Diário do Amapá - 07 e 08/06/2026
POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 07 E 08 DE JUNHO DE 2026 15 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa DOUGLAS LIMA EDITOR A Polícia Militar, por meio do 12° Batalhão, apreendeu entorpecentes e valores em dinheiro durante uma ação no bairro Nova Conquista, em Oia- poque. Conforme relatório, durante patrulhamento na região a equipe avistou um indivíduo em atitude suspeita. Ao perceber a aproxi- mação da viatura, ele tentou fugir, mas foi alcançado e abordado. Na revista pessoal, com ele foram encontradas 36 porções de drogas, além de R$ 1.400 em espécie, valor que estava fracionado, o que levanta forte suspeita de li- gação com o comércio do produto ilícito. O elemento foi conduzido ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) de Oiapoque, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis. A motocicleta utilizada por ele também foi apreendida e remo- vida para o pátio do Departa- mento Estadual de Trânsito (De- tran). ■ E quipes da Companhia Indepen- dente de Patrulhamento Tático com Apoio de Motocicletas (Pa- tamo), durante diligências da Operação Protetor, prenderam dois indivíduos que estavam foragidos da Justiça. Um dos suspeitos foi capturado no Habitacional Macapaba, zona norte de Macapá. De acordo com informa- ções, durante patrulhamento os poli- ciais avistaram em um bar uma mulher que, ao perceber a presença da guar- nição, tentou deixar o local às pres- sas. Diante da atitude suspeita, os mi- litares realizaram o acompanhamento e conseguiram abordá-la. Após consulta ao Centro Integrado de Operações em Defesa Social (Ciodes), foi constatado que havia contra ela um mandado de prisão temporária em aberto, expedido pela Vara do Tribunal do Júri de Ma- capá, por envolvimento em um homi- cídio qualificado. Durante a ação, dois homens pas- saram a desacatar os policiais e tenta- ram impedir o cumprimento da ordem judicial. Mesmo após diversas deter- minações legais para que cessassem as ações, ambos continuaram resistindo à abordagem. A dupla recebeu voz de prisão e responderão por desacato, desobediência e resistência. A mulher e os dois homens foram encaminhados ao Ciosp do Pacoval para os procedimentos legais. Mo- mentos depois, a mesma equipe cum- priu outro mandado de prisão durante patrulhamento no bairro São José, na zona sul da cidade. ■ PATAMO PRENDE FORAGIDOS DA JUSTIÇA NO FLAGRA OPERAÇÃO PROTETOR SUSPEITO DE TRÁFICO DE DROGAS É PRESO PELA POLÍCIA MILITAR A decisão do governo dos Estados Uni- dos de classificar as facções crimi- nosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas repercutiu no meio jurídico brasileiro. Em entrevista ao pro- grama ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9), neste sábado, 6, o advogado criminalista Maurício Pereira analisou os possíveis efei- tos da medida e destacou que o enquadra- mento adotado pelos norte-americanos não encontra respaldo na legislação brasi- leira. Segundo o advogado, o Brasil possui distinções claras entre associação criminosa, organização criminosa e terrorismo. Para ele, PCC e Comando Vermelho se enqua- dram como organizações criminosas, mas não como grupos terroristas: “Organização terrorista exige finalidade política, ideológica ou religiosa, com a prática de atentados voltados a pressionar o Estado ou provocar mudanças institucionais. No Brasil, não existe reconhecimento jurídico de organi- zações terroristas como essas facções”, ex- plicou. Maurício Pereira ressaltou que o país sempre foi reconhecido internacionalmente como uma nação livre de terrorismo. Na avaliação dele, a nova classificação adotada pelos Estados Unidos pode trazer prejuízos à reputação brasileira perante organismos internacionais. Ele explicou ainda que a legislação bra- sileira prevê punições severas para orga- nizações criminosas estruturadas, espe- cialmente quando possuem atuação inte- restadual ou transnacional. Segundo ele, PCC e Comando Vermelho se enquadram nesse conceito por manter estrutura hie- rárquica, divisão de tarefas e atuação em diferentes países da América do Sul. “O objetivo dessas facções é econômico e de poder territorial. Elas buscam lucro por meio de atividades ilícitas e controle de áreas de influência. Isso é diferente do terrorismo”, destacou. Reflexos internacionais Entre as consequências apontadas pelo advogado está a possibilidade de mudanças na forma como os órgãos de inteligência norte-americanos tratam investigações relacionadas às facções. A classificação como organizações terroristas pode trans- ferir determinadas apurações da esfera policial para estruturas ligadas à inteli- gência e à segurança nacional dos Estados Unidos. ■ ENTREVISTA ADVOGADO APONTA IMPACTOS JURÍDICOS E DIPLOMÁTICOS SOBRE INCLUSÃO DO PCC E CV NA LISTA DE ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS Maurício Pereira diz que a medida dos Estados Unidos pode gerar consequências econômicas, financeiras e de cooperação internacional, além de afetar a imagem brasileira no cenário global
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