Diário do Amapá - 01 e 02/05/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA E SÁBADO | 01 E 02 DE MAIO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA G astos com a educação escolar não representam custos pura e simplesmente. Está implícito o resultado planejado. Custos financeiros são necessários e devem ser previstos por quem tem as responsabilidades pela sua aplicação na área. Não se aceita mais dotações orçamentárias, previsões, com base em suposições. Os recursos financeiros deve ser condizentes com as necessidades do modelo educacional, precisam estar adequados à realidade, levando- se em conta o resultado pretendido. Usar recursos financeiros na educação escolar está mais apropriado ao conceito de investimento. Sim, aplicação de dinheiros, público ou privado, sugere planejamento adequado, visando objetivos e metas realizáveis nos curto, médio, e longo prazos. No planejamento escolar, no âmbito de cada unidade escolar, fatores técnicos devem ser observados. Considera-se desde os materiais escolares, equipamentos auxiliares, didáticos, mormente os recursos humanos. Aqui entendidos professores, orien- tadores, supervisores, demais assistentes e au- xilares, direção e coordenação pedagógica, para o bom desempenho do projeto educativo escolar. De nada adianta ter-se recursos finan- ceiros abundantes, se faltarem os recursos téc- nicos e pessoal especializado na execução dos planos de nesino na escola, unidade final de atividade do processo de ensino-aprendiza- gem. Países pelo mundo usam os custos educa- cionais como indicadores nos bons resultados alcançados por sua educação escolar. Quase todos medem o volume de recursos financeiros nos seus respectivos PIB’s. Aquele que gasta mais, espera ter melhores resultados. Porém, há aqueles países que gastam significativos montantes de dinheiro em seus sistemas edu- cacionais e não obtêm a realização desejável. Algum desvio ocorre na execução, causando consequências as mais diferentes entre um país e outro. Especilistas remetem as causas às modalidades de gestão dos seus recursos na prática, na exucução dos planos educacionais, planos escolares e planos de ensino. Ter todos os recursos disponíveis e suficientes, ou mesmo com exageradas dotações, não lhes garante maior excelência nos resultados. Custo, despesa, na educacção formal, seja pública ou privada deve ser caracterizada, classificada, como investimento. Espera-se que tais recursos sejam bem administrados, como bem recomenda as boas práticas da administração, tecnicamente compreendida, aplicada e avaliada a cada passo na sua execução. Neste aspecto, vale ressaltar que a escola privada tem alcançado maiores e efetivos sucessos na educação escolar, na formação de pessoal mais culto, mais consciente, mais preparado para os embates da vida, como seres individuais e sociais. Ganham assim, o formado e a sociedade. ■ Despesas e custos na educação escolar E-mail: fmrdidaxus@gmail.com Especialista em Educação Países pelo mundo usam os custos educacionais como indicadores nos bons resultados alcançados por sua educação escolar. Quase todos medem o volume de recursos financeiros nos seus respectivos PIB’s. Aquele que gasta mais, espera ter melhores resultados. FERNANDO MACIEL Tecnologista Sênior E-mail: mariosaturno@uol.com.br H á vinte anos, cansado de receber críticas sobre meus escritos de Maria, comecei a estudar o fenômeno do evangelismo brasileiro por observação de vários pregadores televisivos. Até gostava de alguns que, inclusive, dizia não entender de teologia ou liturgia, mas de religiosidade e fé. E nisso tinha um discurso convincente. Fiquei chocado ao ver que algumas seitas ditas cristãs defendam até o aborto. Também causa espécie ver que algumas defendem uma teologia da prosperidade, algo tão nefasto que me faz duvidar da veracidade cristã dessas, afinal não se pode servir a Deus e ao dinheiro (Lc 16,13). E como têm “cristãos” que adoram dinheiro, luxo, sexo ilícito, comilança e o poder. De uns tempos para cá, passei a admirar um pastor evangélico que imitava o estilo do Padre Léo. No início eu considerava esse pastor como alguém que roubava um personagem católico, mas quando ele admitiu assistir e seguir o estilo do Padre, passei a considerar mais como uma home- nagem. Recentemente, vi um vídeo dele aceitando Maria como uma mulher diferenciada, ou seja, aceitando algumas posições católicas, Porém, nega outras com argumentos fáceis: (1) Maria engravidou de Cristo tendo relações sexuais com José; (2) Maria não pode ser mãe de Deus (tese que em grego é chamada de Teotokos) porque Deus é mais velho que Maria. Acredito que os evangélicos conhecem bem o Antigo Testamento, então será fácil ver qu, foi Isaías (7,14) quem profetizou: por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco. Portanto, Maria engravidou do Espírito Santo de Deus e não de José, mesmo porque é ele mesmo quem afirma que não teve relações sexuais com ela: Maria estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo (Mt 1,18-20). Quanto à idade de Deus, aí é preciso um esforço de raciocínio, pois o Deus dos judeus e dos cristãos é um "deus" que não tem origem, Ele existe antes do tempo, antes do espaço. Quando o espaço-tempo foi criado no Big Bang (?), Deus já existia. Assim, não faz sentido afirmar o tempo de Deus porque ele era antes do tempo. O Pastor parece aplicar a Cristo o mesmo que acontece conosco, Deus nos dá espírito e alma na concepção, com a participação do homem (Adão) e da Mulher (Eva). Mas no caso de Cristo, somente há a participação divina. Assim, Jesus não é criado, já existia, mas se encarnou em Maria, tornando- se humano. Lembre-se que o ser humano já fora criado à imagem e semelhança e, conforme Gênesis (1,26; 2,7), pelas mãos e sopro do Deus Trino: façamos). De qualquer forma, aceitar que Maria era extraordinária já é uma grande aproximação, afinal, "desde agora, todas as gerações me chamarão bem- aventurada" (Lc 2,48 da Almeida), e isso significa todos, de todos os tempos, católicos, protestantes e evangélicos. ■ O Pastor parece aplicar a Cristo o mesmo que acontece conosco, Deus nos dá espírito e alma na concepção, com a participação do homem (Adão) e da Mulher (Eva). Mas no caso de Cristo, somente há a participação divina. A Mariologia do Evangélico MARIO EUGENIO
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