Diário do Amapá - 28/04/2026

V Foto/ Reprodução/Twitter O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu prisão domiciliar a Maria de Fátima Men- donça Jacinto Souza, conhecida como “Fá- tima de Tubarão”, condenada a 17 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Oministro Alexandre deMoraes determinou medidas cautelares que devem ser seguidas pela idosa de 70 anos. "As circunstâncias específicas do presente processo justificam a concessão da prisão domiciliar, mesmo após o início da execução definitiva da pena", disse o ministro na decisão, à qual o Terra teve aces- so. Fátima deverá usar tornozeleira eletrônica e atender restrições como proibição de dei- xar o Brasil, de acessar redes sociais e se co- municar com outros en- volvidos na tentativa de golpe de Estado. Ela só poderá receber visitas de familiares e de ad- vogados. "O descumprimento da prisão domiciliar ou de qualquer uma das medidas alternativas im- plicará na reconversão da domiciliar em prisão dentro de estabeleci- mento prisional", deter- minou Moraes. Dos 17 anos de con- denação, Maria de Fá- tima já cumpriu mais de 3 anos e 10 meses. A decisão pela prisão do- miciliar foi assinada na úl- tima sexta-feira, 24. Relembre o caso Em agosto de 2024, a ré foi condenada após Mo- raes destacar que há provas explícitas produzidas por ela, como mensagens, fotos e vídeos, publicados nas redes sociais. Em um dos vídeos, Fátima disse que estava “quebrando tudo” na sede do STF e que teria usado um dos banheiros “sujando tudo”. Durante a invasão ao Palácio do Planalto, a idosa apareceu em um vídeo que viralizou nas redes sociais. Na gravação, ela disse: "Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora", em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. ■ Moraes concede prisão domiciliar a ‘Fátima de Tubarão’, condenada pelo 8 de janeiro SENTENÇA Fátima deverá usar tornozeleira eletrônica e atender restrições como proibição de deixar o Brasil, de acessar redes sociais e se comunicar com outros envolvidos na tentativa de golpe de Estado. Restrições Trecho Do Texto O preço do leite voltou a pesar no bolso dos bra- sileiros em 2026 e a tendência é de que o alívio demore a chegar. Após um período de queda no ano passado, o leite longa vida já acumula alta de 11,7% em março, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os derivados do leite como o queijo, iogurte e leite em pó também ficaram mais caros. O movimento reflete uma combinação de fatores que vão desde a dinâmica interna do setor ao cenário internacional. Entre eles, a redução da produção no campo, o aumento dos custos e os impactos indiretos da guerra no Irã, especialmente sobre os combustí- veis. Para o economista André Braz, o principal fator por trás da alta é o chamado “ciclo do leite”. “Em 2025, o setor viveu um período de preços muito baixos, o que comprimiu as margens do produtor. Como resposta, muitos reduziram investimentos e produção. Agora, em 2026, esse efeito aparece commenos leite disponível no mercado, pressionando os preços para cima”, ex- plica. Dados do Centro de Estudos Avançados em Eco- nomia Aplicada (Cepea/USP) mostram que a captação de leite caiu 3,6% no início deste ano, com recuos em importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná e Goiás. Com uma menor oferta, a indústria passou a pagar mais pela matéria-prima, indicando uma alta que chegou ao consumidor de forma rápida. Além da queda na produção, alguns fatores da es- tação também pesam. O início do ano costuma ter menor produtividade nas pastagens, o que eleva os custos de alimentação do gado e limita a produção. “Há uma recomposição gradual de preços ao longo da cadeia, do produtor até o consumidor”, diz Braz. “O leite é um produto que apresenta sazonalidade, isso quer dizer que tem épocas do ano que o leite tra- dicionalmente sobe de preço e tem a ver com o inverno, a aproximação do outono-inverno, onde o volume de chuva já fica menor, isso diminui muito a qualidade das pastagens”, pontua o economista. Combustíveis e guerra agravam cenário Os fatores internos já pressionam os preços do leite, mas além disso, questões internacionais também trazem uma nova camada de incerteza. A guerra no Irã impacta o mercado global de petróleo, elevando os preços de combustíveis no Brasil. Isso afeta direta- mente o preço dos alimentos. ■ SEU BOLSO: POR QUE O LEITE ESTÁ TÃO CARO? PREÇO SALTA QUASE 12% E NÃO DEVE CAIR TÃO CEDO Domínguez desabafa após goleada do Atlético: "Pagamos caro, muito caro" O Atlético viveu uma noite de perplexidade na Arena MRV ao ser goleado pelo Flamengo por 4 a 0, neste domingo (26), pelo Campeonato Brasileiro. Após um atraso incomum para o início da coletiva — emmeio ao clima tenso nos bastidores pela situação de Hulk —, o técnico Eduardo Domínguez tentou explicar o resultado. Para o comandante argentino, o placar elástico foi fruto direto da disparidade de eficiência, e não de uma superioridade absoluta na criação do adversário. "Eu não quero explicar tanto o resultado porque, lamentavel- mente, fizemos um bom jogo no ataque. No ataque, a equipe criou situações. O rival não chegou muito, mas a finalização de jogadores de tanta hierarquia que chegam cômodos faz a diferença. Dentro da área, pagamos caro, muito caro", analisou o treinador. A saber, Domínguez reforçou que o time alvinegro sucumbiu defensivamente diante da qualidade dos finalizadores rubro- negros, transformando um jogo que ele considerou equilibrado em uma derrota traumática. Técnico do Atlético lamenta erros A disparidade no aproveitamento das chances foi o ponto central da crítica do comandante. De acordo com Domínguez, o Atlético teve volume para descontar ou até empatar, mas pecou pela falta de decisão no momento crucial. ■ 4 A 00 V Foto/ ALF RIBEIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO V Foto/ Gilvan de Souza/Flamengo / Jogada10 ■ 'Fátima de Tubarão' estava nos atos golpistas em Brasília ■ Galo não foi páreo para um Flamengo bem mais eficiente ■ Gôndolas registram a variação de preços de lácteos na primeira quinzena de abril de 2026 Menor oferta, ciclo produtivo e aumento dos combustíveis explicam por que laticínios continuam mais caros no Brasil GERAL TERÇA-FEIRA | 28 DE ABRIL DE 2026 13 | GERAL | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa IPCA

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