Diário do Amapá - 27/06/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 27 DE JUNHO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS CERCO - Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou Projeto de Lei que cria crime específico para punir expulsão de moradores de suas casas por meio de violência, grave ameaça ou intimidação praticada por facções criminosas. Pena prevista é de reclusão de 8 a 12 anos e multa. ■ A MAIS - Projeto sobre punição para facção que expulsar moradores de casa enquadra no mesmo crime quem pichar ou sinalizar imóvel com ordens de desocupação impostas pelo crime organizado e exigir pagamento de taxas de moradores ou comerciantes como condição para permanecer em determinada área. ■ Agendas Macapá amanheceu nesta sexta, 26, com visita da ministra da gestão, Esther Dweck, que ao lado senador Randolfe oficializou reabertura de prazo para entrega de documentos de servidores no processo de transposição, e também entregou programa Imóvel Legal Cumaú, na rodovia Norte-Sul. Essencial “Não tem nenhuma política pública se não houver a área tributária. Ela cria um ambiente de negócios para estimular a vinda de empresas”, declaração do vice-governador Teles Júnior, por ocasião da nomeação de novos servidores da Secretaria da Fazenda. Ponto da cadeia produtiva de grãos no estado, Paiol do Amapá, no km 9, ficou movimentado na manhã desta sexta, 26, com deputado estadual Júnior Favacho recebendo carregamento de soja procedente dos cerrados do município de Itaubal do Piririm. A cem dias da eleição, só Clécio e Furlan mostraram a cara como pré- candidatos ao GEA. Capiberibe, do PSB, apenas acenou, como que se insinuando, mas nem que sim, nem que não, até agora. Vai, não vai Mercúrio na garimpagem, que polui rios e leva doenças a populações, já era para ter acabado se nações fossem sérias, uma vez que assunto até é objeto de tratado internacional com mais de cem países se comprometendo impedir uso desse metal. Mas não há nenhum impedimento, aqui e alhures. Descompromisso Lula e Flávio enfrentam desgastes a cem dias da eleição com indefinição de palanques e abalos de caso Master. Presidente e senador ainda não definiram candidatos para disputar o governo de Minas Gerais, estado considerado estratégico nacionalmente. Política Enfim lucidez sobre remessa de recursos para Amazônia, reconhecendo peculiaridades da região. Falo do Fator de Custo Amazônico, aprovado em comissão da Câmara Federal. Pelo texto, serão consideradas, para rateio do dinheiro, despesas com transporte, energia, comunicação e outros itens que impactam oferta da educação básica em comunidades remotas, ribeirinhas, indígenas e tradicionais. Tomara! Progresso “O Amapá é um estado estratégico para a economia com cenário incrível para inovação e tecnologia”, fala de Artur Barros, gerente da Glocal 2026, que acontece em Macapá simultaneamente na OAB e no Parque Residência. Pra cima Recomendação do MPF garante participação de indígenas, ribeirinhos, organizações da sociedade civil e órgãos ambientais na elaboração do Plano de Ação Nacional para Mineração de Ouro Artesanal em Pequena Escala, PAN- Mape, visando conter avanço do mercúrio altamente tóxico usado ilegalmente para separar ouro de outros sedimentos na garimpagem. Providência “A transposição é uma das pautas mais importantes para milhares de famílias amapaenses. Trabalhamos diretamente junto ao governo federal para garantir uma nova oportunidade àqueles que ainda precisam regularizar sua situação e assegurar esse direito”. Do senador Randolfe sobre novo prazo para entrega de documentos, visando ingresso de servidores na União. Articulação E ra uma vez, em um tempo não tão distante, quando a sala de aula era um cenário muito diferente. Os jovens não entravam distraídos com telas piscantes e sons vibrantes, mas sim com objetos que eram os "gadgets" da época: figurinhas de futebol, piões, bolinhas de gude e, para os mais poéticos, uma borboleta que voava pela janela. Nesses tempos, uma borboleta era capaz de paralisar uma aula de matemática mais rápido que qualquer equação sem solução. Ah, como as coisas mudaram! Antes, os alunos eram escoltados para a sala do diretor porque es- tavam trocando figurinhas durante a aula de história ou porque alguém tentava fazer um truque espeta- cular de pião bem no meio da explicação sobre o descobrimento do Brasil. Era uma época inocente, quase como se a travessura viesse embalada em saquinhos de pão de queijo. Mas o mundo girou e, no meio dessa rotação, algo aconteceu. Surgiu o celular. E com ele, todo um universo de distrações que faz a borboleta parecer coisa do museu. Agora, quem tira o foco dos alunos são vídeos de dancinhas no TikTok, memes que surgem e somem como cometas, e, claro, as redes sociais, onde as “influencers” — veja só — convidam para baladas, jantares e até, como dizem por aí, programas "culturais" que antes seriam escândalo digno de novela das oito. E os professores? Esses se tornaram quase má- gicos, tentando competir com a tela brilhante que hipnotiza seus alunos. Ensinar a tabuada, enquanto a turma aprende um novo passo de dança no Ins- tagram, é praticamente uma tarefa para David Copperfield. Ou Harry Houdini, se ele soubesse mexer no TikTok. O que será que aconteceu? Talvez os peões e fi- gurinhas fossem só uma distração de cinco minutos, enquanto o celular é uma distração em 5G. Talvez os antigos gadgets de bolso precisassem de um toque humano para ganhar vida, enquanto os novos têm algoritmo, marketing e uma capacidade de hipnotizar que faria qualquer borboleta bater asas de vergonha. Os Walkmans e, depois os Ipods, eram presenças escondidas em fones amarrados na gola da camisa para enganar professores e, meninas de cabelos longos, ouvindo apaixonadas as fitas gravadas pelos namoradinhos de escola. Ainda assim, fica a saudade de uma época em que a ida para a sala do diretor era simples, com um pião ou uma figurinha sobre a mesa, e não com uma notificação de que seu filho foi visto no recreio em uma "live" com mil seguidores, falando sobre o injusto sistema de notas. E quem sabe, um dia, quando a poeira digital assentar, talvez voltemos a admirar uma borboleta que passa pela janela, distraindo por um momento o mundo inteiro. ■ A evolução das distrações em sala de aula E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIOJOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo
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