Diário do Amapá - 09/05/2026
Avanço no digital A Brasilcap registrou lucro líquido de R$ 81,3 milhões no 1º trimestre de 2026, alta de 50,5% com o período de 2025. A companhia ainda registrou receita total de R$ 1,78 bilhão, ante R$ 1,65 bilhão nos primeiros 3 meses de 2025. “Os resultados do reforçam a consistência da nossa estratégia, com crescimento do lucro, avanço do digital e evolução do portfólio”, diz o presidente da companhia, Antonio Carlos Teixeira. Seus dado$ Dados do Instituto Empresa apontam que as perdas anuais com fraudes de identidade no Brasil já somam R$ 2,7 bilhões, impactando inclusive grandes empresas como o BTG Pactual, que teve caso de vazamento de dados de contas internacionais. Neste cenário, o Instituto criou a plataforma (vazamentodedados.com ). O site permite que consumidores e investidores façam notificação formal da exposição de dados pessoais e financeiro. Disputa de modelo Apesar da decisão do TSE que determinou eleição direta em Roraima, um grupo ligado ao governador interino, Soldado Sampaio, tem defendido nos bastidores a hipótese de eleição indireta, via Assembleia Legislativa. Aliados do governador afastado Edilson Damião (União) afirmam que não há base para essa leitura, já que seus direitos políticos seguem preservados e não há impedimento para sua participação no pleito. Tá vivo, mas preso No novelo digital desfiado dos celulares de Daniel Vorcaro, ao qual a Coluna teve acesso, aparece print de bronca num dos seus advogados mais caros. Emmensagem pelo whatsapp, reclama do defensor de lambança da banca num contrato milionário: “Olha a cagada que o pessoal que vc contratou é (sic) que tocava a ação em primeiro grau fez”. E segue: “Parabéns”, “Só vamos receber em 2025”. “Se estivermos vivos”. Cerco a Ciro! A Executiva do Progressistas está irritada com o senador Ciro Nogueira (PI), o manda- chuva do partido. Os dirigentes exigiram de Ciro ontem uma reunião de emergência e ele corre risco de ser afastado da presidência da legenda. O parlamentar foi um dos alvos da 5ª fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga as tramoias do Banco Master com o BRB. Ele teria recebido R$ 500 mil de mesa de Vorcaro. Austeridade eleitoral O staff nessa viagem oficial do presidente Lula da Silva aos Estados Unidos está hospedado num hotel 4 estrelas de Washington D.C. São quase 60 pessoas, entre assessores e agentes da PF e GSI – o nosso Serviço Secreto – incluindo cinco ministros que foram com Lula, e seus assessores. Não sai barato, porém muito mais em conta se Lula optasse por se hospedar duas diárias em um dos dois melhores hotéis da capital. De olho na eleição vindoura, ciente de que pode ser alvo de “gastança”, o Barba decidiu avisar previamente à embaixadora Maria Luiza Viotti de que ela seria sua anfitriã na Embaixada, na 3006 Massachusetts Avenue – a apenas 10 minutos de carro da Casa Branca. Caso optasse pela suíte presidencial do Waldorf Astoria ou do Four Seasons de Washington D.C., o povo pagaria para Lula diárias entre R$ 37,1 mil e R$ 74,2 mil, respectivamente, segundo consultas realizadas pela reportagem. ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 09 DE MAIO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO pl Nos EUA, Governo do Amapá tem voz ativa no maior evento de petróleo do mundo D urante a Offshore Technology Conference 2026 (OTC), maior evento global da indústria de petróleo e gás, realizado em Houston, nos EUA, o Governo do Amapá reforçou o posicionamento estratégico do estado no cenário energético internacional ao participar do Brazilian Energy Breakfast, promovido pela Brazil-Texas Chamber of Commerce (BRATECC), nesta quar- ta-feira, 6. O encontro reuniu executivos, investidores, representantes governa- mentais e especialistas do setor ener- gético do Brasil e dos Estados Unidos. Sob a liderança do governador Clécio Luís, o Governo do Estado vem estru- turando uma estratégia de preparação econômica e institucional para a nova fronteira energética brasileira. Repre- sentando o Amapá no evento, o pre- sindente da Agência de Desenvolvi- mento Econômico do AP, Wandenberg Pitaluga Filho, apresentou ao público do evento as potencialidades econô- micas, logísticas e energéticas do estado, além do planejamento voltado ao de- senvolvimento sustentável da Margem Equatorial. “Para o Amapá, o petróleo não é o objetivo final. É uma ferramenta de transformação”, destacou Pitaluga du- rante sua participação. Em seu discurso, ele afirmou que o estado se prepara de forma séria e organizada para consolidar uma nova etapa de desenvolvimento, baseada em planejamento, infraestru- tura, governança e parcerias estratégicas. O presidente da Agência também res- saltou que o Amapá possui localização estratégica no Norte do Brasil, com acesso ao Atlântico e proximidade com mercados internacionais, como Caribe, Suriname e Guiana Francesa. ■ BRAZILIAN ENERGY BREAKFAST A Comissão de Constituição e Jus- tiça e de Cidadania (CCJ) deu sinal verde ao projeto de lei de autoria do deputado federal Acácio Fa- vacho (MDB-AP), que visa corrigir uma distorção histórica no sistema judiciário brasileiro. A proposta proíbe que pes- soas jurídicas de grande porte — como bancos e concessionárias de energia elétrica—utilizem o pedido contraposto nos Juizados Especiais Cíveis. O fim do “atalho” para os gigantes Os Juizados Especiais foram criados pela Lei 9.099/95 com um propósito nobre: oferecer uma justiça rápida, gra- tuita e simplificada para cidadãos co- muns e microempresas resolverem cau- sas de menor complexidade. No entanto, o projeto de Acácio Favacho ataca uma brecha jurídica uti- lizada por bancos, operadoras de tele- fonia e concessionárias de energia elé- trica. Atualmente, quando um consu- midor processa uma dessas empresas, elas utilizam o chamado “pedido con- traposto”. O que isso significa na prática? Ima- gine que você processe uma conces- sionária de energia por uma cobrança indevida. No meio do processo, a em- presa utiliza o “pedido contraposto” para inverter o jogo: ela exige que você pague faturas atrasadas ou valores con- tratuais dentro daquele mesmo processo simplificado. Na prática, as grandes empresas transformaram o Juizado em um balcão de cobrança de luxo, utilizando uma estrutura pública voltada ao cidadão para executar dívidas contra o próprio consumidor, sem arcar com as custas pesadas da Justiça Comum. ■ SINAL VERDE Proposta de Acácio impede que bancos e concessionárias usem “atalho” judicial contra cidadãos
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=