Diário do Amapá - 14/05/2026

CIDADES QUINTA-FEIRA | 14 DE MAIO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa C om o objetivo de fortalecer a economia local e abrir novas frentes de exportação, o Go- verno do Estado apresenta o poten- cial da bioeconomia amazônica na SIAL Shanghai, a maior feira de ino- vação em alimentos e bebidas da Ásia. O evento ocorre entre os dias 18 e 20 de maio, na China. Empresas certificadas com o Selo Amapá participam do evento com foco em produtos derivados do açaí, visando à prospecção de negócios e à consolidação da marca amapaense no mercado internacional. A secretária de Estado das Rela- ções Internacionais e Comércio Ex- terior, Patrícia Ferraz , acompanhará as empresas amapaenses na SIAL Shanghai para incentivar negócios, internacionalização e investimentos na bioeconomia amazônica. “A participação do Amapá na SIAL Shanghai reafirma o compro- misso do Governo com a internacio- nalização dos nossos produtos, promovendo valorização e oportu- nidades de negócios”, pontuou a se- cretária. Durante a feira, as empresas terão acesso a rodadas de negócios, encon- tros com importadores e distribuido- res internacionais, além da oportunidade de apresentar produtos com alto valor agregado, baseados em sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade diferenciada. O mercado asiático, especial- mente o chinês, destaca-se pelo crescimento da demanda por ali- mentos naturais e funcionais, o que posiciona o açaí e seus derivados como produtos estratégicos para ex- portação. A iniciativa da gestão fortalece a estratégia de internacionalização do Amapá ao ampliar oportunidades de negócios, diversificar a pauta expor- tadora e atrair investimentos estran- geiros voltados à bioeconomia sustentável. A presença no evento também fortalece a capacitação dos em- preendedores amapaenses, aproxi- mando as empresas das principais tendências de consumo, normas re- gulatórias e práticas internacionais do comércio exterior. ■ 2 ANOS N o Amapá, mais de 10,3 mil contratos em atraso vin- culados a instituições de ensino do estado poderão ser renegociados por meio do Desenrola Fies a partir desta quarta-feira, 13 de maio. O programa do Governo do Brasil oferece condições especiais para a quitação das dívi- das, comdescontos que podem chegar a 99% do valor con- solidado. No estado, o volume de recursos passíveis de renegociação alcança R$ 814,1 milhões em saldo devedor, considerando os contratos registrados em instituições de ensino amapaenses. Pode participar do programa quem teve contrato fir- mado até 2017 e que estava em fase de de pagamento (amortização) – em 4 de maio de 2026. A negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026. A expectativa é que mais de 1 milhão de estudantes sejambeneficiados com o refinanciamento de suas dívidas no país. O Desenrola Fies faz parte do Novo Desenrola Brasil, lançado pelo Governo Federal em 4 de maio, que promove a reorganização financeira de milhões de brasi- leiros e a ampliação do acesso ao crédito emmelhores con- dições. A iniciativa foi instituída pelaMedida Provisória nº 1.355/2026, e altera a Lei nº 10.260/2001, que regulamenta o programa. O objetivo central é reduzir a inadimplência e facilitar a regularização financeira dos estudantes, permitindo que retomem sua situação de crédito e tenham melhores con- dições para planejar o futuro. ■ REFINANCIAMENTO DE DÍVIDA C omo parte das celebrações pelos dois anos do Residencial Vila dos Oliveiras, o Governo do Amapá realizou, nesta quarta-feira, 13, ummutirão de limpeza no habitacional. A atividade marca a abertura de uma agenda diversificada que segue até sábado, 16, com momentos de lazer, esporte e inte- gração comunitária. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Ha- bitação (Sehab), por meio das equipes do Plantão Social. A ação reforça o compromisso da gestão estadual como pós-ocupação e a manutenção da qualidade de vida nas políticas habitacionais. De acordo com a coordenadora do Plantão Social do Vila dos Oliveiras, Malena Corrêa, o mutirão busca incentivar a organi- zação dos espaços comuns. “Fazemos esse mutirão para incentivar a retirada de mate- riais que, muitas vezes, ficam em corredores e blocos, obs- truindo a passagem e acumulando insetos. Esse trabalho educativo já ocorre há um ano e apresenta resultados positivos. Hoje, iniciando as celebrações de aniversário, colocamos a lim- peza emprática como apoio de moradores que já possuem essa consciência coletiva”, destacou a coordenadora. ■ Desenrola Fies pode gerar mais de 10,3 mil renegociações de contratos em atraso no Amapá Mutirão de limpeza abre programação de aniversário do Residencial Vila dos Oliveiras AMAPÁ AMPLIA MERCADO GLOBAL PARA PRODUTOS AMAPAENSES E GANHA VITRINE EM FEIRA INTERNACIONAL NA CHINA NOVAS FRENTES DE EXPORTAÇÃO O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para impedir a autorização de atividades de mi- neração na Floresta Nacional (Flona) do Amapá. A ação foi proposta contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) e requer a suspensão imediata da análise de pe- didos de pesquisa, lavra garimpeira e outorga de con- cessão minerária na unidade de conservação federal, assim como das autorizações já concedidas. Também foi solicitado o bloqueio nos sistemas, como o Sigmine, para que a área fique indisponível para novos pedidos. A ação baseia-se em procedimento administrativo instaurado pelo MPF para acompanhar requerimen- tos minerários incidentes sobre a Flona do Amapá. A apuração identificou títulos minerários concedidos para áreas sobrepostas à unidade de conservação, inclusive em favor da Cooperativa de Garimpeiros do Vale do Capivara (Cogaca) e da empresa Sumitomo Metal Mining do Brasil Ltda.. O MPF aponta que, embora o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tenha se manifestado contra os pedidos, a ANM manteve os processos administrativos. A ação sustenta que a exploração mineral é incompatível com os objetivos da Flona, previstos na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) e no plano de manejo da unidade, aprovado em 2014, que proíbe ex- pressamente a pesquisa para lavra mineral no interior da área protegida. ■ AÇÃO CIVIL PÚBLICA MPF ajuíza ação para impedir mineração na Floresta Nacional do Amapá

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