Diário do Amapá - 03 e 04/05/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 03 E 04 DE MAIO DE 2026 O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As nego- ciações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01. A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Ibovespa A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos. O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março. (com informações da Reuters) ■ CÂMBIO Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global ● O s investimentos acumulados em energia solar no Brasil ultrapas- saram a marca de R$ 300 bilhões, considerando tanto grandes usinas quanto sistemas de geração própria. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Apesar do avanço histórico, o setor enfrenta um cenário recente de desace- leração, com queda no ritmo de novos projetos ao longo do último ano. Entre os principais fatores para a de- saceleração estão cortes na geração de usinas renováveis que produzem energia excedente, sem compensação financeira aos empreendedores, e dificuldades de conexão para pequenos sistemas, rela- cionadas à capacidade das redes elétri- cas. Principais números do setor: • Investimentos acumulados: mais de R$ 300 bilhões; • Empregos gerados: mais de 2 mi- lhões na última década; • Capacidade instalada: 68,6 gigawatts (GW) em operação; • Arrecadação pública: R$ 95,9 bi- lhões; • Participação na matriz elétrica: 25,3% (segunda maior fonte do país). O crescimento ocorre mesmo diante de uma retração significativa em 2025. Segundo o levantamento, a potência adi- cionada à matriz energética caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte. A presença da energia solar se espalha por todo o território nacional, com usinas de grande porte em diversas regiões e sistemas de geração distribuída instalados em mais de 5 mil municípios. Ranking por estados: Geração centralizada (grandes usi- nas solares): • Minas Gerais: 8,6 GW; • Bahia: 2,9 GW; • Piauí: 2,4 GW. Geração distribuída (pequenas usi- nas e telhados): • São Paulo: 6,5 GW; • Minas Gerais: 5,8 GW; • Paraná: 4,2 GW. Na avaliação da Absolar, os entraves recentes limitaram o potencial de cres- cimento do setor, resultando em fecha- mento de empresas, cancelamento de investimentos e redução de empregos. Segundo a presidente eleita do conselho da entidade para o período 2026–2030, Barbara Rubim, a prioridade será pro- mover uma expansão sustentável da fonte solar, com foco emmelhorias regulatórias, fortalecimento do mercado livre de ener- gia e incentivo a tecnologias comple- mentares, como armazenamento e hi- drogênio verde. Entre os principais pontos defendidos pela entidade, estão a regulamentação do armazenamento de energia elétrica junto ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Conforme a associação, as me- didas podem ser feitas de forma infralegal, por meio de decretos presidenciais ou portarias de ministérios, sem a necessi- dade de aprovação de projetos de lei ou de medidas provisórias no Congresso. A entidade também defende altera- ções para estimular projetos de armaze- namento de energia solar no regime es- pecial a setores da economia incluídos na reforma tributária. Fundada em 2013, a Absolar reúne empresas e instituições de toda a cadeia da energia fotovoltaica e atua na articu- lação do setor em prol da transição ener- gética no Brasil. ■ ENERGIA SOLAR SUPERA R$ 300 BILHÕES EM INVESTIMENTOS ENERGIA LIMPA V Foto/ Soninha Vill/GIZ
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