Diário do Amapá - 25/04/2026
| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 25 DE ABRIL DE 2026 14 Bacia Amazônica, área de rios, córregos e mananciais que deságuam no rio Amazonas O MAIOR DO MUNDO A Bacia Amazônica é uma das bacias hidrográficas do Bra- sil, sendo considerada a maior do país e do mundo. É for- mada por todos os rios, córregos e demais mananciais que deságuam no rio Amazonas. Essa bacia abrange os estados brasileiros Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Amapá, e também países vizi- nhos, como Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Bolívia e Suriname. A Bacia Amazônica possui aproximadamente sete milhões de quilômetros quadrados de área, sendo cerca de quatros milhões de quilômetros quadrados no território brasileiro (o que corres- ponde a 42% do território nacional), enquanto o restante se dis- tribui entre os demais países sul-americanos. Está localizada, em grande parte, na região norte do país, com uma porção no Centro-Oeste, e possui enorme importância am- biental, pois concentra a maior quantidade de água doce do pla- neta. Além disso, abriga a Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do mundo, com rica biodiversidade de fauna e flora. A região também apresenta a maior diversidade de peixes do pla- neta, com cerca de três mil espécies. A Bacia Amazônica possui rios com grande volume de água e, portanto, apresenta potencial para a produção de energia elé- trica. Localiza-se na planície amazônica, cujo relevo predominan- temente plano permite que a maioria dos rios, inclusive o Amazonas, seja navegável. Atualmente, a Bacia Amazônica nunca esteve tão ameaçada. Além do desmatamento, há a construção de hidrelétricas e estra- das. Destacam-se tambéma exploração deminérios, as mudanças climáticas e a extração de petróleo. E o que dizer do crescimento desordenado das cidades? O au- mento populacional consome mais recursos naturais e incentiva o comércio ilegal de peixes, tartarugas e carne silvestre. Tudo isso pode perturbar os ciclos de inundação da Bacia Amazônica, alterando a sedimentação, a qualidade da água e os habitats de que peixes, tartarugas e outras espécies aquáticas e terrestres dependem para sua sobrevivência. ■ “Esperamos pôr esse asfalto durante muitos anos; um sonho antigo de todos os vizinhos aqui da rua”. RAIMUNDO DOMINGUES Morador da Fazendinha CLÉCIO LUÍS Governador do Amapá “Asfalto novo traz dignidade e mobilidade para quem vive na Fazendinha e aqui são cerca de quatro quilômetros de pavimentação para melhorar o trânsito e o cotidiano de quem vive na região. Nosso compromisso é garantir mais infraestrutura e respeito a cada cidadão”. “Nosso trabalho é resultado de anos de estudo, atuação e enfrentamento da malária. Avançamos não apenas em áreas urbanas e rurais, mas também em territórios indígenas do Amapá, com resultados promissores. Esse trabalho continua agora de forma ampliada em Brasília”. FRASES DA SEMANA DORINALDO MALAFAIA Deputado federal “A reforma do Monumento resgata um símbolo histórico e turístico da nossa cidade. A van para a Assistência Social garante dignidade no deslocamento de quem mais precisa. E os investimentos na Unifap, tanto na obra quanto nos cursos de extensão são fundamentais para o desenvolvimento sustentável do município” FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 EVANDROLUÍZ DA REDAÇÃO RANDOLFE RODRIGUES Senador pelo Amapá ● N a próxima quinta-feira, 30, às 19h, o escritor, poeta e pro- fessor Marven Junius Frank- lin lança, no Sesc Centro, em Macapá, sua mais recente obra: As Três Marias Encantadas de Tarta- rugalzinho. O evento marca tam- bém a estreia do projeto Porto Literário, iniciativa da Editora O Zezeu em parceria com o Sesc Amapá, em celebração aos 80 anos do Sesc Nacional. O livro foi contemplado pela Po- lítica Nacional Aldir Blanc (Pnab), por meio de edital da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Se- cult/AP), reforçando o incentivo à produção literária na região. Entre o mito e a urgência am- biental Ambientada no município de Tartarugalzinho, a narrativa acom- panha Maria Alice, Maria Vitória e Maria Gabriela —personagens que evocam as montanhas que cercam a cidade. A cada verão, elas desper- tam para celebrar a vida por meio da poesia, da pintura com pigmen- tos naturais e da música, em uma conexão profunda com a floresta e seus saberes. Com ilustrações de Liana Mar- tins, a obra mergulha no universo simbólico dos igarapés e das encan- tarias amazônicas, mas também traz à tona conflitos contemporâ- neos. O avanço do desmatamento e do garimpo ilegal tensiona a narra- tiva, transformando o encanta- mento em alerta. “O livro nasce do desejo de va- lorizar os saberes da Amazônia e, ao mesmo tempo, provocar refle- xão sobre as ameaças que pairam sobre nossos territórios. É uma his- tória que encanta, mas também convoca à responsabilidade coletiva com a floresta”, destaca Marven Ju- nius Franklin. A obra ainda incorpora elemen- tos da fauna local, como o Vampy- rum spectrum (o maior morcego das Américas) presente em caver- nas da região, ampliando o diálogo entre ficção e realidade. Literatura como formação e identidade Com forte dimensão pedagó- gica e linguagem poética, o livro se volta ao público infantojuvenil, sem deixar de dialogar com leitores in- teressados em literatura engajada. A proposta é estimular a escuta da floresta, o reconhecimento das cul- turas tradicionais e o protagonismo das comunidades amazônicas. ■ ENCANTARIAS AMAZÔNICAS MARCAM LANÇAMENTO LITERÁRIO “A ‘Mostra Amapá, Aqui tem SUS’ apresenta trabalhos elaborados pelas secretarias municipais de saúde e ao mesmo tempo é uma demonstração de reconhecimento pelo que essas unidades estão fazendo na atenção primária em todo o estado”. LILIAN ABREU Presidente do Cosems PROJETO PORTO LITERÁRIO
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