Diário do Amapá - 20/06/2026
CIDADES SÁBADO | 20 DE JUNHO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ O certame visa o provimento de cargos efetivos do Qua- dro de Pessoal do Poder Legislativo Municipal. ■ ● Câmara divulga resultado preliminar de exames documental e médico de concurso público O Entre os dias 1º e 18 de junho, oHos- pital de Emergência (HE) de Macapá realizou 5.059 atendimentos na porta de entrada da unidade. Os dados revelam um cenário que impacta diretamente o fluxo assistencial e o tempo de espera: 2.283 pacientes, o equivalente a 45,1% do total, foram classificados como casos de urgência moderada, enquanto 2.011 atendimentos (39,8%) foram considerados pouco ur- gentes. Outros 49 pacientes (1%) receberam classifi- cação de não urgentes. Somados, os atendimentos classificados como urgência moderada, pouco urgente e não urgente representam 85,9% de toda a demanda registrada no período, perfil que contribui para a sobrecarga do principal hospital de emergência do estado. Aunidade também recebeu 675 pacientes classificados como muito urgentes (13,3%), além de 26 emergências (0,5%) e 15 casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), que exigem assistência imediata e especiali- zada. De acordo com a coordenadora de Enfermagem do Hospital de Emergência, Ana Karolina, a procura por atendimentos que não correspondem ao perfil , 9 Mais de 84% dos pacientes atendidos no período apresentavam casos classificados como urgência moderada, pouco urgente ou não urgente, situações que podem ser avaliadas em outros pontos da rede de saúde ■ O Hospital de Emergências é destinado aos casos graves e com risco de morte, como acidentes de trânsito, ferimentos por arma de fogo ou arma branca, AVC, infarto, traumatismos graves, convulsões, insuficiência respiratória aguda e outras emergências clínicas. Ana Karolina Coordenadora de Enfermagem do HE “Ainda seguimos com uma grande demanda de pacientes classificados como pouco urgentes e não urgentes. São situações que poderiam ser atendidas em uma Unidade Básica de Saúde ou em uma UPA, permitindo que o Hospital de Emergência concentre esforços nos casos realmente graves” ORIENTAÇÃO da unidade continua elevada. “Ainda seguimos com uma grande demanda de pacientes classificados como pouco urgentes e não urgentes. São situações que poderiam ser atendidas em uma Unidade Básica de Saúde ou em uma UPA, permitindo que o Hospital de Emergência concentre esforços nos casos realmente graves”, explica. Reflexo no atendimento A profissional destaca que o período sazonal de doenças respiratórias também tem aumentado a pressão sobre os serviços hospitalares. Pacientes com doenças crônicas e complicações decorrentes de síndromes gripais frequentemente necessitam de internação e acompanhamento especializado. “Esses pacientes demandamuma assistência mais complexa. Quando há um grande volume de casos menos graves procurando o hospital, o atendimento acaba ficando mais lento, porque as emergências clínicas e de trauma têmprioridade absoluta”, reforça Ana Karolina. Referência em alta complexidade Referência para atendimentos de alta complexidade, traumas graves e situações com risco iminente de morte, o HE permanece de portas abertas para toda a população. No entanto, muitos dos pacientes que procuram a unidade poderiam ter seus problemas de saúde resolvidos em serviços mais próximos de casa, como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). ■ HE REGISTRA MAIS DE 5 MIL ATENDIMENTOS EM 18 DIAS E REFORÇA USO ADEQUADO DA REDE DE SAÚDE
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