse feito isso hoje não ganharia esse restinho de mandato como primeiro suplente da sigla. Ainda bem “A partir de agora, Oiapoque escreve uma nova história. O povo escolheu o caminho do desenvolvimento e de um futuro com mais oportunidades”, escreve Alliny Serrão sobre a eleição de Inácio Silva, em Oiapoque. 6 de maio é a data prevista para a posse de Inácio Maciel como novo prefeito de Oiapoque. A limpo… Clécio Luís (União Brasil) preferiu a prudência e não declarou apoio na eleição de Oiapoque. De um lado, Inácio, do PDT, partido do seu vice. Do outro, Guido, do PP, legenda federada com o União Brasil. No fim, qualquer resultado mantém o cenário confortável - ficou tudo em casa. Cautela “Essa eleição suplementar demonstra a capacidade da Justiça Eleitoral de organizar, em um curto período de tempo, todas as etapas de um pleito com segurança, transparência e participação popular”, Carmo Antônio (TRE-AP) a respeito da escolha do novo prefeito de Oiapoque, domingo, 12. Declaração Posse… Boa escolha… Waldez Góes, que não conseguiu emplacar nenhuma prefeitura - leia- se PDT em 2024 - agora, em 2026, na eleição suplementar em Oiapoque, vê Inácio Maciel vencer: finalmente emplacou uma - e agora sorri até para as paredes e para o vento. Euforia… Oiapoque tem novo prefeito: Delegado Inácio, do PDT, eleito em disputa apertada com Guido Mecânico, do União Brasil. Eleição suplementar Do PDT, de WGóes, Inácio Maciel foi eleito prefeito de Oiapoque. Com isso, Pedro Filé deixa a condição de 1º suplente e assume como deputado estadual. Titularidade… E stamos diante de um Brasil onde o sonho do crescimento parece cada vez mais distante. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil trouxeram dados que, se lidos com um olhar crítico, mostram que estamos vivendo uma ressaca econômica das grandes. Em setembro de 2024, a busca por crédito despencou 3,66% emrelação ao mesmo mês do ano passado. Isso mesmo, o em- presário médio, aquele que ainda resiste a abrir o caixa, está retraindo os investimentos, e o consumidor comum evita o que era uma “compra parcelada” agora chamada de “dívida”. O que mais chama a atenção aqui não é só o recuo nas consultas, mas o que isso significa para o cenário econômico comoumtodo. Os juros estão empatamares elevados – a taxa Selic ronda os 10,75% –, e a inflação anda num sobe-e-desce que mais parece montanha- russa. Como dólar disparando, o sinal que se acende é claro: omercado está commedo, os investidores estão receosos, e, sinceramente, é dif ícil imaginar que o cenário vá melhorar a curto prazo. Aqueda na busca por crédito não é só umnúmero, é um reflexo direto de um mercado exaurido, de famílias endividadas e de empresários que olhampara o futuro commais dúvidas do que certezas. E por que tudo isso? Porque o crédito, aquele que impulsionava a economia de consumo, ficou caro demais. Numpaís onde mais de 30% dos consumidores têm restrições no nome, o apetite por novos financiamentos, em- préstimos ou qualquer outra linha de crédito mur- chou. A situação fica ainda mais preocupante quando percebemos que, mesmo entre aqueles que ainda buscam crédito, os resultados são tímidos: só 0,93% realmente conseguiram fechar alguma transação. E veja só, a maioria esmagadora desses fechamentos, 76,53%, foram empréstimos. O brasileiro está com tanta confiança na economia quanto umpescador em alto-mar antes de uma tempestade. E se a confiança não volta, o consumo fica onde está: no mínimo. No meio disso tudo, o alerta do SPC Brasil não é uma mera formalidade: a inadimplência está alta e limita aindamais a capacidade de crédito. As instituições financeiras, já de olho nas possíveis ondas de calote, ficaram criteriosas. E quem pode culpá-las? A pers- pectiva de juros altos continua, o consumidor se retrai e o empresário olha para a política econômica com receio de cada novo anúncio. Estamos assistindo ao fenômeno de um Brasil pa- ralisado. O Sudeste, que normalmente puxa o cresci- mento nacional, teve amaior participação nas consultas de crédito, com 47,20%, mas mesmo lá o otimismo desaparece na mesma velocidade com que o crédito se torna inacessível. Em outras palavras: um gigante com os pés de barro, onde a base econômica já não sustenta o ritmo que o país precisa para crescer. Ninguém precisa de uma bola de cristal para ver que, se algo não mudar, a retração do crédito será só o começo. A economia parada só deixa um cenário de mais dívidas e menos crescimento. Ou, quem sabe, de um "Brasil que não quer saber" – um país onde todos têm opinião sobre tudo, mas onde o debate sério e os investimentos de verdade são cada vez mais raros. ■ O Brasil endividado, o freio na economia e a fuga de crédito E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIO JOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo
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