Diário do Amapá - 25/04/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SÁBADO | 25 DE ABRIL DE 2026 Odólar voltou a fechar acima de R$ 5, e a bolsa de va- lores recuou nesta quinta-feira (23), em um dia marcado pela piora do cenário externo e aumento da aversão ao risco diante de novas incertezas sobre a guerra noOriente Médio. A moeda estadunidense encerrou o dia em alta de R$ 0,029 (+0,62%), cotada a R$ 5,003. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,78%, aos 191.378,43 pontos. Trump afirmou que um acordo com o Irã só será fechado quando for “apropriado” para os interesses norte-americanos, enquanto o governo iraniano adotou umtommais agressivo. Também surgiram relatos de ativação de defesas aéreas no Irã, elevando a tensão. ■ CÂMBIO Dólar volta a R$ 5, e bolsa cai com tensão no Oriente Médio ● O s Correios registraram um pre- juízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. O valor é mais de três vezes su- perior ao verificado em 2024, quando a estatal anunciou prejuízo e R$ 2,6 bilhões. De acordo com a empresa, o resultado é influenciado, majoritariamente, pelo provisionamento de obrigações judiciais e o aumento de custos operacionais. A maior parte desse valor advém de processos judiciais, que custaram aos Correios R$ 6,4 bilhões no ano passado (55,12% acima de 2024). O passivo na Justiça é formado especialmente por de- mandas trabalhistas, como os pagamentos reivindicados pelos empregados para re- ceberem adicionais de periculosidade e adicionais pela atividade de distribuição e coleta externa. No ano passado, a receita bruta dos Correios, não considerados os pagamentos que a empresa deveria fazer, foi de R$ 17,3 bilhões (11,35% abaixo de 2024). O balanço da empresa será publicado no Diário Oficial da União. Diante do acúmulo de prejuízos, a empresa buscou credores e recebeu um aporte que totalizou R$ 12 bilhões em empréstimos de bancos públicos e priva- dos. Ciclo vicioso Desde o último trimestre de 2022, os Correios apresentam resultados parciais negativos. No total, a empresa acumula 14 trimestres de ônus. “É um ciclo vicioso. A dificuldade de caixa gera dificuldade de pagamento ao fornecedor, isso afeta a operação. Ao afetar a operação, a gente macula a capa- cidade de aumentar o volume [de trabalho] ou de gerar novos contratos”, explicou o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, em entrevista coletiva na sede da empresa em Brasília. Segundo ele, a estatal também não consegue compensar imediatamente a baixa nas receitas com cortes de gastos. “A estrutura de custo é muito rígida, e está ancorada em despesas de custos fi- xos. Quando há uma queda de receita, não se consegue diminuir a despesa no mesmo momento para poder fazer esse equacionamento”, explicou. Desmaterialização da carta O balanço negativo ocorre em anos de mudança estrutural no campo de ati- vidade dos Correios, quando as empresas de comércio eletrônico expandem sua atividade logística - nãomais dependendo dos Correios. O fenômeno concorrencial ocorre após a estatal perder nicho do mercado de postagemcomas mudanças das formas de comunicação, o que Rondon chama de “desmaterialização” da carta. Economista por formação, o presidente assumiu o cargo em setembro do ano passado, commandato até agosto de 2027, com objetivo de reestruturar a estatal. Entre medidas saneadoras, a empresa abriu dois planos de demissão voluntária (PDV). Na edição deste ano, 3.181 aderi- ramao desligamento. Ovolume de adesões foi menor que o obtido no PDV 2024/2025, 3.756 empregados, mas o ingresso no plano só foi possível em prazo menor - entre fevereiro e abril deste ano. A perspectiva inicial da estatal era fazer 10 mil desligamentos. Outros pro- cessos de demissão voluntária poderão ser abertos no futuro. Privatização fora de pauta Os Correios adotaram medidas para diminuir custos com as operações de re- cebimento, distribuição e entrega; rene- gociaram dívidas com fornecedores e es- tenderamprazos de pagamento. Também começaram a reduzir gastos com a ocu- pação de imóveis e com a manutenção de agências. ■ PREJUÍZO DOS CORREIOS CHEGA A R$ 8,5 BILHÕES EM 2025 BALANÇO NEGATIVO V Foto/ Valter Campanato/Agência Brasil

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