Diário do Amapá - 26/06/2026
O dólar avançou nesta terça-feira (23) diante da maior aversão ao risco global e fechou no nível mais elevado em quase três meses. A bolsa de valores subiu pouco mais de 0,5%, refletindo, em parte, o alívio após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No exterior, investidores acompanharam a queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos, sinais sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) e as negociações en- volvendo o petróleo, que fechou em baixa com foco no cenário geopolítico. Câmbio pressionado O dólar à vista encerrou o dia com valorização de 0,89%, cotado a R$ 5,187, maior nível de fechamento desde 30 de março. A moeda chegou a tocar R$ 5,19 durante a sessão. Omovimento refletiu a busca por segurança diante da expectativa por novos dados de inflação nos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões do Fed sobre juros. Indicadores recentes de atividade econômica americana acima do esperado aumentaram as apostas de manutenção de uma política monetária mais res- tritiva. Bolsa vira o sinal O Ibovespa encerrou o pregão aos 171.258 pontos, com alta de 0,52%, após registrar queda durante a manhã acompanhando o movimento negativo dos mercados internacionais. A recuperação veio com o avanço de ações da Pe- trobras, grandes bancos e empresas ligadas ao ciclo econômico. O recuo das taxas de juros futuros após a divulgação da ata da última reunião do Copom também contribuiu para melhorar o desempenho da renda va- riável. No documento, o BC indicou a possibilidade de pausar o corte de juros, dependendo do cenário inter- nacional. A divulgação da ata reduziu parte do des- conforto gerado pelo comunicado emitido após a reu- nião da semana passada, no qual o Copom não tinha mencionado os próximos passos para a Selic. ■ CÂMBIO Dólar sobe para R$ 5,18 e atinge maior valor desde fim de março ● A arrecadação federal atingiuR$ 266,8 bilhões em maio de 2026, o maior resultado para omês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. Odesempenho foi impulsionado prin- cipalmentepelo aumentodas receitas ligadas ao petróleo, pela atividade econômica e por mudanças na tributação adotadas nos últimos anos. O valor representa alta real (acima da inflação) de 10,69% em relação a maio de 2025, já descontada a inflação. No acumu- lado de janeiro a maio, a União arrecadou R$ 1,32 trilhão, também recorde para o período. Principais números da arrecadação R$ 266,8 bilhões arrecadados emmaio; 10,69% de crescimento real frente a maio de 2025; R$ 1,32 trilhão acumulado de janeiro a maio; 6,42% de alta real no acumulado do ano; R$ 50,6 bilhões arrecadados com pe- tróleo e gás no ano; R$ 41,8 bilhões emImposto sobreOpe- rações Financeiras (IOF) no acumulado do ano; R$ 36,7 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) eContribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) emmaio. Petróleomais caro Segundo aReceita Federal, a valorização do petróleo nomercado internacional teve impacto direto sobre as contas públicas. A alta dos preços da commodity, associada ao cenário de tensão no Oriente Médio, elevou receitas com royalties, exploração e tributação sobre exportações. Somente em maio, o imposto de ex- portação sobre petróleo arrecadou R$ 1,05 bilhão. As receitas não administradas pela Receita, que incluem royalties e compen- sações financeiras pela exploração de re- cursos naturais, cresceram R$ 4,1 bilhões. A arrecadação relacionada à extração de petróleo e gás natural chegou a R$ 50,6 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, contra R$ 13,2 bilhões no mesmo período de 2025. Impostos em alta Além do setor de petróleo, a Receita destacou o desempenho de outros tributos. O resultado foi influenciado pelo aumento da contribuiçãoprevidenciária, doPrograma de Integração Social (PIS) da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), do IOF, do IRPJ e da CSLL. Em maio, IRPJ e CSLL somaram R$ 36,7 bilhões, com crescimento real de 33,11% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo o órgão, cerca de R$ 7 bilhões desse montante vieramde recolhi- mentos considerados atípicos, relacionados a mudanças na legislação. OIOF tambémteve avanço expressivo, alcançando R$ 8,1 bilhões no mês, alta real de 31,11% em relação a maio do ano passado. Em2026, a arrecadaçãodo imposto soma R$ 41,8 bilhões, alta real de 38,77% na comparação com os cinco primeiros meses de 2025. Mudanças tributárias Aarrecadação tambémrefletemedidas adotadas pelo governo nos últimos anos, como alterações na tributação de fundos exclusivos, offshores (empresas de investi- mento no exterior), redução de incentivos fiscais estaduais, combustíveis, encomendas internacionais, folha de pagamentos, apostas eletrônicas e juros sobre capital próprio. Apesar dessasmedidas, aReceita afirma que o resultado está relacionado princi- palmente ao crescimento econômico e ao desempenho dos setores produtivos. ■ ARRECADAÇÃO FEDERAL BATE RECORDE DE R$ 266,8 BILHÕES EM MAIO RECEITA FEDERAL V Foto/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA | 26 DE JUNHO DE 2026
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