Diário do Amapá - 30/05/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa Os recursos ressarcidos a clientes do conglomerado Master foram destinados principalmente para ban- cos de maior porte após a liquidação extrajudicial das instituições do grupo, informou nesta segunda-feira (25) o Banco Central (BC). A avaliação consta no Relatório de Estabilidade Fi- nanceira (REF) do segundo semestre de 2025, divulgado pela autoridade monetária. Segundo o documento, o episódio não provocou efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional (SFN). “A liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no SFN”, destacou o relatório do BC. Recursos migraram O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagou R$ 37,7 bilhões a clientes do Master, Master BI e Letsbank de 19 de janeiro a 27 de fevereiro deste ano. Desse total, R$ 20,77 bilhões, equivalente a 55,1%, foram destinados a títulos emitidos por instituições fi- nanceiras. Outros R$ 1,47 bilhão foram aplicados em títulos privados, enquanto R$ 15,46 bilhões tiveram outras des- tinações. Segundo o Banco Central, os maiores bancos do sis- tema financeiro concentraram a maior parte dos recursos devolvidos pelo FGC. Instituições classificadas como S1, categoria que reúne bancos com ativos equivalentes a pelo menos 10% do PIB ou forte atuação internacional, absorveram 40,9% dos valores. Já os bancos S2, de grande porte e relevância sistêmica, receberam 24,2% dos recursos. Risco sistêmico Durante apresentação do relatório, o diretor de Fis- calização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que a migração dos recursos foi acompanhada detalha- damente pela autoridade monetária. “Os recursos foram direcionados principalmente para instituições classificadas como S1 e S2”, declarou. Segundo Aquino, o BC monitorou a movimentação “CPF por CPF e CNPJ por CNPJ”. O diretor também afirmou que a liquidação “não gerou efeito no sistema financeiro” e destacou que o conglomerado Master representava cerca de 0,1% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro. ■ LIQUIDAÇÃO Dinheiro de clientes do Master migrou para bancos maiores, informa BC ● ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SÁBADO | 30 DE MAIO DE 2026 C omarrecadação recorde e superávit no governo federal, as contas pú- blicas fecharamomês de abril com saldo positivo. Osetor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 24,6 bilhões no mês passa- do. Na comparação com abril de 2025, houve aumento no saldo; naquele mês, o resultado das contas foi de R$ 14,2 bilhões positivo. As estatísticas fiscais foramdivulgadas nesta sexta-feira (29) pelo Banco Central (BC). O resultado primário representa a diferença entre as receitas e despesas, des- considerando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do resultado do mês passado, em 12 meses encerrados em abril, o setor público consolidado foi deficitário em R$ 126,6 bilhões, 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país). Em 2025, as contas públicas fecharam o ano comdéficit primáriodeR$ 55 bilhões, 0,43% do PIB. Níveis de governo Com arrecadação recorde em abril úl- timo, a conta do Governo Central teve su- perávit de R$ 26,1 bilhões ante resultado negativo de R$ 16,2 bilhões em abril de 2025. Omontante difere do resultado divul- gado nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional, de superávit de R$ 25,2 bilhões, porque oBCusaumametodologiadiferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos. Os governos regionais - estaduais e municipais - tiveram resultado positivo de R$ 329 milhões em abril passado contra déficit R$ 659 milhões no mesmo mês de 2025, impulsionando o superávit das contas públicas. Em sentido contrário, as empresas es- tatais federais, estaduais emunicipais - ex- cluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para a reduzir o superávit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 1,8 bilhão em abril. No mesmo mês de 2025, houve déficit de R$ 1,4 bilhão nessas entidades. Os gastos com juros ficaram em R$ 84,8 bilhões no mês passado. Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os juros –ficou emdéficit de R$ 60,1 bilhões contra o resultado negativo de R$ 55,5 bilhões em igual mês de 2025. Em 12 meses encerrados em abril, o setor público acumula déficit R$ 1,2 trilhão, ou 9,41% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classifi- cação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por in- vestidores. Dívida pública A dívida líquida do setor público - ba- lanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais emunicipais - chegou a R$ 8,8 trilhões em abril, o que corresponde a 67,4% do PIB, aumento de 0,6 ponto percentual do PIB no mês. O aumento se deve, sobretudo, ao im- pacto dos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 4,4% emabril, com- pensado pelo superávit primário do mês, pela variação do PIB nominal e por demais ajustes da dívida externa líquida. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dí- vida líquida. No mês passado, a dívida bruta do go- verno geral (DBGG) - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 10,4 trilhões ou 80,4%, aumento de 0,4 ponto percentual do PIB observado no mês an- terior. Assim como o resultado nominal, a dívidabruta éusadapara traçar comparações internacionais. ■ CONTAS PÚBLICAS TÊM SUPERÁVIT PRIMÁRIO DE R$ 24,6 BILHÕES EM ABRIL ESTATÍSTICAS FISCAIS V Foto/ Marcello Casal JrAgência Brasil
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