Diário do Amapá - 18/07/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 18 DE JULHO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS AUDITORIA - TCU aponta falhas sistêmicas em emendas Pix e vê indícios de prejuízo de R$ 49 mi. ■ PERÍODO - Câmara e Senado entram em recesso neste sábado, 18, e voltam às atividades plenárias em 1 de agosto, mas em caso excepcional deputados e senadores podem ser convocados ao batente. ■ Largada Pedagoga e bacharel em direito, Cleuma Duarte é apresentada em alto estilo como pré-candidata à deputada estadual, nesta sexta, 17, no evento Workshop MDB 15, às 18h, no auditório do partido. Destaques Verdade seja dita: ao longo destes 4 anos de bancada federal do Amapá, apenas Acácio e Malafaia estiveram no foco dos holofotes, por causa de seus esforços em defesa do estado. Já outros parlamentares, pouco, pouquíssimo. Segundo o administrador e consultor Adrimauro Gemaque, na frente do Amapá, somente Roraima, no Brasil, tem população mais jovem, mas que mesmo assim aposentadorias de idosos, aqui, cresceu 19,3%, de 2024 para 2025, acima da média nacional, que foi 13,8%. Amigo do peito e irmão camarada, desde os meus tempos de Rádio Educadora, Horácio Marinho faz aniversário nesta sexta, 17 - 83 anos vividos e bem vividos. É fotógrafo e um dos poucos torcedores do América FC, em Macapá - mas nunca nega. Parabéns, amigo! Natalício A partir de segunda, 20, será vedada atuação de parentes de candidatos na Justiça Eleitoral. Impedimento alcançará juízes eleitorais, integrantes dos tribunais eleitorais, auxiliares e chefes de cartório que sejam cônjuge, companheiro, ou parentes consanguíneos ou por afinidade de candidatos ou candidatas. Impedimentos Tjap já definiu data para escolha dos próximos dois novos desembargadores da corte, para o lugar dos aposentados Gilberto Pinheiro e Mário Euzébio Mazurek – 29 de julho. Dia Exemplo de que voto decide futuro de um lugar vem de Inhaúma (MG), onde em 2024 disputa pela prefeitura terminou empatada com cada um dos 2 candidatos somando 2.434 sufrágios – como manda lei, vaga ficou com candidato maior idade. Importante Extremos Senado fecha 1º semestre de bem com profissionais da educação – aprovou Plano Nacional do setor e atualizou piso salarial do magistério para R$ 5.130,63 - reajuste de 5,4% em relação ao valor anterior. Legal Deputado Acácio, presidente do MDB- AP, que vai ao Senado, mas não conseguiu compor chapa majoritária com governador Clécio, na convocação para convenção da sigla, em 1 de agosto, informa que no ato MDB vai deliberar candidaturas, entre outras, para governador e vice. Terceira via? Médico Manoel Brasil, que já foi estadual 5 vezes, terá nome homologado, segunda, 20, para deputado federal, na convenção do PSD, a partir das 18h no Ginásio Poliesportivo do Santa Inês, na Orla. Subida H á uma notícia boa e uma notícia incô- moda. A boa é que o Brasil reduziu o sub-registro de nascimentos e óbitos e alcançou os menores índices da série histórica recente. Em 2024, apenas 0,83% dos nascimentos deixaram de ser registrados no prazo legal. Nos óbitos, o índice caiu para 3,4%. Avançamos. A incômoda é perceber que ainda estamos discutindo algo que deveria estar resolvido na porta de saída da maternidade. Porque registro civil não é burocracia. É existência. Uma criança sem certidão tem nome dentro de casa e ausência fora dela. Não entra plena- mente na rede de direitos, não aparece nas es- tatísticas e começa a vida carregando um atraso que jamais deveria existir. E o mais absurdo é que o país já criou o ca- minho. Em 2022, 98,93% dos nascimentos aconte- ceram em hospitais ou unidades de saúde. A lógica seria simples. Nasceu, registra. Sai com documento. Mas ainda há pais que deixam para depois. Depois do chá revelação. Depois das fotos. Depois das visitas. Depois do retorno ao tra- balho. Só que cidadania não começa depois. O próprio levantamento mostra como a negligência não atinge todos da mesma forma. Entre mães com menos de 15 anos, o sub-re- gistro chegou a 6,1% em 2024, muito acima da média nacional. Em alguns lugares do país, o problema deixa de ser exceção e vira escândalo. Houve município com mais de 70% dos nascimentos sem registro no prazo legal. Sete em cada dez crianças. Não é falha administrativa. É apaga- mento social. E existe uma crueldade adicional. Entre os óbitos de crianças com menos de um ano, 10,8% não foram registrados em 2024. A criança nasceu sem entrar direito no mapa e morreu sem sair dele. Celebrar a queda dos índices é correto. Aceitar que ainda exista criança deixando hospital sem certidão não é. Num país que consegue emitir passagem aérea em segundos, entregar comida em mi- nutos e aprovar crédito instantâneo, o mínimo seria garantir que todo brasileiro saísse da maternidade com aquilo que o torna oficial- mente alguém. ■ Nasceu, Chorou, Sumiu E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIOJOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo

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