Diário do Amapá - 01 e 02/05/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA E SÁBADO | 01 E 02 DE MAIO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS POLÍTICA - Congresso derruba veto a projeto que reduz penas do 8/1 e beneficia Bolsonaro, em nova derrota de Lula após revés com Messias. Sem articulação do governo, oposição e Centrão impõem nova derrota ao Planalto e ampliam pressão. ■ ESTRATÉGIA - Procuradores de todo o país, Amapá no meio, reuniram-se em Recife (PE) para tratar de prevenção ao mau uso do dinheiro público; corrupção eleitoral, como caixa dois; influência de organizações criminosas na disputa e ao desvio de verbas públicas em benefício de candidatos. ■ TEMPO - A partir desta quinta, 30 de abril, faltam 6 dias para fechamento do cadastro eleitoral. Até 6 de maio ainda poderão ser providenciados primeiro título de eleitor, atualização de dados cadastrais, transferência de domicílio e regularização de pendências na Justiça Eleitoral. Depois disso não haverá segunda chance. ■ Então, tá Governador diz que distinta plateia pode até não acreditar, mas no momento o foco dele são as entregas e obras em andamento, ainda não pensando na disputa que terá pela sua reeleição. Observação Lula não deve reagir à derrota histórica no Senado com demissão de WGóes (MIDR) e Frederico de Siqueira (Comunicação), ministros indicados por Alcolumbre, dizem aliados. Um dos argumentos é que o presidente não pretende ‘passar recibo’ e enfrentar o presidente do Senado em um primeiro momento. “A rejeição de Messias tem clara digital de Alcolumbre”, fala do cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, em matéria da BBC Brasil, nesta quinta, 30. Através de nota, CNINacional informa que está suspenso leilão da área do estádio Augusto Antunes, em Santana, confirmando informação que senador Randolfe havia dado no último domingo, 26, durante ato em defesa do Augustão. Anúncio Jesus Pontes disse à Diário em tom claro e duro: “Clécio tem secretário na contramão do governo dele”. Sobre nomes, pediu reserva, e garantiu que o PDT segue fechadíssimo com ele [Clécio] pela reeleição, em outubro. Política “O povo que reformou o estádio com recursos federais não vai aceitar vê-lo virar concreto para porto ou indústria. Vamos defender o nosso campo, a nossa gente e o nosso futebol”, palavras de Randolfe ao ter confirmação de que CNI desistiu de vez de leilão para venda do Estádio Augustão. Pra valer Jesus Pontes já bateu prego e virou ponta: vai disputar vaga na Câmara Federal, em vez de reeleição na Alap. Decidido Estorvo “WGóes não tem mais que provar nada a ninguém”, do estadual Jesus Pontes, sobre decisão do tio de permanecer no MIDR, em vez de tentar alçar voo ao Senado. David Covre, ex-Seinf, responsável por todas as obras até agora entregues pelo governo – inclusive o Ginásio Paulo Conrado, hoje inaugurado –, agora como secretário adjunto da Casa Civil é quem planeja as cerimônias de inauguração. Paipai Visão Analistas observam que WGóes já anda mais solto, em Brasília, como se já não seja mais da cota do senador Davi no MIDR, mas agora uma escolha pessoal do PR Lula. Apadrinhamento Até onde rejeição de Messias estremece relações políticas no Amapá entre líder do governo federal, Randolfe Rodrigues, e presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, com respingos no governador Clécio? Pergunta Presidente da OAB/AP, Israel da Graça vai ao encontro do ex-PR Sarney, em Brasília, por apoio para a criação do TRT Amapá. Experiência P ois muito bem, minha gente. Eis que surge mais uma daquelas reformas que só de ouvir o nome já dá dor na coluna — não se sabe se de idade, de susto ou de indignação mes- mo. A previdência, essa senhora idosa que vive pe- dindo socorro desde que era mocinha, está nova- mente no centro do palco, arrastando os chinelos e reclamando da lombar. Segundo os doutos do Centro de Liderança Pública, se não botarmos juízo nas contas, os gastos com aposentadoria e o BPC vão crescer R$ 600 bilhões até 2040. Se você achou que era muito, prepare-se: isso é quase um SUS inteiro tossindo na fila, ou duas obras de metrô em São Paulo que, com sorte, ficam prontas antes do apocalipse. Mas calma, não se assustem. O plano é simples: vamos todos trabalhar até os 90 anos, contribuir com o que não temos, e nos aposentar numa ceri- mônia íntima entre o velório e o enterro. Se sobrar tempo, a gente até usufrui o benef ício por dois ou três minutos — dependendo do congestiona- mento no purgatório. Os especialistas dizem que precisamos revisar a idade mínima de aposentadoria. Concordo. Hoje, se você se aposenta aos 65, precisa ter começado a trabalhar antes de nascer, com carteira assinada na placenta. “Ah, mas tem que equilibrar os regimes contributivos com os assistenciais”, dizem eles. Tradução: quem não contribuiu, não recebe; quem contribuiu, também não, porque o caixa está vazio — e a culpa, como sempre, é sua, caro leitor. E aí vem a solução mirabolante: cortar na edu- cação. Afinal, já que os velhos vão tomar conta do orçamento, pra que investir nas crianças? Es- tudar pra quê, se a profissão do futuro vai ser "contribuinte do INSS sem direito a nada"? A proposta é reduzir o número de alunos. Talvez mudando a pedagogia: "Multiplicação? Só de déficit fiscal." "História? Só da reforma de 2019 pra cá." E educação f ísica substituída por uma si- mulação de carregamento de caixão — o único futuro garantido. Ah, e claro, tudo isso sob o discurso de “sus- tentabilidade do Estado”. Que Estado? Aquele que não tem dinheiro pra pagar aposentado, mas tem verba pra fundão eleitoral, licitação de lagosta e reforma de gabinete com jacuzzi? Se você ficou com a impressão de que estão tentando resolver a conta cortando do mais fraco pra preservar o mais forte — parabéns, está co- meçando a entender a lógica previdenciária bra- sileira. E no fim das contas, o povo — esse herói sem FGTS — vai continuar pagando o pato. Um pato velho, cansado, com hérnia de disco e esperando na fila do INSS. A reforma é inevitável? Talvez. Mas do jeito que se desenha, parece mais um plano de ema- grecimento em que só a população perde peso — e o governo continua barrigudo, com os bolsos cheios e a memória curta. ■ Previdência pode chegar entre o sarcófago e o INSS E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIOJOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo

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