Diário do Amapá - 16/06/2026

Rota do custo Análise inédita com 53 milhões de transações revela avanço dos deslocamentos profissionais e maior peso da mobilidade na operação das empresas. Levantamento da Vexpenses, da VR, aponta que combustível representa 19% das despesas corporativas no Brasil. A mudança reflete a expansão do trabalho híbrido, com crescimento de equipes de campo, em que deslocamentos ganhammais peso no cotidiano das empresas. Os 10+ Levantamento da equipe da Coluna em sites das Assembleias Legislativas do País, com informações de 2023 a 2026, mostra quem são os 10 deputados estaduais mais produtivos do Brasil. Avaliação baseada em proposições de projetos de lei, propostas de emendas, resoluções, indicações, requerimentos e PECs, entre outras iniciativas. Lidera o Delegado Camargo (Pode-RO), com 8.540 registros. Veja lista completa no site. Ibama blindador O Ibama DF continua a blindar o chefe fiscal Roberto Cabral, pré-candidato a deputado federal e filiado ao REDE. O corporativismo político é tamanho que a assessoria se nega a informar a Coluna o porquê de multas milionárias a lojistas humildes, e onde estão cocares de índios. Lojistas da Feira da Torre o acusam de truculência e invasão de privacidade para revistar bolsas pessoais. Roberto foi denunciado à ouvidoria. Ecos da guerra Um professor russo do IMPA do Rio de Janeiro, o matemático Mikhail Verbitskiy, foi preso na quinta-feira (11) no Aeroporto de Zvartnots, na Armênia. Blogueiro crítico do Governo de Vladimir Putin e da guerra, ele foi acusado de terrorismo e extremismo pelo Kremlin, sem nenhuma prova ou ato comprovado, e entrou na lista de procurados de Moscou. O IMPA soltou nota de repúdio sobre a prisão. Veja detalhes no nosso site. Pátria acolhedora Os cubanos ultrapassaram os venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil através de Roraima, que faz divisa com a Venezuela. São cerca de 300 entradas/dia pelo programa Acolhida, além de outras centenas que atravessam ilegalmente pela mata. A “Folha BV”, da capital, revelou que mais de 7,6 mil cubanos solicitaram refúgio de janeiro a fim de abril de 2026. Dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigras). Você já sabia A revista “VEJA” cravou na capa de sábado que o nascedouro nacional do Banco Master – ou seu salto meteórico no sistema financeiro do País – foi o CredCesta do Governo da Bahia nas gestões de Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, o que a Coluna tem citado há meses. O consignado dos servidores estaduais empurrado pelos gestores, sob a blindagem dos primos André e Eugênio Kruschewsky, hoje é a maior dor de cabeça do Governo Lula da Silva III, que tenta de todo jeito se dissociar do escândalo, mas tem um pé na raiz do problema que virou o Daniel Vorcaro. O “banqueiro” entregou o esquema à Polícia Federal e ao MPF. O pior ainda está por vir. A PF já mapeia toda a rota do dinheiro, e podem entrar no circuito os R$ 54 milhões em honorários que a banca de Eugênio Kruschewsky (em tempo, procurador do Estado) recebeu do Master como seu advogado – e querer saber qual a relação da dupla Kruschewsky com os desembargadores amigos do procurador-advogado. A conferir. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (15) que convocou para a tarde de terça-feira (16) uma reunião do colégio de líderes para tratar do projeto de lei (PL) 1838/26, do governo federal, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para cada dia de folga, a escala 6X1. O objetivo é ter pontos do texto esclarecidos pelo relator, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA). Encaminhado pelo governo em abril, o projeto define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e oito diárias, além de garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Por ter sido encaminhada emregime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara, que só pode de- liberar propostas de Emenda à Constituição (PECs), Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) e requerimentos de urgência até que o projeto seja votado. “Convoquei Reunião de Líderes para amanhã (16), às 14h. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba coma escala 6x1, apesar de já termos aprovado a PEC sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social. Na quinta-feira (11),Motta designou o deputado Leo Prates, que também relatou o texto da PEC que acabou com a escala 6x1, como relator do projeto. O texto aprovado no final de maio reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5x2). A atualmente a PEC está em análise no Senado Fe- deral. Alémdo projeto de lei que acaba comescala 6X1, os líderes vão debater ainda o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível. Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB- SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado. ■ PAUTA Motta convoca reunião de líderes para votar PL do fim da escala 6x1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a lei que ins- titui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo. O objetivo do texto é mo- dernizar a política desse tipo de transporte no país, com a diversificação do financia- mento e a melhoria da regulação e da ope- ração dos transportes públicos urbanos. Um dos avanços estruturais do novo marco é a ruptura com o modelo predomi- nante no Brasil, no qual o financiamento do transporte coletivo recaía quase exclusiva- mente sobre a tarifa paga pelo usuário. A Lei nº 15.432/2026 foi publicada, neste do- mingo (14), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Amedida abre caminho para a discussão da tarifa zero e autoriza o uso de novas fontes de custeio para subsidiar as tarifas, como publicidade, exploração comercial de espaços e recursos da Contribuição de In- tervenção no Domínio Econômico (Cide Combustíveis). A Cide é um tributo federal cobrado na importação e comercialização de petróleo, gás natural, álcool combustível e seus deri- vados. Criada por uma lei de 2001, tem seus recursos destinados à infraestrutura de trans- portes, projetos ambientais e subsídios ao preço de combustíveis. O texto foi aprovado emmaio pelo Con- gresso Nacional e também trata do fortale- cimento da integração f ísica e tarifária dos sistemas de transporte, da ampliação da transparência na gestão pública, da transição para fontes renováveis de energia e da criação de mecanismos nacionais para comparti- lhamento de dados e monitoramento da qualidade dos serviços. Outro ponto de destaque é a definição de parâmetros mínimos de qualidade para os sistemas de transporte público, incluindo critérios como regularidade, pontualidade, acessibilidade, segurança, conforto e satis- fação dos passageiros. O texto também prevê que a remuneração das operadoras possa ser vinculada ao desempenho e à qualidade do serviço prestado. Vetos Em comunicado, a Presidência de Re- pública informou que os vetos presidenciais ao Marco Legal do Transporte Público Co- letivo tiveram como objetivo preservar a sustentabilidade fiscal e evitar impactos sobre políticas de gratuidade já existentes. Foram retirados trechos que obrigavam estados e municípios a custear integralmente gratuidades e descontos tarifários com re- cursos do orçamento público, além de dis- positivos que vinculavam subsídios públicos à remuneração das operadoras. “A avaliação foi de que essas exigências poderiam gerar despesas sem previsão de recursos e colocar em risco benef ícios já concedidos à população”, diz o comunicado, ao acrescentar que os vetos não impedem a concessão de subsídios para financiar gra- tuidades e descontos tarifários. “O que foi retirado foi a obrigatoriedade desse custeio e o prazo para adequação, medidas que poderiam inviabilizar o modelo atualmente adotado por diversos entes fe- derativos e gerar instabilidade no sistema”, reforçou a Presidência. ■ MOBILIDADE URBANA LULA SANCIONA LEI DO MARCO LEGAL DO TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO V Foto/ Fernando Frazão/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 16 DE JUNHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO V Foto/ Fachada do Banco Master (Rovena Rosa/Agência Brasil)

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