Diário do Amapá - 29/04/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 29 DE ABRIL DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS ESPAÇO - Para voltar a ser referência do esporte e paradesporto do Amapá, Ginásio Paulo Conrado será entregue, totalmente remodelado, quinta-feira, 30, já confirmado pelo secretário Odailson Benjamin (Seinf) à Diário FM. ■ ATITUDE - “A Operação Gabarito reafirma o compromisso do MP-AP com a defesa da ordem jurídica, da transparência administrativa e da igualdade de oportunidades, a fim de proteger a credibilidade dos processos seletivos de acesso aos cargos públicos” - da coordenadora do Gaeco, Andréa Guedes, a respeito do escândalo no concurso público para Prefeitura de Mazagão. ■ Valorização “A sanção reconhece a trajetória de mestras e mestres que formaram gerações de amapaenses e ainda hoje seguem formando”, do senador Randolfe acerca da MP 1326/25, sancionada pelo presidente Lula e que beneficia professores pioneiros do estado. Política TRE-AP alinha apoio institucional para providências que garantam exercício do direito ao voto de eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida. Há preocupação com mapeamento da demanda, logística de deslocamento, integração entre as unidades do tribunal e parcerias com outros órgãos. Após encontro reservado, governo tenta convencer Alcolumbre a fazer ‘gesto público’ a favor da aprovação de Messias ao STF. Encontro na semana passada se deu em formato informal’; ministro das relações institucionais esteve com presidente do Senado ontem para pedir apoio ao indicado. O diferencial entre senador Randolfe e outros parlamentares que se empenham pela transposição de amapaenses para o quadro da União é que ele acompanha processo desde o início com vivo interesse de ajudar os que têm direito à ascensão. Escudeiro Deputada Marcivânia Flexa foi uma heroína, ao lado de Randolfe Rodrigues, nas articulações que culminaram com a volta da progressão aos professores pioneiros do Amapá. Preparativos Juíza Elayne Cantuária, sobre Banco de Mulheres, explica que diferente de outros modelos similares, o amapaense será primeiro a incluir não apenas juristas, mas também pesquisadoras de diversas áreas que contribuem para o pensamento científico e a construção da Justiça do estado. Modelo Tjap inicia preparativos para lançamento do 1º Banco de Mulheres Juristas e Pesquisadoras do Amapá. Lançamento será dia 28 de maio. Objetiva catalogar e dar visibilidade à produção intelectual de mulheres que atuam no Sistema de Justiça e no meio acadêmico. Luzes Reconhecimento Coronel Medeiros, que comanda Defesa Civil no estado, afirma que no cenário atual, com chuvas permanecendo como estão, não há risco de transbordamento dos reservatórios das hidrelétricas que operam no Amapá. Presidente Lula sancionou artigo 25 da MP 1326/25, que devolve após dez anos direito à progressão funcional dos professores pioneiros do Amapá, que doravante chegam ao topo da tabela salarial do Magistério da União. Pra cima Água Calçoene, Amapá, Itaubal, Porto Grande e Vitória do Jari são contemplados, por articulação de Malafaia, no Novo PAC, que destina 15 veículos a esses municípios para uso no programa ‘Agora tem Especialistas’. Saúde U m dia, caro leitor, você acorda com vontade de procurar algo simples na internet — digamos, “bolo de cenoura com cobertura de chocolate”. E o Google, magnânimo, te devolve 12 anúncios de lojas que vendem batedeiras, 7 cursos online de con- feitaria, 4 receitas patrocinadas por marcas de margarina e, lá pela quinta página (que você nunca verá), a dona Tereza, de Araraquara, com a melhor receita que já existiu. Mas você nunca vai encontrá-la. Porque o Google não quer mais que você procure. Ele quer que você compre. Sim, o outrora “oráculo digital” virou uma espécie de corretor de anúncios, um guia turístico do consumo travestido de buscador. Antigamente, quando a internet ainda cheirava a modem discado, tínhamos o “Cadê?”, o “Aonde?”, o “Aqui!”. Eramnomes simpáticos, brasileiros, que pareciam te chamar para uma prosa, não para uma conversão de cliques. Depois veio o Google — magrelo, minimalista e genial. Engoliu todos. E, ironia das ironias, foi um dia oferecido ao Yahoo!, que recusou a oferta e hoje vive de aposentadoria digital, lembrando os velhos tempos emque ainda se usava o “ @yahoo.com ” com orgulho. Mas voltemos ao presente. Recentemente, o Google fez uma daquelas mu- danças silenciosas, de bastidor, que parecem ino- fensivas, mas têm o impacto de uma bomba sem ba- rulho. Ele simplesmente deixou de aceitar o parâmetro “num=100”, aquele que permitia ver até 100 resultados por busca. Parece técnico — e é. Mas o efeito foi de- vastador: segundo o pessoal do Search Engine Land, 87,7% dos sites perderam impressões, 77,6% perderam palavras-chave ranqueadas e, de brinde, as ferramentas de SEO ficaram tontas. Ou seja: o Google reduziu o horizonte. Antes, você via o mundo. Agora, vê o que ele quer que você veja. E o pior é que ninguém aprovou isso. É uma espécie de ditadura do algoritmo — sem tanques, sem generais, mas com uma eficiência assus- tadora. O novo censor não proíbe, apenas não mostra. O conteúdo existe, só que está escondido atrás de um muro de links patrocinados e “relevâncias” que, curio- samente, coincidem com quem pagou a conta. Mudanças súbitas nas políticas de busca representam riscos operacionais contínuos. Empresas, jornalistas, pesquisadores e criadores que vivemde tráfego orgânico se veem reféns de uma entidade opaca, que muda as regras do jogo sem aviso prévio — e ainda te cobra para jogar. Quem vive de terreno alugado, como bem lembra o ditado, está sempre a um despejo de distân- cia. A ironia é que o Google ainda se apresenta como defensor do acesso à informação. Só não disse que o acesso agora passa pela catraca do AdSense. O internauta comum, aquele que acredita que está “pesquisando”, na verdade está sendo conduzido por um funil invisível, calibrado para te levar até o que convém. Você procura “história da imprensa brasileira” e descobre um curso pago sobre “como monetizar seu blog”. Procura “melhores celulares de 2025” e encontra uma loja que vende justamente aquele modelo “reco- mendado”. Coincidência? Claro. Coincidência patro- cinada. O Google já não é o mapa do mundo. É o mundo que se curva ao mapa do Google. E nós, os usuários, seguimos acreditando que es- tamos livres para buscar o que quisermos — sem per- ceber que, enquanto digitamos nossas dúvidas, alguém já decidiu o que devemos encontrar. ■ A busca que não busca nada no “Mundo” segundo o Google E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIOJOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo

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