Diário do Amapá - 06/06/2026

Firjan em alerta A Firjan está preocupada com a decisão do Governo dos Estados Unidos em impor tarifa de 25% às exportações brasileiras. Representante do 2º maior Estado exportador, a entidade destaca que é preciso que negociações sejam objetivas em defesa da indústria, dos investimentos e da parceria estratégica. “Esta decisão contribui para o agravamento do cenário de imprevisibilidade e incerteza”, diz o presidente Luiz Césio Caetano. Economia e Clima Para acelerar investimentos na ação climática, e apoiado pela Presidência da COP30, o III Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza se encerrou ontem no Rio de Janeiro. Com o tema “Dos acordos globais à implementação”, o evento reuniu lideranças de governos, entidades, sociedade civil e academia e discutiu o papel do sistema financeiro mundial na construção de uma economia alinhada à agenda climática. Um up na nuclear O presidente da Associação Brasileira de Atividades Nucleares, Celso Cunha, apresentou estudo para modernização do marco legal do setor em reunião com representantes da Autoridade de Segurança Nuclear. O estudo aponta para a necessidade de se ampliar a segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e a preparação para novas tecnologias nucleares, além de interface maior com a agência internacional. E aí, Ibama?! O Ibama está blindando o chefe de fiscalização em Brasília, Roberto Cabral, que fez operação abusiva na Torre de TV, segundo relatos dos lojistas,. O órgão não respondeu onde estão, por exemplo, os cocares apreendidos, e se o fiscal usa a estrutura para pré-campanha eleitoral. Cabral é filiado ao REDE, foi candidato em 2022 a deputado federal, e pretende tentar de novo. Foi quem apreendeu os pássaros do ex-ministro preso Anderson Torres. Alguns deles morreram, e um valioso desapareceu – ou bateu asas. Gênios do Brasil Essa é da série o Brasil tem jeito. Os doutorandos IMPA Leonardo Voltarelli, Antônio Catão e Melvin Poveda conquistaram o prêmio Best Student Paper da International Conference on Learning Representations. A pesquisa apresenta plataforma de IA para previsão de chuvas intensas a curto prazo com utilização de satélite, em escala mundial. O estudo foi desenvolvido no Centro Pi do IMPA, coordenado por Paulo Orenstein. Perdeu, Gilmar ! Com um Fórum de Lisboa menor que o pomposo do ano passado, diante do cenário delicado para o Judiciário, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, arriscou e saiu-se menor. Muitos ilustres não foram, e como notório, centenas de servidores federais e estaduais foram cedidos sob ônus de seus Governos. O famigerado “Gilmarpalooza” chegou à sua edição de 2026 sob a síndrome do passeio: um evento em Portugal para debater muito sobre o Brasil – algo que poderia ser feito em qualquer faculdade do País. Para piorar, os três dias de passeio, ops!, evento em Lisboa foram coroados no encerramento, com a bomba lançada por Malu Gaspar, do “O Globo”, sobre o ilustre palestrante Alexandre de Moraes: a delação de Daniel Vorcaro, rejeitada pela PF, continha um anexo sobre mais um contrato de R$ 50 milhões do “banqueiro” com a esposa-advogada do ministro do STF. Foi um ti-ti-ti no plenário e nos corredores de deixar corados os togados do palco. Com tudo isso latente, Gilmar Mendes perdeu uma ótima oportunidade de manter o nível do evento sem dinheiro público: o servidor público que para lá foi, do menor nível até ministro do Judiciário, poderia ter pagado suas passagens, hospedagem e alimentação. Não o dinheiro público, como tem sido. O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até 17 de junho o prazo de adesão voluntária para as redes de ensino interessadas emusar a Prova Nacional Docente (PND) para selecionar professores para a educação básica. O prazo original terminou no último domingo, 31 de maio. A adesão formal deve ser feita exclusivamente pelo Sistema Integrado deMonitoramento, Execução eControle doMinistério da Educação (Simec). Para acesso ao sistema, é preciso fazer login com a senha da plataforma Gov.br cadastrada pelos secretários de Educação ou pelos dirigentes estaduais ou municipais. A PND foi criada para apoiar as redes públicas na contratação de docentes e contribuir para a qualificação do ingresso na carreira do magistério, em todo o país. O exame pode substituir provas objetiva e discursiva das seleções para professores da educação básica feitas pelas redes de ensino. Adesão permanente As redes municipais, estaduais e do Distrito Federal que já formalizaram a adesão à PND, em 2025, deverão manifestar o interesse novamente em usar a nota da PND, por meio do mesmo sistema oficial doMEC, respeitando o novo prazo. No ano passado, 1.508 municípios e 22 estados aderiram à PND. Em abril, oMinistério da Educação anunciou que a adesão dos entes federados ao exame, a partir de 2026, passa a ser por prazo indeterminado. O MEC destaca que a adesão poderá ser cancelada, se o gestor local de educação desejar. A solicitação de cancelamento também deverá ser feita pelo Simec. Para guiar os gestores locais, o MEC disponibilizou um passo a passo, desde o acesso ao sistema até o preenchimento do termo de adesão. Cronograma Após 17 de junho, o Ministério da Educação divulgará a lista dos estados e dos municípios que aderiram à prova de 2026 e também dos que renovaram o interesse pela prova. Assim, os professores interessados nos processos seletivos terão conhecimento prévio de quais entes federados poderão aproveitar a nota da PND. ■ EDUCAÇÃO MEC estende até dia 17 o prazo para redes de ensino aderirem à PND E ntrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão do governo de Donald Trump, nos EstadosUnidos (EUA), de classificar facções criminosas do Brasil como organi- zações terroristas, o que pode ter conse- quências econômicas e geopolíticas para o país. A medida havia sido anunciada no dia 28 de maio. O governo brasileiro criticou a decisão por considerar que ela abre margem para que Washington interfira nos assuntos in- ternos com a desculpa do combate ao ter- rorismo. O Palácio do Planalto defende que o combate ao crime deve ocorrer por meio da cooperação internacional respeitando as soberanias dos Estados sob os territórios. Para especialistas consultados pelaAgên- cia Brasil, amedida tenta limitar a soberania no Brasil e pode servir de pretexto para in- tervenções estrangeiras direitas contra o país. Governo e especialistas alegam ainda que a medida pode prejudicar a economia do país, com impactos sobre o turismo, in- vestimentos, comércio exterior e sobre o sistema financeiro. OgovernoTrump temdesignado cartéis mexicanos e organizações criminosas de países comoVenezuela, Equador e Colômbia como terroristas. A Casa Branca ainda for- mou, em março deste ano, a coalizão cha- mada Escudo das Américas, reunindo go- vernos alinhados ideologicamente à Was- hington para, em tese, combater o narco- tráfico, mas também afastar a influência econômica de adversários geopolíticos da Casa Branca, como China e Rússia. O combate ao narcotráfico foi a justifi- cativa usada para sequestrar o então presi- dente da Venezuela, Nicolas Maduro, além de pressionar o México, o que vem sendo denunciado pela presidenta do país Claudia Sheinbaumcomo interferência estrangeiras em assuntos internos. Taxação Quatro dias após anunciar a classificação das facções do país como terroristas, o Es- critório do Representante de Comércio dos EUA publicou recomendação para a Casa Branca taxar importações do Brasil em25% devido a supostas práticas comerciais des- leais. O documento ainda critica o Pix brasi- leiro, que estaria prejudicando as empresas de pagamento estadunidense, como Visa, Mastercard e Whatsapp Pay. No dia seguinte ao ataque ao Pix, o go- verno Trump anunciou a intenção de taxar as importações de 60 países, incluindo o Brasil, em tarifas adicionais de 10%ou 12,5%, alegando falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. O governo brasileiro contestou as justi- ficativas, alegando que elas servempara en- cobrir medidas protecionistas unilaterais. O Itamaraty aponta que o Brasil poderá re- correr aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, que autoriza o governo bra- sileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras unilaterais aos produtos nacionais transa- cionados no mercado global. ■ INTERVENCIONISMO ENTRA EM VIGOR DECISÃO DOS EUA DE CONSIDERAR FACÇÕES COMO TERRORISTAS V Foto/ Alan Santos/PR ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 06 DE JUNHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO V Foto/ Ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes no Fórum de Lisboa – Reprodução/Instagram

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