Diário do Amapá - 23/04/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUINTA-FEIRA | 23 DE ABRIL DE 2026 A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,36% para 4,71% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda- feira (13), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada pela quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em março, a alta dos preços em transportes e ali- mentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,85% para 3,91%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto. Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões se- guintes. Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril. ■ INDICADORES ECONÔMICOS Mercado eleva previsão da inflação para 4,71% este ano ● A empresa brasileira Serra Verde, que atua commineração de terras raras, foi adquirida pela empresa USA Rare Earth (USAR), mineradora norte- americana, em negociação equivalente a cerca de US$ 2,8 bilhões. A compra foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelas companhias. Serra Verde opera amina de Pela Ema, emMinaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, emprodução desde 2024. É também a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora daÁsia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Mais de 90% da extração de terras raras mundiais são realizadas na China. Osmateriais são usados para fabricação de ímãs permanentes utilizados emveículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta efi- ciência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial. De acordo comamineradora brasileira, o negócio possibilitará a criação da maior empresa global do ramo. A produção em Goiás está emfase ume ainda é considerada modesta, mas a expectativa é dobrar em 2030. “As operações de mineração e proces- samento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combi- nadas com as capacidades de mineração e “downstream” daUSAR”, informou o grupo Serra Verde, em declaração ao mercado. Contrato de 15 anos O contrato prevê o fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Es- tados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100%de sua produção da Fase I com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas. “O Acordo de Fornecimento propor- ciona fluxos de caixa seguros e previsíveis para a Serra Verde, reduzindo riscos, apoiando investimentos e apoiando seu desenvolvimento com sucesso”, afirma a nota do USAR. Segundo o comunicado, o acordo pos- sibilitará a criação de "uma empresa mul- tinacional líder emterras raras demineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, EUA, França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindomineração, pro- cessamento, separação, metalização e fa- bricação de ímãs." “Esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras. As garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: nossa operação única, nossos colaboradores e seu compromisso com práticas responsá- veis”, disse Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde. O mercado recebeu bem o anúncio. Por volta das 15h30, as ações da USAR na Nasdaq registravam alta de mais de 8%. A aquisição mantém a equipe da empresa brasileira, com dois de seus executivos in- corporados na diretoria daUSAR, SirMick Davis e ras Moraitis, respectivamente o Presidente do Conselho e o CEO do Grupo Serra Verde. Em vários discursos, Donald Trump tem abordado a questão das terras raras e criticado a dependência mundial da pro- dução chinesa, o que tem gerado diver- gências com Pequim. ■ EMPRESA DOS EUA COMPRA MINERADORA BRASILEIRA DE TERRAS RARAS TERRAS RARAS V Foto/ Divulgação
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