Diário do Amapá - 08/05/2026
… governa o Rio O ministro Flávio Dino pediu vista e sentou no processo. Votaram pela eleição indireta (via ALERJ) os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia. Cristiano Zanin é pelo povo nas urnas. O cenário tem dois lados. Enquanto alguns apontam que o Estado nas mãos da ALERJ beneficiaria nome da centro- direita, é inegável que atual situação ajuda o candidato da centro-esquerda, Eduardo Paes (PSD). Ah, doutora… – 2 A Coluna pediu dois esclarecimentos à advogada Ana Patrícia Leão, de Salvador: quanto teria recebido do Banco Master e quais as petições que fez para justificar os pagamentos. Nada mais do que provas de um trabalho técnico e jurídico. Ao optar por não apresentar nada, a advogada se coloca sob o mesmo radar em que já está seu parceiro Eugênio Kruschewsky, o homem de R$ 54 milhões pagos por Vorcaro. O STF… O Supremo está governando o Estado do Rio de Janeiro, com ajuda do presidente do TJ, Ricardo Couto. A demora do STF em liberar a votação para decidir se haverá eleição direta ou indireta para governador tampão não deixa de ser uma ingerência política, e incomoda muito a Assembleia Legislativa do Rio – que, por lei, tem o direito de nomear o governador para o caso atual. Todo mundo em NY A famosa Brazil Week virou desculpa para passeios de expoentes dos três Poderes, de governos e até de prefeituras. Serão seminários em diferentes hotéis, promovidos por patotas associadas e alguns destes bancados por dinheiro público. Por lá também estarão o presidente Lula da Silva e o presidenciável Flávio Bolsonaro, com seus séquitos. Ninguém quer perder a oportunidade de mostrar a investidores o que vem por aí. Benzam o Congresso Avança na Câmara dos Deputados o PL 426/2025, de autoria de Giovani Cherini (PL- RS) e relatado por Juliana Cardoso (PT-SP), que dispõe sobre o reconhecimento do trabalho dos (as) benzedeiros (as) como prática integrante da cultura popular e da Política Nacional de Educação Popular componente do SUS. A relatora foi pela aprovação. O povo agradece. Esse Congresso precisa de uma reza forte. Que manipulação? Que se cuidem os dirigentes do Clube Atlético Mineiro. Os investigadores da Polícia Federal estão intrigados com uma mensagem no whatsapp do “banqueiro” Daniel Vorcaro, do falido Banco Master, que é sócio da SAF do time de futebol. Numa das conversas no grupo chamado Galo Dorflex, um integrante (vamos preservar seu nome) soltou essa: “Aonde dá pra manipular, os caras fazem…”. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6), em votação simbólica, o texto base do projeto de Lei (PL) 2780/24, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais são os minerais críticos e es- tratégicos do país. Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor. Os deputados aprovaramumtexto substitutivo apresentado pelo relator, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Os congressistas analisam agora destaques para alterar trechos do projeto. O comitê criado pelo projeto será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral. Pela proposta, o comitê será responsável por analisar e homologar a mudança de controle societário, direta ou indireta, de mineradoras que atuam em áreas com minerais críticos e estratégicos. Fundo A proposta aprovada cria um Fundo Garantidor da Ati- vidade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. Omontante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões. O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao CMCE. Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa. Soberania Durante a discussão da proposta, umdos pontos polêmicos foi a soberania do país sobre a exploração e beneficiamento desses minerais, considerados estratégicos para o país. ■ PROJETO DE LEI Câmara aprova fundo de até R$ 5 bilhões para minerais críticos S ete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar no ambiente escolar sobre o enfrentamento às violências, como bullying, racismo e capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência). Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas, sendo 59 municipais e 46 estaduais. O levantamento, divulgado nesta quar- ta-feira (6), foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), uma instituição sem fins lu- crativo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Oobjetivo do estudo é coletar informações para fundamentar o novo Guia de Clima Es- colar Positivo para Equipes Gestoras, uma iniciativa do governo federal, que será lançado nesta quinta-feira (7), pelo canal de YouTube do MEC. Ambiente contra violência Coordenador do estudo, o pesquisador AdrianoMoro, doDepartamento de Pesquisas Educacionais da FCC, considera que lidar com situações de violências é uma questão complexa e que exige preparo, apoio e ações bem planejadas. Uma dificuldade específica, cita ele, é a naturalização da violência. “Em alguns casos, adultos da escola veem agressões como ‘brincadeiras’. Isso diminui a gravidade das situações e pode levar à omissão, justamente quando os estudantes mais pre- cisamde apoio e intervenção”, diz ementrevista à Agência Brasil. O coordenador contextualiza ainda que muitas escolas estão em contextos marcados por violência “fora de seus muros”. Além disso, completa, “há dificuldades em envolver as famílias e a comunidade, o que aumenta a pressão sobre a escola para lidar sozinha com esses desafios”. Bullying Adriano Moro relata ainda que outra di- ficuldade é o uso genérico do termo bullying. “É um fenômeno comsuas especificidades, é uma violência grave, precisa de atenção. Contudo, ao não ser nomeada corretamente, a violência vivenciada acaba escondendo pro- blemas específicos, como racismo, capacitismo, xenofobia ou violência de gênero.” O bullying é uma palavra originada na língua inglesa e define uma forma de violência f ísica ou psicológica, geralmente de forma repetida, causando danos f ísicos, sociais e emocionais ao estudante vítima. Um ou mais agressores fazemuso de xingamentos, apelidos pejorativos e outras formas de intimidação, humilhação, agressão ou discriminação. Para o representante da FCC, o clima es- colar positivo contribui diretamente para en- frentar as violências, porque cria as condições para que a escola deixe de atuar apenas de forma reativa e passe a agir de maneira mais preventiva, intencional e colaborativa. “Quando há confiança, respeito e escuta entre estudantes e adultos, fica mais fácil identificar problemas, nomear corretamente as violências e agir commais responsabilidade e justiça”, destaca. ■ EDUCAÇÃO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA É DESAFIO PARA 71,7% DOS GESTORES DE ESCOLAS V Foto/ Tânia Rêgo/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 08 DE MAIO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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