Diário do Amapá - 05 e 06/07/2026
CIDADES DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 05 E 06 JULHO DE 2026 11 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Segundo o endocrinologista Advaldo Barros, Brasil registra até 30 amputações diárias de membros inferiores em decorrência da neu- ropatia. ■ ● Médico alerta sobre riscos do pé diabético A s férias escolares de julho representam um período de lazer para crianças e adolescentes, mas tambémexigematenção das famílias quanto à segu- rança durante as brincadei- ras. Entre as atividades mais comuns está “empinar pa- pagaio, rabiola ou curica” (nomes populares no Norte do Brasil para “Pipa”). OTri- bunal de Justiça do Amapá (Tjap) alerta que o uso de cerol e linha chilena transforma essa diversão em uma prática criminosa, capaz de provocar aci- dentes graves, danos materiais e até mortes. O alerta foi reforçado sexta-feira, 3, durante entrevista coletiva concedida pelo titular do Juizado Especial Criminal da Comarca de Macapá e presidente da Associação dos Magistrados do Amapá (Amaap), juiz Augusto César Leite. Na ocasião, o magistrado destacou que a brinca- deira tradicional deve ser preservada, desde que ocorra de forma responsável e sem a utilização de materiais cortantes. Segundo Augusto Leite, o cerol, produzido a partir da mistura de cola com vidro moído, torna a linha extremamente cortante e coloca em risco não apenas quem participa da brincadeira, mas qualquer pessoa que passe pelo local. “A partir do momento em que o cerol vai para a linha, ela se torna extre- mamente cortante. Isso pode atingir qualquer pessoa. Já registramos casos de motociclistas com o pescoço cortado, inclusive commortes”, pontuou omagistrado. O juiz explicou que o problema vai muito além dos cortes provocados pelas linhas. O contato com a rede elétrica pode causar desligamentos no forneci- mento de energia, prejuízos materiais e acidentes fatais. Crianças e adolescentes também se expõem ao risco de choques elétricos e quedas ao tentar re- cuperar pipas presas em postes, telhados, árvores ou na fiação. “A pipa pode virar um condutor de energia. Quem tenta recuperar o brinquedo em locais peri- gosos corre risco de choques elétricos e de quedas que podem ser fatais”, explicou Augusto Leite. Durante a entrevista, Augusto Leite ressaltou que empinar pipa continua como uma atividade saudável e importante para o desenvolvimento infantil. Entretanto, destacou que toda brincadeira deve respeitar limites impostos pela legislação e pelo direito à segurança de outras pessoas. “É uma brincadeira que faz parte da infância de muitas gerações. O problema surge quando a di- versão passa a colocar terceiros em situação de risco. Nenhuma diversão justifica expor a vida de outra pessoa”, comentou o juiz. O juiz também chamou a atenção para o papel das famílias durante o período de férias escolares. Conforme explicou, cabe aos pais e responsáveis acompanhar onde as crianças brincam, quais ma- teriais utilizam e com quem permanecem durante as atividades. “Nós precisamos saber o que nossos filhos fazem, com quem eles brincam e com o que eles brincam. Educar, orientar e fiscalizar também faz parte da responsabilidade dos pais”, orientou o ma- gistrado. ■ Assunto foi reforçado em entrevista coletiva concedida pelo titular do Juizado Especial Criminal da Comarca de Macapá e presidente da Associação dos Magistrados do Amapá (Amaap), juiz Augusto César Leite ■ Segundo o juiz Augusto Leite, o cerol, produzido a partir da mistura de cola com vidro moído, torna a linha extremamente cortante e coloca em risco não apenas quem participa da brincadeira, mas qualquer pessoa que passe pelo local. “A partir do momento em que o cerol vai para a linha, ela se torna extremamente cortante. Isso pode atingir qualquer pessoa. Já registramos casos de motociclistas com o pescoço cortado, inclusive com mortes”, pontuou o magistrado. PERIGO TJAP ALERTA SOBRE USO DE CEROL E LINHA CHILENA, PRÁTICA CRIMINOSA QUE PODE CAUSAR MORTES “É uma brincadeira que faz parte da infância de muitas gerações. O problema surge quando a diversão passa a colocar terceiros em situação de risco. Nenhuma diversão justifica expor a vida de outra pessoa” Augusto Leite Juiz de Direito
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