Diário do Amapá - 27/06/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 27 DE JUNHO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA Jornalista e pedagogo E-mail: diario-ap@uol.com.br P ensar uma campanha eleitoral exige, antes de qualquer planejamento técnico, compreender que o ambiente em que as eleições acontecem este ano é profundamente diferente daquele de poucos anos atrás. O eleitor mudou, os canais de conquista do voto mudaram e, principalmente, a forma como as decisões são construídas também mudou. Nesse novo cenário, campanhas passam a ser, cada vez mais, uma disputa por atenção, interpretação e confiança. Não basta mais ter a melhor proposta no papel. É preciso traduzir essa proposta em linguagem simples, em conteúdo relevante e em presença constante onde o eleitor realmente está. O comportamento do eleitor contemporâneo revela uma das principais tensões desse processo. Nunca houve tanto acesso à informação, mas isso não significa, necessariamente, mais clareza ou aprofundamento. O eleitor está exposto a um volume quase infinito de conteúdos, vindos de múltiplas fontes, com diferentes intenções e recortes. Muitas vezes sua percepção sobre um determinado candidato ou tema abordado por ele, não se constrói a partir de uma análise extensa, mas de fragmentos: um vídeo curto, um trecho de fala, uma imagem compartilhada em rede social. 3 desafios centrais pra 2026: 1. Disputa por atenção Em meio ao barulho das redes, quem não co- munica bem, não existe. A atenção virou a moeda mais escassa da eleição. Campanha que não prende nos primeiros 3 segundos, perde o voto. 2. Disputa por interpretação De nada adianta a informação, se o eleitor não entende o "pra que" e o "pra quem". Quem explica melhor, quem contextualiza, quem traduz o técnico pro dia a dia, sai na frente na construção de sentido. 3. Disputa por confiança Com tanta “fake news” e tanto ruído, confiança virou ativo de campanha. O eleitor de 2026 vota em quem ele sente que conhece, que está perto, que entrega coerência entre discurso e prática. Conclusão A eleição de 2026 não será vencida por quem gastar mais, mas por quem conectar melhor. Campanha eleitoral hoje é menos sobre estrutura e mais sobre relação. É menos sobre volume de material e mais sobre qualidade de diálogo. Quem entender que o voto se decide no detalhe, no fragmento, na conversa de WhatsApp e na percepção de verdade, vai estar à frente nessa nova conjuntura. PENSE NISSO! ■ A eleição de 2026 não será vencida por quem gastar mais, mas por quem conectar melhor. Campanha eleitoral hoje é menos sobre estrutura e mais sobre relação. É menos sobre volume de material e mais sobre qualidade de diálogo. A conjuntura eleitoral de 2026 EDINHO DUARTE A Assembleia de Deus está completando no dia 27 de junho, 109 anos de história no Estado do Amapá. Essa que hoje é amaior denominação evangélica do Brasil e do Amapá, alcançando índices significativos entre os segmentos religiosos que mais cresceram nessas últimas três décadas. Nessa quadra de celebração, os poderes estatais, entidades, autoridades civis e militares e entes da esfera política, manifestaram ações de reconhecimento de sua história centenária, declarando sua importância para o desenvol- vimento espiritual e social dos cidadãos amapaenses. No entanto, essa história não foi escrita inicialmente, em um ambiente de sossego e tranquilidade, mas, em um cenário de rejeição, opressão e muita perseguição. O Brasil que até o ano de 1890 era regido por uma constituição que tinha emsua essência jurídica, um estado religioso, que determinava o catolicismo como religião oficial dos brasileiros. E ainda, que em 1891 tenha sido promulgada a primeira constituição que consolidava o Estado Laico, os protestantes evangélicos da Assembleia de Deus, tinham seus direitos cerceados sofrendo as mais diversas perseguições religiosas. Em 1911 a Assembleia de Deus já havia sido fundada em Belém, pelos Missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. Desde sua origem essa denominação possuía uma vocação evangelística e missionária, o que fez com que ela rapidamente se espalhasse pelo Brasil. Depois de se converter ao evangelho em 1913, Clímaco Bueno Aza, tornou- se um colportor, uma pessoa que vende ou distribui merca- dorias de porta em porta. No caso dele, evangelizava as co- munidades e distribuía Bíblias. Foi assim que ele chegou em Macapá em 1916, que na época se resumia a uma vila com quase mil habitantes, dis- postos no entorno da Fortaleza de São José. Sua viagem durou cerca de trinta dias, enfrentando os desafios de navegar os rios caudalosos da bacia amazônica, em um barco a vela. Quando chegou naquela pequena vila, foi sur- preendido por uma comitiva liderada pelo Padre JúlioMaria Lombard, que não estava ali para lhe dar boas-vindas, mas, para ordenar a sua prisão. Clímaco ficou preso na fortaleza de São José, teve suas Bíblias apreendidas e queimadas pu- blicamente. Depois de uma intervenção da Assembleia de Deus em Belém, omissionário recém-chegado foi libertado, contudo, sob ameaça de que sua volta, incorreria em penalidade maior. Assim, Clímaco retornou para sua casa, porém, não desistiu de suaMissão, tornando-se o fundador das Assem- bleias de Deus doMaranhão eMinas Gerais, alémde evan- gelizar muitos vilarejos e cidades. Cerca de um ano depois, a Igreja Mãe enviou para o Amapá o evangelista Manoel José de Matos Caravella, que se instalou em Macapá e no dia 27 de junho de 1917 realizou o primeiro culto, fundando assim, a Assembleia de Deus no Amapá. O Natal daquele mesmo ano, ficou marcado por um acontecimento. Era uma terça feira, depois de alcançar a primeira família, o evangelista recém-chegado, marcou o primeiro batismo nas águas, as margens do Rio Amazonas. Na ocasião, convidou o empresário judeu, Leão Zagury para prestigiar aquele ato de iniciação religiosa. Quando a irmã, Raimunda Paula de Araújo, desceu as águas batismais, ela foi batizada com o Espírito Santo, e começou a falar em outras línguas, evidência que manifestava uma das principais doutrinas pentecostais. O extraordinário se deu, quando o convidado que como dito era judeu, e, portanto, falava hebraico, começou a dizer: “Glória ao Deus de Israel, pois, ouço essa mulher falar emminha língua materna”. Nesses 109 anos, muitos semeadores passarampor nossas terras, desde osmissionários enviados pela Igreja Mãe em Belém, até os primeiros pastores fixos, como: Flávio Monteiro; João Alves; Deocleciano Cabralzinho de Assis; Vicente Rêgo Barros; Ananias Gomes da Silva; Otoniel Alves de Alencar e Oton Miranda de Alencar. Esses nomes reúnemmais de 100 anos de história, construíramum legado com lágrimas e sofrimento. Esses dois últimos a quem faço especial referência, fizeram dessa Igreja uma gigante da Fé, tornando-a grande e respeitada por todos. Hoje, a Assembleia de Deus é liderada pelo Pastor Iaci Pelaes dos Reis, um homem ousado, que em pouco tempo, conseguiu concretizar um antigo sonho do povo assembleiano, a inauguração da sua Catedral, o que ocorreu no primeiro ano do seu pastoreio em 2023. A certeza que temos em nossa geração é que precisamos continuar semeando, ainda que em lágrimas, para que as futuras gerações tenham o que colher, e o façam com alegria. ■ Colhendo o fruto das lágrimas E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com Teólogo, pedagogo e advogado Nesses 109 anos, muitos semeadores passaram por nossas terras, desde os missionários enviados pela Igreja Mãe em Belém, até os primeiros pastores 4xos, como: Flávio Monteiro; João Alves; Deocleciano Cabralzinho de Assis; Vicente Rêgo Barros; Ananias Gomes da Silva; Otoniel Alves de Alencar e Oton Miranda de Alencar. RODRIGO LIMA JUNIOR

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