Diário do Amapá - 26/05/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa A seis dias do fim do prazo, 30,2% dos contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão. Até às 17h57 deste sábado (23), aReceitaFederal recebeu30.694.236Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). O número equivale a 69,8% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de de- clarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo. Segundo a Receita Federal, 62,3% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 20,9% terão que pagar Imposto de Renda e 16,8% não têm imposto a pagar nem a rece- ber. Amaioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (77,2%), mas 15,8% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 7,1% declarampelo aplicativoMeu Imposto de Renda para smartphones e tablets. ■ DOCUMENTOS Na reta final, 30% ainda não enviaram declaração do IR ● ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 TERÇA-FEIRA | 26 DE MAIO DE 2026 A previsãodomercadofinanceiropara o ÍndiceNacional de Preços aoCon- sumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,92% para 5,04% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (25), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Com a guerra no OrienteMédio pres- sionando o preço dos combustíveis e a in- flação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima primeira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida peloConselhoMonetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com in- tervalode tolerânciade 1,5pontopercentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5%e o superior, 4,5%. Em abril, o preço dos alimentos pres- sionou a inflação oficial, que fechou em 0,67% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/eco- nomia/noticia/2026-05/%20inflacao-desa- celera-e-fecha-abril-em-0%2C67%25-pres- sionada-por-alimentos].OIPCAacumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação. Para 2027, a projeção da inflação variou de 4% para 4,01%. Para 2028 e 2029, as es- timativas são de 3,65% e 3,5%, respectiva- mente. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instru- mento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de PolíticaMonetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por una- nimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 amarço deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Co- pom. Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível pro- longamento sobre a inflação. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de ju- nho. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas demercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e es- timulam a poupança. Assim, taxas mais altas tambémpodemdificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadim- plência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a ten- dência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições fi- nanceiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,85%para 1,89%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e ser- viços produzidos no país) caiu de 1,77% para 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado fi- nanceiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. ■ MERCADO ELEVA PREVISÃO DA INFLAÇÃO PARA 5,04% ESTE ANO IPCA V Foto/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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