Diário do Amapá - 08/07/2026
No primeiro semestre deste ano, a produção de veículos – que engloba automóveis, co- merciais leves, ônibus e caminhões – cresceu 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1,37 milhão de veículos produzidos. Este foi o melhor primeiro semestre desde 2019, divulgou nesta terça-feira (7) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a Anfavea, o principal crescimento foi no segmento de automóveis, cujas vendas avançaram 23,7%, com 208 mil unidades a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Já o segmento de veículos pesados, como caminhões e ônibus, seguem em recuperação mais lenta. No semestre, as vendas de caminhões recuaram 10,5%, enquanto os ônibus registraram queda de 11,6%. E, embora no mês de junho ambos os seg- mentos tenham apresentado resultados melhores do que no ano passado, o desempenho ainda não foi suficiente para reverter a expectativa de mais um ano de retração. Quanto aos emplacamentos, o crescimento foi de 18,5% no primeiro semestre do ano, com 1,42 milhão de veículos comercializados. Em junho foram 272,5 mil unidades comercializadas, alta de 28% frente a junho do ano passado. Expectativa para o ano Com o desempenho acima do esperado no primeiro semestre, principalmente nas vendas de veículos no mercado interno, a Anfavea decidiu revisar para cima a sua expectativa de crescimento para o ano. Agora, a associação disse esperar que o Brasil feche o ano de 2026 ultrapassando a marca de 3 milhões de autoveículos emplacados, patamar que não é alcançado desde 2014. Se essa projeção se confirmar, diz a entidade, o crescimento será de 12,1% em relação a 2025, bem acima dos 2,7% previstos no início do ano. Já a previsão do ano relacionada à produção passou de 3,7% para 5,8%, com expectativa de 2,8 milhões de autoveículos produzidos. Exportações e importações Apesar do cenário positivo, as exportações continuam sem apresentar sinal de recuperação no semestre, com queda de 21,2% em relação ao mesmo período do ano passado, somando 216,6 mil unidades exportadas. Considerando-se apenas o mês de junho, o recuo foi de 26,7% sobre junho do ano passado, com 36,7 mil unidades exporta- das. As importações, por sua vez, somaram 280,6 mil unidades, o que representou aumento de 22,8% no primeiro semestre. Em junho foram im- portadas 57 mil unidades, crescimento de 49,3% em relação a junho do ano passado. ■ EXPECTATIVA Produção de veículos sobe 8,8% no primeiro semestre, diz Anfavea ● E mmeio às negociações para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, o Brasil identificou uma abertura dos Estados Unidos para ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime transna- cional, disse nesta terça-feira (7) o ministro do Desenvol- vimento, Indústria, Comér- cio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Após uma nova rodada de reuniões técnicas com re- presentantes do Escritório do Representante de Comér- cio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), oministro avaliou que houve avanços em um tema considerado es- tratégico pelo governo. "Nós tratamos de um pedido que o presidente Lula tem feito de cooperação integrada de combate ao crime trans- nacional. Há reconhecimento de que é possível avançar nesse ponto", afirmou. Segundo o ministro, a expectativa é realizar ainda nesta semana uma nova reunião técnica e um encontro político com o representante comercial dos Es- tados Unidos, Jamieson Greer, antes do encerramento da consulta pública que antecede a decisão sobre as tarifas. Apesar do avanço em alguns temas, Márcio Elias Rosa reforçou que o governo pretendemanter as negociações restritas à questão tarifária. "A principal orientação do presidente é que não sairemos da mesa e também não deixaremos que outros temas sejam discutidos", disse. Oministro também voltou a defen- der que o etanol permaneça fora das negociações comerciais entre os dois países. SegundoMárcio Elias Rosa, discutir apenas a tarifa do biocombustível ignora a relação entre as cadeias produtivas de etanol e açúcar, além dos impactos para a indústria nacional. "O governo vem defendendo que o etanol não seja tratado nessa discussão. É uma pena que outras pessoas pensem diferente para que o etanol americano possa entrar no mercado brasileiro com facilidade", afirmou. Ele destacou ainda que o setor é es- tratégico, principalmente para oNordeste, e lembrou que o açúcar brasileiro enfrenta fortes barreiras para entrar no mercado americano. "Nosso açúcar tem sobretaxa nos Estados Unidos de quase 100%. Não dá para dissociar as duas cadeias", disse. Diante do prazo apertado para um entendimento, o ministro afirmou que o governo concentrará esforços nos pontos em que há possibilidade de avanço. "O prazo é curto. Temos que focar no que pode dar resultado positivo", declarou. ■ BRASIL VÊ AVANÇO COM EUA, MAS MANTÉM ETANOL FORA DA NEGOCIAÇÃO NEGOCIANDO TARIFAÇO V Foto/ Angelo F. Roesler/ Adobe Stock FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUARTA-FEIRA | 08 DE JULHO DE 2026
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