Diário do Amapá - 12/05/2026
Hantavírus O hantavírus – doença transmitida por contato de humanos com secreções de roedores silvestres – preocupa turistas brasileiros que adoram um transatlântico. Um navio no mar da Europa retém 150 pessoas após quatro mortes. Rosana Richtmann, médica do Lab. Exame, destaca que a contaminação acontece pela inalação de partículas das secreções e que a transmissão entre humanos é possível, mas em situações específicas. Alô, turma do TI Voltado a startups SaaS, a 2ª edição do Programa Ideias Imply® foi lançada com investimentos que podem chegar a R$ 500 mil por projeto. Além de suporte técnico e acesso ao mercado, os participantes terão conexão com a infraestrutura e ecossistema de inovação da empresa. As inscrições ficam abertas até 29 de maio. O programa busca soluções em estágio de MVP, em áreas como fintech, healthtech e IA. Maternidade & carreira Pesquisa Serasa Experian em suas redes sociais, com 327 participantes, revela que 58% das pessoas consideram a flexibilidade no trabalho, com jornada adaptável e home office, o principal fator para o crescimento profissional de mães. Seguido por apoio da liderança (19%), cultura organizacional (14%), e benefícios como creche e auxílios (9%). Os dados fazem pressão para que empresas invistam nesses modelos flexíveis. Acabouuuu O ano já acabou no Congresso Nacional. Boa parte dos deputados, em especial, e alguns senadores já ficammais nos escritórios da base eleitoral. Muitos servidores pediram dispensa no Congresso para bater ponto nos redutos. Hugo Motta e Davi Alcolumbre estão combinados de dar celeridade (e enterrar) a PEC do fim da jornada 6 x 1. Depois é tchau, Brasília, até as urnas! Em “home-office” O que se sabe em Salvador, a capital do mar, do axé e da alegria, é que o procurador e advogado Eugênio Kruschewsky não curte nada nem tem saído de casa. É para evitar olhares atravessados, vaias em restaurante e até cobranças de populares sobre a sua relação com o Daniel Vorcaro. Kruschewsky é o homem que recebeu R$ 54 milhões em honorários do “banqueiro”, algo bem incompatível para uma banca na praça por lá. BB – Enquanto os bancos privados anunciam o tradicional lucro líquido trimestral em bilhões de reais, e a cada ano maiores, o desempenho do Banco do Brasil que será divulgado nos próximos dias será “horrível” – assim cravam analistas de mercado que já tiveram acesso ao balanço da instituição de capital misto. O BB não alcançou os números dos anos anteriores para o período. E a direção procura uma resposta plausível para não citar incompetência. Porém não tem opção no vocabulário, só vai disfarçar. C hocolates comercializados no Brasil terão de seguir percentuais mínimos de cacau na composição, pre- vistos por lei. Além disso, os fabricantes precisarão informar, de forma clara, a quantidade do ingrediente nos rótulos dos produtos vendidos no país, sejam eles nacionais ou importados. A Lei nº 15.404/2026, que define critérios para a produção, classificação e rotulagem de produtos derivados de cacau no Brasil, está publicada na edição desta segun- da-feira (11) do Diário Oficial da União. A norma entra passa a vigorar em 360 dias, período em que a indústria deverá se adaptar às novas exigências. Um dos principais avanços previstos é a obrigatoriedade de informar nos rótulos o percentual total de cacau do pro- duto. De acordo com a lei, a indicação deverá aparecer na parte frontal da embalagem, ocupando pelo menos 15% da área e com destaque suficiente para facilitar a leitura. A informação será apresentada no formato “Contém X% de cacau”, de acordo com os percentuais a seguir: Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de ca- • cau; Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais • de cacau; Chocolate ao leite: no mínimo 25% de sólidos totais • de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados; Chocolate branco: no mínimo 20% de manteiga de • cacau e 14% de sólidos totais de leite; Achocolatado ou cobertura: mínimo de 15% de • sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau. O texto também proíbe práticas que possam induzir o consumidor ao erro, como o uso de imagens, cores ou ex- pressões que sugiram tratar-se de chocolate quando o produto não atende aos critérios estabelecidos. Em caso de descumprimento das regras, os responsáveis estarão sujeitos às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de outras penalidades sanitárias e legais cabíveis. ■ TRANSPARÊNCIA Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates O desempenho das pequenas indústrias brasileiras atingiu o pior nível desde a pandemia de Covid-19, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento mostra piora na produção, nas condições financeiras e na confiança dos empresários ao longo do pri- meiro trimestre de 2026. De acordo com a pesquisa Panorama da Pequena Indústria, juros elevados, difi- culdade de acesso ao crédito e aumento no custo das matérias-primas têm afetado di- retamente as empresas de pequeno porte. O índice que mede o desempenho das pequenas indústrias caiu para 43,7 pontos no primeiro trimestre deste ano. Foi o menor resultado desde o segundo trimestre de 2020, período mais crítico da pandemia, quando o indicador chegou a 34,1 pontos. O levantamento considera três fatores principais: Volume de produção; • Uso da capacidade das fábricas; • Número de empregados. • Na prática, o resultado indica que pe- quenas empresas estão produzindo menos, utilizando menos sua estrutura e contratando menos trabalhadores. Caixa pressionado A situação financeira das pequenas in- dústrias também piorou. O índice que mede as condições financeiras caiu 2,5 pontos e chegou a 39 pontos, pior marca dos últimos cinco anos. Esse indicador avalia: • Acesso ao crédito; • Margem de lucro; • Satisfação dos empresários com a • situação financeira. Em nota, a analista da CNI Julia Dias afirma que os juros altos dificultam ainda mais o financiamento para pequenas em- presas, consideradas de maior risco pelos bancos. Segundo ela, o aumento no preço de insumos e matérias-primas, influenciado pela guerra no Oriente Médio, também re- duziu a margem de lucro das indústrias. Matéria-prima preocupa A pesquisa mostra que o custo das ma- térias-primas se tornou uma das maiores preocupações do setor. Nas pequenas in- dústrias de transformação, o problema saltou da sexta para a segunda posição entre os principais entraves. O percentual de empresários que citaram a dificuldade passou de 20% para 34,1% em apenas um trimestre. Entre as pequenas empresas da cons- trução civil, a preocupação com falta ou alto custo de insumos avançou de 4,1% para 18,1%. Com isso, o tema saiu da 13ª para a 5ª posição entre os principais problemas do setor. ■ CNI PEQUENA INDÚSTRIA TEM PIOR RESULTADO DESDE A PANDEMIA, REVELA CNI V Foto/ Carlos Moura ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 12 DE MAIO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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