Diário do Amapá - 24/06/2026
O Brasil registrou um recorde na movimentação de passageiros domésticos nos primeiros cinco meses de 2026, segundo dados compilados peloMinistério do Turismo e divulgados nesta segunda-feira (22) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De janeiro a maio, 42 milhões de pessoas embarcaram em viagens em território nacional, número 6% maior que os 39,8 milhões de passageiros registrados no mesmo período do ano passado. Foi a primeira vez na história que o Brasil ultrapassou a marca de 42 milhões de pas- sageiros no período. O resultado de maio também foi recorde: no mês, 8,31 milhões de passageiros voaram pelo Brasil – número 2% maior que os 8,16 milhões contabilizados em maio de 2025. A movimentação de maio de 2026 foi a maior desde o início da série histórica, em 2000. Turismo aquecido Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números refletem "o excelente momento que o turismo brasileiro vive atualmente". "Significa que o brasileiro está com mais confiança, mais renda e mais desejo de conhecer as belezas do seu próprio país. Cada avião cheio representa hotéis movi- mentados, restaurantes trabalhando a pleno vapor, o co- mércio local aquecido e, o mais importante, geração de emprego e renda, desde as grandes capitais até os pequenos municípios turísticos", explicou. Feliciano disse ainda que os recordes são fruto de um trabalho sério de estruturação dos destinos brasileiros, de promoção das rotas nacionais e de parcerias para tornar as viagens mais acessíveis. "O turismo é a força motriz do novo Brasil: um setor sustentável, vibrante e que orgulha a todos nós. Vamos continuar trabalhando para que ainda mais brasileiros possam viajar, descobrir nossas riquezas e fortalecer a nossa economia", avaliou. Voos internacionais No acumulado do ano, o número de passageiros in- ternacionais também registrou aumento. Nos cinco pri- meiros meses de 2026, foram registrados 12,8 milhões de passageiros, número 10% maior que os 11,6 milhões contabilizados no mesmo período de 2025. No mês de maio, o número de turistas internacionais teve alta de 5% na movimentação, com 2,23 milhões, em 2026, contra 2,13 milhões, em 2025. ■ VIAGENS NACIONAIS Brasil bate recorde de passageiros em voos domésticos em 2026 ● E mpresários do ramo da indústria projetam como principais priori- dades para a gestão 2027-2030 no Executivo federal políticas de natureza fiscal e tributária, como a redução de impostos, a consolidação da reforma tributária, a manutenção do equilíbrio fiscal e melhorias nas políticas de gestão pública. É o que aponta levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado pela Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados e divulgado nesta segunda-feira (22). A importância dos temas mais "monetaristas" prevalece sobre as políticas industriais. A pesquisa foi feita com 1.003 executivos de em- presas industriais de pequeno, médio e grande portes, em todas as regiões do país, no período de 7 de maio a 5 de ju- nho. “Quando a política fiscal e a política monetária não conversam entre si, as medidas para estimular o desenvolvi- mento produtivo se tornammenos efe- tivas. A indústria está pronta para fazer sua parte, mas precisamos de umEstado que escolha induzir o investimento pro- dutivo, um Estado que planeje o desen- volvimento, fortaleça a produção e abra caminho para umBrasil mais próspero, inovador e de renda mais alta”, destacou em nota o presidente da CNI, Ricardo Alban. A pesquisa aponta que 29% dos em- presários industriais elegeram a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária como temas prioritários para a próxima gestão e 22% escolheram equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, enquanto 21% consideraram pauta mais urgente para o país o incen- tivo à indústria e à produção. A CNI buscou ainda informação sobre as prioridades dos entrevistados para suas empresas e para a melhoria do ambiente de negócios. Nesses itens, as políticas prioritárias para os empre- sários são aquelas diretamente ligadas ao "custo Brasil", sendo a redução de impostos prioridade para 45% dos que responderam. A redução de juros e a oferta de crédito aparecem como prio- ritárias para 26%. O incentivo à indústria e à produção aparece novamente em terceiro lugar, com 21%. Já os problemas mais sentidos pelo setor no último ano foram “alta carga tributária”, “indisponibilidade de mão de obra” e “taxa de juros elevada”, consideradas como de alto impacto pela maioria dos entrevistados. A intenção de investimentos também foi alvo da pesquisa. Para os próximos quatro anos, 41% disseram que preten- dem manter o patamar atual de inves- timentos e 28% estão dispostos a au- mentar o volume. Para 9%, há intenção de reduzir investimentos e 20% disseram que não pretendem investir no perío- do. Os resultados da pesquisa foram apresentados nesta segunda-feira (22) a pré-candidatos, durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis. Na ocasião, a CNI defendeu a revisão do Benef ício de Prestação Continuada (BPC), entre outros, e políticas de des- vinculação dos mínimos constitucionais nas áreas de saúde e educação, propostas criticadas por entidades de referência nos setores. ■ REDUÇÃO DE IMPOSTOS E EQUILÍBRIO FISCAL SÃO PRIORIDADES, APONTA CNI INVESTIMENTO PRODUTIVO V Foto/ José Cruz/Agência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUARTA-FEIRA | 24 DE JUNHO DE 2026
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