Diário do Amapá - 22/07/2026

CIDADES QUARTA-FEIRA | 22 DE JULHO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ O objetivo do MP-AP é que o restauro seja concluído sem danos para o patrimônio histórico do Amapá, preservando-se a identi- dade da Fortaleza de São José, tombada nos anos 50 pelo Iphan. ■ ● MP-AP inspeciona obra de restauração da capela da Fortaleza de São José A Prefeitura de Macapá realizou, na segun- da-feira, 20, uma reu- nião na sede do Executivo Municipal para debater pro- postas de valorização da memória afro-indígena no projeto de revitalização da Praça Barão do Rio Branco. Durante o encontro, foram discutidas a importância do sítio arqueológico do Amapá e da presença negra na for- mação histórica do muni- cípio, aspectos que, segundo o grupo de trabalho, não haviam sido contemplados no projeto de revitalização iniciado na gestão ante- rior. A proposta apresentada prevê a musealização da praça, coma implantação de elementos que demarquem a presença ancestral da população afro-indígena no centro deMacapá. Entre as sugestões estão a instalação de uma janela arqueológica, ações de paisagismo, refe- rências simbólicas, como o cachimbo, além de frases do ladrão de marabaixo e de poetas negros do Amapá, conduzindo os visitantes pela história. O projeto busca integrar memória, arte, educação e turismo, transformando o espaço em um ambiente de reconhecimento histórico e de valorização da cultura , 9 Iniciativa propõe musealização, janela arqueológica e elementos de reconhecimento histórico no espaço público em reforma ■ Representante do grupo de trabalho, padre Paulo ressaltou que a iniciativa representa um passo importante para reconhecer a ancestralidade e preservar a memória das comunidades que viveram no centro da capital. Pedro DaLua Prefeito Interino de Macapá “Concordo plenamente com o projeto e fiquei muito feliz com isso. As pessoas que vierem visitar terão o que contar quando saírem daqui e os amapaenses poderão conhecer a própria história” REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA BARÃO negra e indígena. A Praça Barão do Rio Branco está em reforma e, durante as escavações realizadas no local, foram encontrados novos objetos arqueológicos, reforçando a relevância histórica da área. Ao avaliar a proposta, o prefeito Pedro DaLua des- tacou a importância de garantir que moradores e visi- tantes tenham acesso à história domunicípio por meio do espaço público revitalizado. A praça carrega parte significativa da memória de Macapá. Antes de se consolidar como espaço público, a área integrava a antiga Vila de Santa Engrácia, território associado à presença de populações negras e indígenas que contribuíram para a formação histórica, social e cultural da cidade. “É uma praça que vai garantir a memória, a an- cestralidade e a vida de pessoas negras e indígenas que moraram no centro de Macapá. Elas serão valo- rizadas. Macapá e o povo negro merecem”, declarou padre Paulo. Durante o encontro, também foram discutidos os caminhos para implantação do projeto, considerando a necessidade de alinhar as propostas apresentadas ao andamento das obras de revitalização da praça. Ao final da reunião, o prefeito acatou a proposta, e a implementação deverá ser conduzida pela Secretaria Municipal de Obras (SEMOB), em conjunto com o Grupo de Trabalho de Reparação Histórica e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). ■ PREFEITURA DEBATE PROJETO DE VALORIZAÇÃO DA MEMÓRIA AFRO-INDÍGENA NA PRAÇA BARÃO DO RIO BRANCO

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