Diário do Amapá - 08/07/2026

CIDADES QUARTA-FEIRA | 08 DE JULHO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Especialista da Faculdade Anhanguera de Macapá alerta para im- pactos na saúde pública; dados são do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde. ■ ● Amapá registra cerca de 17.7% de nascimentos de filhos de mães adolescentes em 2025 O s serviços pediá- tricos de urgência e emergência do Amapá permanecem em atenção ao comportamen- to das síndromes respira- tórias no estado. Dados do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) e do Pronto Atendimento Infantil (PAI) mostram que, no primeiro semestre de 2026, foram registrados 6.798 atendimentos por Síndrome Gripal (SG), contra 3.409 no mesmo período de 2025, um au- mento de 99,4%. Apesar do crescimento expressivo, a equipe de vigilância epidemiológica esclarece que os nú- meros devem ser analisados com cautela, segundo Ingrid Martins, responsável técnica do Núcleo de Epidemiologia do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA). “Parte desse aumento está relacionada à atua- lização dos critérios de classificação adotados pelo Ministério da Saúde a partir de fevereiro deste ano, que passou a incluir um número maior de sinais e sintomas respiratórios nas notificações de síndrome gripal. Portanto, o aumento obser- vado nas primeiras semanas epidemiológicas de 2026, coincide com a atualização das orientações do Ministério da Saúde”, considera. A partir de fevereiro, passaram a ser conside- , 9 Com cerca de seis mil atendimentos relacionados a síndromes gripais no primeiro semestre, hospital explica que ampliação dos critérios do Ministério da Saúde, incluindo dor de garganta, também influenciou registros ■ Em relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), os registros também apresentaram aumento, porém em menor proporção. No primeiro semestre de 2026 foram contabilizados 765 casos, frente aos 701 registrados no mesmo período de 2025, uma alta de 9,1%. Ingrid Martins Responsável técnica do Núcleo de Epidemiologia do HCA “Parte desse aumento está relacionada à atualização dos critérios de classificação adotados pelo Ministério da Saúde a partir de fevereiro deste ano, que passou a incluir um número maior de sinais e sintomas respiratórios nas notificações de síndrome gripal. Portanto, o aumento observado nas primeiras semanas epidemiológicas de 2026, coincide com a atualização das orientações do Ministério da Saúde”, considera. ALERTA rados como síndrome gripal outros sinais e sin- tomas respiratórios, como dor de garganta, coriza e faringite, o que ampliou o número de registros nas unidades de saúde. “Ainda assim, entre as semanas epidemiológicas 20 e 26 [17 de maio a 4 de junho], foi observada nova elevação nos atendimentos, mantendo a necessidade de monitoramento contínuo”, reitera Ingrid. Casos de Srag Em relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), os registros também apresentaram aumento, porém em menor proporção. No pri- meiro semestre de 2026 foram contabilizados 765 casos, frente aos 701 registrados no mesmo período de 2025, uma alta de 9,1%. Prevenção é a principal estratégia Além do acompanhamento epidemiológico, o HCA mantém ações voltadas à prevenção das formas graves da doença. Entre elas estão a oferta de vacinas para crianças internadas que ainda não completaram o esquema vacinal e a imuni- zação de gestantes, medida que permite a trans- ferência de anticorpos ao bebê ainda durante a gestação, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida. As equipes de saúde reforçam que crianças pequenas são mais vulneráveis às síndromes res- piratórias porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e as vias aéreas são menores, o que facilita o agravamento de infecções causadas por vírus respiratórios. ■ HCA REFORÇA ORIENTAÇÃO PARA PREVENÇÃO DAS SÍNDROMES GRIPAIS E MANTÉM ESTRUTURA PARA ATENDIMENTO INFANTIL

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