Diário do Amapá - 12/05/2026

V Foto/ Marcelo Casal Jr./Agência Brasil / Estadão A pré-campanha presidencial de 2026 começou comumpersonagemno centrododebate político: o SupremoTribunal Federal (STF). Emdiscursos, entrevistas e publicações nas redes sociais, pré-candidatos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaramcríticas àCorte, enquanto o próprio PT passou a defender mudanças no Judiciário, como a criação de umcódigo de ética paraministros e reformas institucionais. Oepisódiomais emblemático até agora foi o embate entre o ex-governador deMinas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, e o ministroGilmarMendes. Omagistrado pediu a in- vestigação e a inclusão de Zema no Inquérito das FakeNews após opolítico compartilhar nas redes sociais uma série de ví- deos satirizando os mi- nistros da Corte, como "os intocáveis". Em vez de recuar, Zema intensificou os ata- ques ao STF nas redes sociais, com novas pos- tagens de trechos de en- trevistas, discursos e ima- gens geradas por inteli- gência artificial. O avanço das investi- gações do caso Banco Master também ajudou a transformar o Supremo emumdos principais te- mas políticos da corrida presidencial. Segundo o cientista político e advo- gado Valdir Pucci, o STF passou a ocupar o centro do debate eleitoral. "O tribunal deixou de ser apenas um dos protagonistas do debate eleitoral e se tornou o ponto central. Agora, há uma percepção mais ampla por parte da população de que a instituição precisa ser reformulada e fiscalizada", afirma o cientista político. Segundo Pucci, esse debate não existia de forma tão intensa emeleições anteriores. Hoje, tantopré-candidatos da direita quanto setores ligados ao PT passaram a de- fender mudanças no Judiciário e no Supremo. A corrupção é vista como o maior problema do Brasil por 59,9%dos brasileiros, segundo pesquisaAtla- sIntel/Bloomberg divulgada no fim de março. Para Pucci, parte da população passou a associar o caso Banco Master ao debate sobre corrupção. ■ Pré-campanha para presidente começa com ministros do STF como protagonistas e alvo de críticas DEBATE ELEITORAL "As denúncias envolvendo ministros, especialmente Alexandre de Moraes, criaram na opinião pública a sensação de que existe algo errado na atuação do tribunal.” Repercussão Trecho Do Texto O Ministério da Saúde divulgou, na noite de sexta-feira, 8, que o Brasil tem sete casos registrados de hantavírus em 2026, mas ne- nhum possui ligação com a contaminação interna- cional ocorrida no navio de cruzeiro MV Hondius. A pasta reforçou que, segundo avaliação da Orga- nização Mundial da Saúde (OMS), o risco global de disseminação da doença permanece baixo. Até o momento, a variante que está em circulação no navio, do genótipo Andes, não chegou ao Brasil. É ela quem permite a transmissão interpessoal do vírus e também aparece em casos registrados na Argentina e no Chile. Por aqui, a pasta afirmou que não houve até agora nenhum registro de transmissão de hantavírus entre pessoas. Situação do hantavírus no Brasil O ministério esclareceu que a hantavirose foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1993, quando se tornou uma doença de notificação com- pulsória. De lá até 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos. Os dados recentes apontam tendência de redução. Em 2025, o país registrou 35 casos e 15 óbitos, menor número desde o início da série histórica re- cente. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos, sem relação com a situação internacio- nal. A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), doença que pode comprometer pulmões e coração. O vírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres in- fectados, especialmente pela inalação de partículas presentes no ambiente contaminado. Já o hantavírus do tipo Andes, que foi o detectado no navio de cruzeiro, pode ser tansmitido por meio de contatos próximos e prolongados entre humanos. Por ter ocorrido em um espaço limitado, a pasta brasileira considera que as medidas de isolamento e controle adotadas pelas autoridades sanitárias in- ternacionais são adequadas para reduzir o risco de disseminação. ■ BRASIL TEM 7 CASOS DE HANTAVÍRUS EM 2026, MAS SEM RELAÇÃO COM CONTAMINAÇÃO OCORRIDA EM NAVIO Anvisa decide na quarta-feira se mantém suspensão de lote da Ypê A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sa- nitária analisa nesta quarta-feira, 13, o recurso apresentado pela marca Ypê contra a decisão que suspendeu a fabricação e venda de lotes de produtos de limpeza após uma inspeção sanitária detectar falhas graves no processo produtivo. A determinação foi feita após a fábrica da empresa emAmparo, no interior de São Paulo, ser alvo de inspeção. O recurso adminis- trativo foi apresentado pela Ypê e suspendeu os efeitos da medida até que uma análise definitiva fosse feita pela diretoria da Anvisa. De acordo com a Anvisa, a reunião colegiada irá definir se mantém ou revoga a suspensão dos lotes terminados em 1 de lava-louças, lava-roupas líquido e desinfetante, que são citados na medida sanitária. Na inspeção da fábrica, os técnicos da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo identificaram falhas consideradas graves em etapas do processo produtivo. Entre os problemas estão marcas de corrosão em equipamentos, falhas nos sistemas de garantia da qualidade e irregularidades no armazenamento de produtos. O relatório mostrou ainda que houve teste positivo para a bactéria Pseudomonas aeruginosa em 80 lotes de produtos acabados. A análise biológica foi feita entre dezembro de 2025 e abril de 2026. Segundo os fiscais, esses lotes não teriam sido re- provados pelo controle de qualidade e permaneciam armazenados aguardando definição da empresa. ■ MEDIDA SANITÁRIA V Foto/ Arman Onal/Anadolu via Getty Images V Foto/ DIRCEU PORTUGAL/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO ■ A estátua "A Justiça", localizada em frente ao prédio do STF, na Praça dos Três Poderes ■ A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de detergente, sabão líquido e desinfetante da marca Ypê ■ Risco à saúde pública com relação ao hantavírus é baixo, segundo a OMS País monitora doença desde 1993, e, por aqui, ainda não há registro de transmissão interpessoal do vírus GERAL TERÇA-FEIRA | 12 DE MAIO DE 2026 13 | GERAL | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa BAIXO RISCO

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