Diário do Amapá - 18/07/2026
CIDADES SÁBADO | 18 DE JULHO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa P rocedimento inédito, realizado no Hospital de Clínicas Alberto Lima, representa um avanço na assistência oncológica e abre caminho para a incorporação da técnica na rede pública estadual OGoverno do Amapá realiza pela primeira vez uma ressecção endoscó- pica de um câncer maligno de estô- mago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. Oprocedimento iné- dito, aconteceu na tarde da última quinta, 15, no Hcal e oferece ao pa- ciente um tratamentomenos invasivo, com menor tempo de internação, re- cuperação mais rápida e melhor qua- lidade de vida. “A realização dessa primeira res- secção endoscópica de câncer gástrico pelo SUS é um avanço que amplia as possibilidades de tratamento para os pacientes, com mais segurança, menos tempo de internação e melhor qualidade de vida”, destacou a diretora técnica do Hcal, Rosália Freitas. A cirurgia foi realizada noHospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal) pelo cirurgião geral e endoscopista Kelson Ribeiro, profissional habilitado para a utilização da OPME (Órteses, Próte- ses eMateriais Especiais), conjunto de dispositivos médicos de alta comple- xidade utilizados em procedimentos cirúrgicos e terapêuticos. Nesta pri- meira intervenção, omaterial especia- lizado foi articulado por programas parceiros ao governo do estado. “Esse procedimento só é possível porque o câncer foi identificado em estágio inicial. Com isso, conseguimos retirar completamente o tumor por via endoscópica, preservando o estô- mago do paciente e evitando uma ci- rurgia de grande porte. É um avanço importante, que oferece mais segu- rança, menos sofrimento e uma recu- peração muito mais rápida”, explicou o cirurgião. O beneficiado foi José Correa, de 71 anos, morador do município de Tartarugalzinho. Ele foi diagnosticado com câncer gástrico há cerca de um ano e, graças ao diagnóstico em está- gio inicial e ao acesso à tecnologia adequada, poderá realizar um trata- mento menos agressivo, preservando o estômago e reduzindo significativa- mente o tempo de recuperação. A ressecção endoscópica é indi- cada para casos de câncer gástrico em fase inicial, quando o tumor ainda está restrito às camadas super- ficiais do estômago e não apresenta sinais de disseminação. Diferente- mente da cirurgia convencional, o procedimento é realizado por meio de um endoscópio introduzido pela boca, permitindo a retirada da lesão sem grandes incisões. Entre os prin- cipais benef ícios estão menor risco de complicações, redução da dor pós-operatória, menor tempo de in- ternação e retorno mais rápido às atividades diárias. ■ MOBILIDADE A Promotoria de Justiça de Pedra Branca do Amapari realizou reunião com representantes de comunida- des localizadas ao longo da Rodovia Perimetral Norte (BR-210), entre elas a comunidade Sete Ilhas, para tratar do fornecimento precário de energia elétrica na re- gião. Conduzido pelo promotor de Justiça Marcos Costa, o encontro foi solicitado por uma vereadora da locali- dade. Durante a agenda, que teve como pauta as constantes interrupções e falhas no serviço de distribuição de ener- gia prestado pela concessionária, os moradores também apresentaram demandas urgentes referentes a outras áreas estruturais, como saúde, educação e segurança pú- blica. O promotor de Justiça firmou o compromisso de rea- lizar uma “escuta social” na comunidade, para colher as reclamações da população e garantir que os anseios locais sejam formalizados para a adoção das providências ex- trajudiciais ou judiciais cabíveis por parte do Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP). “Aproximar o Ministério Público da população é uma demanda prioritária. Precisamos estar presentes nos ter- ritórios para vocalizar os problemas enfrentados por aqueles que, muitas vezes, encontram-se esquecidos pelo poder público, garantindo o efetivo acesso à justiça e a direitos básicos”, frisou o promotor. ■ EM PEDRA BRANCA DO AMAPARI N a manhã desta quinta-feira, 16, a Prefeitura de Macapá realizou uma visita técnica à Rua Hortelã, no bairro Brasil Novo II, na zona norte da capital, para ouvir as demandas da comunidade e iniciar os estudos necessários para a pavimentação da via. A agenda foi solicitada pelos mo- radores, que relataram as dificuldades enfrentadas diaria- mente devido às condições da rua. O prefeito de Macapá destacou a importância de manter o diálogo com a população e acompanhar de perto as neces- sidades dos bairros. “Não tenho motivos para não vir quando eu sou convidado e nem deixar de ouvir a população. Eu sei que as demandas são muitas e nesses quatro meses de gestão, eu fiz o que acho que um gestor municipal deve fazer, que é vir pro meio do povo”, ressalta. A Rua Hortelã é uma via sem pavimentação que apresenta diversos trechos com buracos, acúmulo de água e problemas de acesso. Durante o período chuvoso, a lama compromete a circulação de veículos e pedestres. Já no verão, a poeira causa transtornos aos moradores e impacta a quali- dade de vida da comunidade. ■ MP debate precariedade de energia elétrica com comunidades da BR-210 GOVERNO DO AMAPÁ REALIZA PRIMEIRA CIRURGIA POR ENDOSCOPIA PARA RETIRAR CÂNCER DE ESTÔMAGO PELO SUS PROCEDIMENTO INÉDITO A adoção de redes para acolher crianças internadas nas salas vermelha e amarela pediátricas do Hospital Esta- dual de Santana (HES) tem transformado a experiência de pacientes e familiares durante o tratamento. A iniciativa, desenvolvida pela equipe multiprofissional da unidade, busca tornar a internação menos traumática e mais próxima da rea- lidade vivida pelas famílias amapaenses. Mais do que uma alternativa para o descanso, o recurso passou a integrar a assistência prestada às crianças, principal- mente aos bebês e pacientes com condições neurológicas, que já possuem o hábito de dormir em rede em casa. O uso, no entanto, não é indicado para todos os pacientes, sendo adotado apenas nos casos em que há necessidade e benef ício para a criança, conforme avaliação da equipe. Na busca por um atendimento mais humanizado, profissionais das salas vermelha e amarela pediátricas de- senvolveram um armador de rede portátil e desmontável, capaz de atender às necessidades do ambiente hospi- talar sem comprometer a dinâmica dos atendimentos de urgência e emergência. Coordenadora das salas vermelha e amarela pediátricas do HES, a médica Carla Carvalho explica que a ideia surgiu a partir das demandas observadas no dia a dia da unidade, que recebe crianças de diferentes municípios do estado. “Trabalhamos com pediatria e vivemos na Região Norte, onde muitas crianças estão acostumadas a dormir em rede. Percebemos que alguns pacientes ficavammuito agitados ao serem colocados emmacas, o que dificultava a adaptação ao ambiente hospitalar. Pensamos em uma forma de acolhê-los de maneira mais eficaz, para que se sentissem seguros e confortáveis, como em casa”, destacou. ■ ACOLHIMENTO Hospital de Santana utiliza redes para descanso de crianças internadas Prefeitura de Macapá realiza visita técnica em via do bairro Brasil Novo II
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