Diário do Amapá - 10/07/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 10 DE JULHO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS INOVAÇÃO - Fortaleza de São José de Macapá, nesta sexta, 10, passa a ter novo atrativo… O Café da Fortaleza, iniciativa empresarial concedida pelo GEA neste monumento tombado pelo Iphan como patrimônio histórico nacional. ■ POLÍTICA - Flávio Bolsonaro volta ao Brasil, diz estar aberto ao diálogo e espera apoio de Michelle… ‘Pensa igual a mim’, insinua. Declaração ocorreu após sinalização de reconciliação orquestrada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. ■ Adiamento Ficou para daqui a 10 dias julgamento de Furlan e Mário Neto, que, por ordem do CNJ, estava marcado para esta quinta, 9, no TRE. Doente, advogada de defesa mandou atestado médico justificando ausência. Ascensão Chamando ‘fator Alliny’ à presença da presidente da Alap na corrida por vaga no Senado, estrategistas mexem peças do tabuleiro político lem virtude do crescimento de Alliny Serrão na preferência do eleitorado nesta pré- campanha. Prefeito interino Pedro DaLua anuncia força- tarefa de limpeza urbana em Macapá com recurso de R$ 20 milhões proveniente de convênio com governo do estado. Marcos Jucá (Setrap) recebe vagões e locomotiva do trem que na época do território transportou minério e gente entre Serra do Navio e Santana, e que agora servirão de peças de museu no Parque Residência. Antes, equipamentos serão revitalizados na oficina da Secretaria. Memória “A gente sai de 70 colaboradores para 250 homens e mulheres… A gente está podendo adquirir coletores novos de lixo e colocar uma equipe de paisagismo urbano nas praças, nos pontos turísticos e no Bioparque”… Do prefeito DaLua sobre reforço que sua gestão recebe do GEA para ações na sede do município de Macapá. Avanço TRE-AP rejeitou recursos do prefeito Toinho Garimpeiro e do vice Gibson dos Santos, ambos de Calçoene, que tiveram mandatos cassados e declarados inelegíveis por 8 anos, devido a abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. Em assim sendo, penalidade fica mantida. Fora Livro organizado pelo vice-governador, Teles Júnior, que será lançado nesta sexta, 10, mostra aspectos da futura exploração de petróleo e gás na costa amapaense. Perspectivas Trabalho Ligue 180, criado como instrumento contrário à violência contra femininas, funcionará com atendimento por telefone, e-mail, whatsapp e em libras. Modos Com base em estudos psicológicos e sócio-educativos, cresce entendimento de que livre acesso às redes sociais é ligado a sintomas de ansiedade, depressão, isolamento social e ideias suicidas entre jovens. Preocupação Comissão de Educação da Câmara dos Deputados debate projeto que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Argumento principal é que medida protege crianças e adolescentes de conteúdos nocivos, cyberbulliyng, assédio, exploração sexual, discurso de ódio e algoritmos que incentivam uso excessivo de plataformas digitais. Proposta Mauro Campbell, Corregedor do CNJ, acata representação do MP Eleitoral e manda TRE-AP julgar recurso contra Furlan e Mário Neto nesta quinta-feira, 9. Julgamento Senado aprovou projeto que obriga Poder Executivo divulgar Ligue 180, serviço telefônico para denúncias de violência contra mulher. Proposta segue para sanção presidencial. Lei C aiu emminhas mãos uma interessante análise de outubro do ano passado sobre o chamado milagre educacional do estado doMississippi, Estados Unidos, feito pela Dra. Laurie Todd-Smith que foi professora de escola pública de ensino fun- damental e pré-escola, tendo trabalhado em vários estados. O Mississippi, conhecido por ter quatro olhos (piada com os 4 is que em inglês têm a mesma pro- nuncia que "eyes", olhos) estava em último lugar, dentre os cinquenta estados, em quase todas as pontuações educacionais em 2012. Mais da metade dos alunos do terceiro ano não conseguia ler com proficiência. Em 2013, vejam e aprendam, os deputados dos dois partidos juntaram-se ao governador Phil Bryant que não apenas sancionou a Lei de Promoção Ba- seada em Alfabetização (Literacy-Based Promotion Act), mas defendeu-a com entusiasmo. A Lei exigiu que os professores usassem o ensino de Fonética (Phonics), um método de alfabetização em inglês que ensina a relação entre sons (fonemas) e letras (grafemas), permitindo a decodificação de palavras. Ele foca em ensinar os sons das letras e como com- biná-los para ler, em vez de memorizar palavras in- teiras, promovendo autonomia na leitura e escrita. Parece-se com o método que fui alfabetizado no final dos anos 1960. A Lei reconstruiu o sistema de alfabetização precoce a partir da sala de aula, exigindo que todo professor do jardim de infância do 3º ano (K-3) fosse recapacitado em instrução de leitura baseada em evidências por meio do treinamento LETRS (Language Essentials for Teachers of Reading and Spelling). A lei exigiu que treinadores de leitura fossem designados para os distritos com pior de- sempenho para modelar a instrução e fornecer ava- liação diária aos professores. Os programas de educação infantil foram ali- nhados com as metas do K-3, garantindo que as crianças chegassem ao jardim de infância prontas para aprender. Pela primeira vez, cada distrito usou a mesma ferramenta universal de triagem nos pri- meiros 30 dias do jardim de infância. Além disso, os alunos foram avaliados três vezes ao ano no jardim de infância, primeiro, segundo e terceiro anos, garantindo que conjuntos de dados comuns da triagem fossem usados para orientar decisões instrucionais. Quando uma criança não passava na avaliação do terceiro ano, o ano repetido era intencionalmente diferente. O leitor com dificuldade era colocado em uma experiência completamente diferente durante a re- petição do terceiro ano. Os alunos repetentes eram colocados com um professor altamente qualificado, recebiam 60 minutos diários de instrução intensiva de leitura em um grupo menor e seguiam um Plano de Leitura Individualizado desenvolvido em cola- boração com a família. Essas intervenções não eram punições para as crianças, mas uma remedição focada projetada para mudar a trajetória da criança antes que o fracasso se tornasse permanente. O resultado foi que as notas de leitura do quarto ano na avaliação nacional melhorasse, saindo da 50ª posição para a nona em uma década. Em 2024, manteve as notas enquanto a média na- cional caiu. ■ O milagre educacional do Mississippi E-mail: mariosaturno@uol.com.br MARIO EUGENIO Tecnologista Sênior
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=