Diário do Amapá - 22/07/2026
CIDADES QUARTA-FEIRA | 22 DE JULHO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa O Ministério Público do Amapá (MP-AP), por intermédio da Promotoria de Justiça doMeio Ambiente, apura notícias sobre a des- caracterização da capela da Fortaleza de São José deMacapá (FSJM). Opro- motor de justiçaMarceloMoreira rea- lizou inspeção técnica na última quarta-feira (15), junto com represen- tantes da Universidade Federal do Amapá (Unifap), da Instituto do Patri- mônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). As informações apuradas foram divulgadas em páginas e grupos de redes sociais, espaços nos quais circu- laram diversas publicações com ima- gens da capela sem os objetos como altar, imagens de santos e bancos, e com iluminação e ambientação mo- dernas. O objetivo do MP-AP é que o restauro seja concluído sem danos para o patrimônio histórico do Amapá, preservando-se a identidade da Fortaleza de São José, tombada nos anos 50 pelo Iphan como Patrimônio Nacional e candidata a Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Durante a inspeção, a secretária de estado da Cultura, Clícia Di Micelli, a diretora da FSJM, Analene Nogueira, e amuseóloga Flávia Souza, passaram informações a respeito da obra. De acordo comelas, as etapas do restauro são cumpridas conforme o projeto e com o acompanhamento integral do Iphan. Conforme a secretária, os ob- jetos emobiliário foram retirados para proteção até que a restauração seja concluída. “A capela não sofreu alteração em sua estrutura. O mobiliário está em segurança em um anexo dentro da própria capela. A iluminação diferente da original foi colocada provisoria- mente porque decidimos não fechar a Fortaleza para visitação durante o res- tauro. Os visitantes podem conhecer a estrutura f ísica e ainda ver o altar original”, explicou a secretária Clícia. Chales Sena, superintende substi- tuto do Iphan, afirmou que o instituto acompanha todo o processo de res- tauro, para cumprimento do projeto e com atenção à preservação do bem tombado. Para a arquiteta e professora da Unifap, Eloane Cantuária, a impor- tância da capela é muito significativa para a população, do ponto de vista histórico e religioso. Há o sentimento de falta do altar no lugar de origem. “Vamos continuar acompanhando o restauro junto com grupos de pes- quisa e preservação da memória, para garantir lisura e transparência, além da manutenção do patrimônio histó- rico-cultural do Amapá. Nessa inspe- ção, confirmamos que os elementos sacros e históricos permanecem na capela e esperamos que os prazos sejam cumpridos para reabertura da Fortaleza com a capela restaurada e sem modificações arquitetônicas que comprometam a memória reli- giosa desse relevante patrimônio na- cional, estadual e, certamente, da humanidade”, concluiu o promotor Marcelo Moreira. ■ ATÉ SÁBADO, 25 A Secretaria de Estado da Educação do Amapá (Seed) realizou, entre os dias 13 e 18 de julho, uma ação iti- nerante pelos territórios indígenas do município de Oiapoque para instalar equipamentos de internet via saté- lite Starlink nas 22 escolas indígenas estaduais da região. A iniciativa amplia o acesso à conectividade e propor- ciona melhores condições para o desenvolvimento de ati- vidades pedagógicas, administrativas e de formação dos profissionais da educação que atuam nas comunidades in- dígenas. Segundo o gerente do Núcleo de Educação Indígena da Seed, Maxwara dos Santos Cardoso, do povo Karipuna, a conectividade ajudará a reduzir dificuldades enfrentadas pelas unidades localizadas longe da sede da Secretaria. “Essa conectividade é de fundamental importância para o desenvolvimento da educação escolar indígena, especial- mente porque muitas escolas estão distantes da sede da Seed. A internet vai apoiar o trabalho dos gestores, o preen- chimento do Censo Escolar, o uso do Proesc e tambémcon- tribuir para a aprendizagem dos estudantes, que poderão realizar pesquisas e utilizar ferramentas educacionais, como os Chromebooks entregues recentemente pelo Go- verno do Amapá”, destacou. ■ AÇÃO O Governo do Amapá iniciou, na manhã de domingo, 19, uma grande ação de saúde bucal no arquipélago do Baili- que. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenação Estadual de Saúde Bucal, em parceria com o Instituto Barco Sorriso e a empresa Neodent, leva atendimento odontológico especializado às comunidades ri- beirinhas. Os serviços seguem até sábado, 25, ampliando o acesso da população à assistência em saúde bucal. “Levar atendimento especializado às comunidades mais dis- tantes é um compromisso do Governo do Estado. Durante esta se- mana, o Bailique recebe uma série de serviços que contribuempara melhorar a saúde bucal da população”, destaca Amanda Cabral, ge- rente do Núcleo de Coordenação Estadual de Saúde Bucal. A ação reúne especialistas do Governo do Amapá e parceiros que deixaramos consultórios para atender moradores de comuni- dades de dif ícil acesso. A iniciativa garante assistência odontoló- gica a quem enfrenta longos deslocamentos para buscar tratamento na capital. Mesmo com a forte chuva registrada na manhã de domingo, moradores compareceram ao local de atendi- mento em busca dos serviços ofertados. ■ Secretaria de Educação conclui instalação de internet em 22 escolas indígenas de Oiapoque MP-AP INSPECIONA OBRA DE RESTAURAÇÃO DA CAPELA DA FORTALEZA DE SÃO JOSÉ VISITA TÉCNICA A advogada Juciely Sanches chamou atenção para a vio- lência institucional contra mulheres durante fala nesta terça-feira, 21, ao programa LuizMeloEntrevista (Diá- rio FM). Durante a conversa, ela relatou o caso de uma cliente que procurou ajuda na Delegacia da Mulher após denunciar uma situação de violência, mas acabou presa no local. Segundo a advogada, a mulher foi encaminhada à unidade policial após pedir socorro e chamar a polícia. No entanto, por uma estratégia da defesa do marido, a vítima acabou presa. Juciely classificou o episódio como um exemplo emblemático da violência institucional que pode atingir mulheres até mesmo em espaços criados para oferecer proteção. “Eu tive um caso em que a mulher pediu socorro na Delegacia da Mulher, chamou os policiais e foi dire- cionada para lá. Por uma manobra da defesa do marido, ela saiu presa de lá. A vítima que denunciou saiu presa”, relatou. O caso ocorreu no ano passado, durante a semana do Dia das Mães. Para ela, a situação evidencia a necessi- dade de atenção permanente para garantir que mulheres vítimas de violência recebam acolhimento e proteção adequados dentro das instituições. A advogada afirmou que a violência contra a mulher não ocorre apenas no ambiente doméstico. Ela também pode assumir formas institucionais, patrimoniais, f ísicas e morais. Destacou, ainda, que em disputas por espaço e reconhecimento, muitas mulheres acabam alvo de ataques à reputação. ■ ENTREVISTA Advogada denuncia violência contra mulher que acabou presa ao buscar ajuda oficial DOUGLAS LIMA EDITOR Moradores do arquipélago do Bailique recebem atendimentos em saúde bucal
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