Diário do Amapá - 19/06/2026
Dinheiro em alto-mar Num Brasil que depende muito ainda de hidrelétricas (e das chuvas!) para crescer energeticamente, o mundo passou a ver com olhos mais atentos o potencial do País em alto- mar. A Coalizão Eólica Marinha (CEM), única associação brasileira dedicada exclusivamente ao desenvolvimento da energia eólica offshore, anunciou a entrada do World Forum Offshore Wind (WFO) em sua governança institucional. Radiografia do profi Pesquisa online da Serasa Experian com 1.733 pessoas mostra que 32,3% dos profissionais do País queremmudar de emprego. Já 29,5% buscam evolução dentro da empresa atual. O levantamento revela que 63% esperam dar o próximo passo na carreira em até um ano. A falta de oportunidades (31,2%) e de qualificação (19,5%) ainda aparecem como os principais obstáculos para o crescimento na carreira. Turma do estágio A Mesa do Senado adiou a votação do PL 6461/19, que cria o Estatuto do Aprendiz. A medida preocupa entidades do setor, que alertam para impactos em cerca de 500 mil contratos de aprendizagem ativos. Para o CEO do CIEE, Humberto Casagrande, o atraso compromete ações de inclusão social, combate à evasão escolar e preparação de jovens para o mercado. O projeto aguarda análise dos senadores. Forças na urna O cenário ferve em Boa Vista e região. Com tantos venezuelanos e cubanos nas ruas – muitos ainda ilegais – e o povo com um olho na Copa e outro na urna, o presidente Lula da Silva autorizou o emprego das Forças Armadas como apoio logístico nas eleições suplementares de Roraima no domingo. Assinou o Decreto 13.028 para isso ontem. Lá Ela 3x! Depois de soltar num podcast que é vítima de críticas alheias, a advogada Ana Patrícia Dantas Leão, subestabelecida pela Banca Kruschewsky em ações de defesa do Master, amargura o status de ter se ligado ao banco falido. Quer presidir a OAB da Bahia, mas critica a Ordem por falta de apoio – e o caminho para o Tribunal de Justiça minguou. Sonha agora ser conselheira da OAB nacional, mas faltam-lhe padrinhos entre portas. Companheiro Macron! O presidente brasileiro Lula da Silva (PT), que pediu para ir ao evento, foi ironizado e desdenhado pelos presidentes das potências reunidas no G7 na França. Realizado num resort à beira de um lago em Évian-les-Bains, o encontro serviu para mostrar a Lula e ao mundo que o Governo do petista força a barra para que ele seja reconhecido na turma, a despeito de a potência econômica do Brasil merecer destaque. Segundo relatos sigilosos de três servidores e diplomatas, o presidente do G7, o líder francês Emmanuel Macron, teve de se explicar aos ouvidos dos presidentes Donald Trump (EUA) e da Primeira-Ministra do Japão, Sanae Takaichi, o que Lula fazia ali. O brasileiro, que usa o evento como vitrine eleitoral, foi ignorado por Trump até em tentativa de aperto de mão na foto oficial, e encaminhado por um funcionário à outra ponta para o registro da imagem. O desdém e risos amarelos dos líderes foram o coroamento da vergonha alheia. C hamados para participar da cúpula do G7, na França como convidados, o Brasil e o Quênia saíram em defesa das parcerias que países não de- senvolvidos firmam com a China, em meio às críticas dos líderes das potências ocidentais contra Pequim. Um dos documentos do encontro aponta que a economia do gigante asiático estaria “desequilibrando” a economia internacional, prejudicando, além da Europa, os Estados Unidos (EUA). Em reunião com os presidentes do G7, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Quênia, William Samoei Ruto, defenderam que as parcerias com a China são de interesses dos países latino-americanos e africanos, uma vez que Pequim tem oferecido acordos tidos como vantajosos do ponto de vista econômico. O presidente Lula afirmou aos líderes do G7 que aquilo que eles veem como uma ameaça, que é a economia chinesa, os países não desenvolvidos veem como uma oportunidade. Lula argumentou que, atualmente, quem mais faz in- vestimentos na África, e na América Latina são os chineses, enquanto os europeus e os norte-americanos não têm aparecido tanto para competir com Pequim. OG7 é o grupo de países considerado mais desenvolvidos do planeta, com França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos (EUA), Japão, Itália e Canadá. Participaram como convidados no encontro desta semana, além do Brasil e Quênia, os representantes da Índia, Coreia do Sul e Egito. Por sua vez, o presidente queniano defendeu, frente aos chefes de Estado do G7, que a China era o parceiro que o país tinha, sendo melhor ter Pequim como parceiro do que não ter. Nos últimos 20 anos, a África tem aproveitado a ascensão econômica da China para perseguir o próprio desenvolvimento econômico, em especial, por meio de parcerias na construção de infraestruturas de transporte, energia e indústrias. ■ ENCONTRO Brasil e Quênia defendem parcerias com China em meio a críticas do G7 O ministro Gilmar Mendes en- viou nesta quarta-feira (17) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fa- chin, uma proposta de súmula para fixar o entendimento da Corte sobre a aprovação de pautas-bomba pelo Congresso Nacional. A proposta está baseada em jul- gamentos sobre o tema e pretende consolidar o entendimento de que leis que concedem benef ícios fiscais sem compensação financeira são in- constitucionais. A medida foi proposta após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reunir com os dois ministros para demonstrar preocupação com a apro- vação de matérias grande impacto fiscal pelo Congresso. A súmula é uma tese jurídica que deve nortear os julgamentos de ações em todo o país que tratam de aumento de gastos. O entendimento também deverá ser levado em conta em atos normativos dos Três Poderes nas esferas federal, estadual e mu- nicipal. "O art. 113 do Ato das Disposi- ções Constitucionais Transitórias aplica‐se à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, sendo inconstitucional a lei ou ato normativo que crie ou altere despesa obrigatória, conceda benef ício fiscal ou implique renúncia de receita sem prévia estimativa de impacto orça- mentário e financeiro, bem como sem a indicação das respectivas me- didas compensatórias, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz o texto da súmula. Caberá a Fachin marcar o julga- mento da tese, que precisará ser avaliada pelos demais ministros da Corte e pode sofrer alterações. Na semana passada, o Senado aprovou uma “pauta-bomba”, que pode ter grande impacto nas contas do governo federal. Os senadores autorizaram a re- negociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e geopolíticos, como a guerra no Irã. O impacto da aprovação pode chegar a R$ 140 bilhões em dez anos. ■ IMPACTO FISCAL GILMAR MENDES PROPÕE SÚMULA PARA CONTER PAUTAS-BOMBA NO CONGRESSO V Foto/ Antônio Augusto/STF V Foto/ Ricardo Stuckert/PR - Lula se encontrou com o presidente da França, Emmanuel Macron ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 19 DE JUNHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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