Diário do Amapá - 25/04/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 25 DE ABRIL DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS ECONOMIA - Prejuízo dos Correios triplica e chega a R$ 8,5 bilhões em 2025. Medida para cortar custos como contrapartida para empréstimo de R$ 12 bilhões, PDV chega a apenas 32% da meta, mas presidente da estatal minimiza resultado. ■ MUNDO - Rússia e Ucrânia realizam troca de 193 prisioneiros de cada lado após negociações Operação contou com a mediação dos Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos, segundo o exército russo. ■ Sorriso “Nós estamos mudando a cultura da saúde bucal no Amapá. Antes, a odontologia era extrativista. Hoje trabalhamos para manter o dente na boca do cidadão. Colocamos cirurgiões-dentistas em todos os hospitais, de Oiapoque ao Jari. Os dentistas são essenciais para saúde integral do nosso povo”, no dito por Clécio Luís em emocionado discurso durante solenidade na Alap. Saúde Casal Bruno/Liliane - prefeito e deputada estadual, nessa ordem - visita comando geral da PM, em Tartarugalzinho. E, reiterando confiança no fortalecimento da segurança pública, com a nova base militar, deputada pede reforço policial também para Paracuuba e Calçoene, municípios que, junto com Tartarugalzinho, integram aquela região dos lagos. Previsto para agosto início dos serviços de hemodinâmica do HU, da Unifap, com emenda de R$ 8 milhões do senador Davi Alcolumbre. Acácio, que disputa o Senado e Malafaia a reeleição, são os membros da bancada federal, em BSB, com maior destaque na mídia com apresentação de trabalhos importantes, principalmente nas áreas de saúde e habitação. Brilho Destacando conquistas em 2026, Randolfe comemora: “Nem chegamos na metade do ano e não falta resultado na rua! É obra saindo do papel, recurso chegando e coisa melhorando na vida de quem precisa. É isso que move o nosso trabalho todos os dias. E ainda tem muito pela frente. Vamos seguir fazendo o Amapá avançar”, sublinha o senador petista. Cordialmente Cleuma Duarte, que já foi vereadora mais votada de Macapá, agora se prepara para concorrer a deputada estadual, pelo MDB. Quando vereadora, ela era do PMDB, ou seja, segue como a mesma linha de pensamento político. Mulher Irmã da deputada estadual Liliane Abreu, Lilian, comandou realização, na Alap, da ‘7ª Mostra Amapá, Aqui tem SUS’, como presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems). Sangue Avanço Deputado federal Dorinaldo Malafaia jogou pesado, nessa quinta, 23, contra malária, apresentando nada menos que 4 projetos de lei voltados para eliminação da doença no norte do país. Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal aprovou criação de mecanismo digital de rastreabilidade do ouro extraído e comercializado no país. Objetivo: combater garimpo ilegal, fraudes e lavagem de dinheiro. Se aprovado, mecanismo passará a ser obrigatório a partir de 1 de janeiro de 2027. Tecnologia Paulistana de nascimento, primeira- dama Priscilla Flores recebeu, em concorrida cerimônia na Alap, título de Cidadã Amapaense, com presença do marido, governador Clécio Luís. Benvinda Bombardeio Malafaia: “Crime brutal que expõe a urgência de políticas públicas eficazes para proteger nossas mulheres” - sobre feminicídio da cunhantã Ana Karipuna, em Oiapoque, pra onde o parlamentar destinou emenda para construção da Casa da Mulher da Fronteira. Providência E stamos diante de um Brasil onde o sonho do crescimento parece cada vez mais distante. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil trouxeram dados que, se lidos com um olhar crítico, mostram que estamos vivendo uma ressaca econômica das grandes. Em setembro de 2024, a busca por crédito despencou 3,66% emrelação ao mesmo mês do ano passado. Isso mesmo, o em- presário médio, aquele que ainda resiste a abrir o caixa, está retraindo os investimentos, e o consumidor comum evita o que era uma “compra parcelada” agora chamada de “dívida”. O que mais chama a atenção aqui não é só o recuo nas consultas, mas o que isso significa para o cenário econômico comoumtodo. Os juros estão empatamares elevados – a taxa Selic ronda os 10,75% –, e a inflação anda num sobe-e-desce que mais parece montanha- russa. Como dólar disparando, o sinal que se acende é claro: omercado está commedo, os investidores estão receosos, e, sinceramente, é dif ícil imaginar que o cenário vá melhorar a curto prazo. Aqueda na busca por crédito não é só umnúmero, é um reflexo direto de um mercado exaurido, de famílias endividadas e de empresários que olhampara o futuro commais dúvidas do que certezas. E por que tudo isso? Porque o crédito, aquele que impulsionava a economia de consumo, ficou caro demais. Numpaís onde mais de 30% dos consumidores têm restrições no nome, o apetite por novos financiamentos, em- préstimos ou qualquer outra linha de crédito mur- chou. A situação fica ainda mais preocupante quando percebemos que, mesmo entre aqueles que ainda buscam crédito, os resultados são tímidos: só 0,93% realmente conseguiram fechar alguma transação. E veja só, a maioria esmagadora desses fechamentos, 76,53%, foram empréstimos. O brasileiro está com tanta confiança na economia quanto umpescador em alto-mar antes de uma tempestade. E se a confiança não volta, o consumo fica onde está: no mínimo. No meio disso tudo, o alerta do SPC Brasil não é uma mera formalidade: a inadimplência está alta e limita aindamais a capacidade de crédito. As instituições financeiras, já de olho nas possíveis ondas de calote, ficaram criteriosas. E quem pode culpá-las? A pers- pectiva de juros altos continua, o consumidor se retrai e o empresário olha para a política econômica com receio de cada novo anúncio. Estamos assistindo ao fenômeno de um Brasil pa- ralisado. O Sudeste, que normalmente puxa o cresci- mento nacional, teve amaior participação nas consultas de crédito, com 47,20%, mas mesmo lá o otimismo desaparece na mesma velocidade com que o crédito se torna inacessível. Em outras palavras: um gigante com os pés de barro, onde a base econômica já não sustenta o ritmo que o país precisa para crescer. Ninguém precisa de uma bola de cristal para ver que, se algo não mudar, a retração do crédito será só o começo. A economia parada só deixa um cenário de mais dívidas e menos crescimento. Ou, quem sabe, de um "Brasil que não quer saber" – um país onde todos têm opinião sobre tudo, mas onde o debate sério e os investimentos de verdade são cada vez mais raros. ■ O Brasil endividado, o freio na economia e a fuga de crédito E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIO JOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo

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