Diário do Amapá - 23/07/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 23 DE JULHO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA I magine um quebra-cabeça com peças que se multiplicam a cada hora. Não há imagem na caixa para guiar a montagem, e o criador segue encaixando novas peças antes mesmo que as anteriores sejam entendidas. É assim que vivemos no Brasil: perdidos em um mar legislativo que cresce sem parar, feito criatura mitológica insaciável. Desde o parto da nossa Constituição Cidadã em 1988, foram geradas impressionantes 7,8 milhões de normas para reger a vida do brasileiro. Cada dia útil nos entrega, como presente de grego, 860 novas normas, um número que faz qualquer burocrata ruborizar e qualquer cidadão comum se perder. Desses números, a tributação é a estrela: 517.388 normas tributárias, ou 2,36 por hora útil, um verdadeiro bombardeio le- gislativo que dificulta até mesmo a sobrevivência. E não para por aí. Criamos siglas que parecem mais enigmas de guerra – IBS, CBS, CPMF, CSLL – e majoramos quase todos os tributos que já existiam. Nosso sistema tributário, um dos mais complexos do mundo, ganhou 19 emendas constitucionais tri- butárias nesses 36 anos, um reflexo de um país que parece incapaz de decidir a qual direção deseja ir. Agora, reflitamos: cada norma tem, em média, 3 mil palavras. Multiplicando isso pelas mais de 7 milhões de normas criadas, temos um texto com mais palavras do que qualquer ser humano conseguiria ler em uma vida inteira. Isso é governar ou é jogar palavras ao vento? No âmbito federal, 195.785 normas foram edi- tadas, uma média de quase 15 por dia. Os Estados não ficam atrás, com 2,29 milhões de normas, enquanto os municípios lideram o ranking da in- sensatez, despejando 5,34 milhões de normas. Sim, são mais de 406 normas municipais por dia, porque, aparentemente, governar localmente é um esporte de alta produção normativa. Enquanto isso, o cidadão – aquele que paga os tributos e vive a vida real – precisa lidar com a montanha de papel, ou bits, tentando entender o que mudou de ontem para hoje. Normas con- flitantes, interpretações divergentes, burocracia paralisante. Quem ganha com isso? Certamente não é o contribuinte. O que temos não é um sistema jurídico: é um labirinto kafkiano, uma dança frenética de canetas que assinam, corrigem, revogam, recriam. Governar, meus amigos, não é despejar normas sobre o povo. Governar é simplificar, é ouvir, é planejar. E a pergunta que fica: será que o Brasil está pronto para parar de legislar em excesso e começar a governar com sensatez? Que venha o próximo capítulo dessa novela jurídica, onde, como sempre, somos os personagens secundários em meio a um roteiro confuso e interminável. Afinal, viver no Brasil é tentar decifrar um código que nunca para de ser escrito. Os dados fazem parte de um estudo do Instituto Brasileiro de Plane- jamento Tributário (IBPT). Ah! Algo deve ter sido alterado enquanto você leu este artigo. Vamos buscar um contador para nos orientar o quê e onde! ■ Que venha o próximo capítulo dessa novela jurídica, onde, como sempre, somos os personagens secundários em meio a um roteiro confuso e interminável. Afinal, viver no Brasil é tentar decifrar um código que nunca para de ser escrito. Brasil cria uma norma tributária a cada 2 horas GREGÓRIOJOSÉ E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia R emodelar a cultura da sua empresa e integrá-la de acordo com conceitos ESG para impactar público interno, externo e comu- nidade, mapear impactos gerados e oportunidades de negócio, atentar-se a melhorar processos de inclusão, equidade, igualdade, vai além de como sua empresa é vista no mercado financeiro. Entender os conceitos ESG e como eles se adequam para cada setor do negócio, e dar "match" entre sua empresa e diretrizes de go- vernança, é a tendência para o futuro. Mas o que significa ESG? O termo ESG vem do inglês - Environ- mental, Social & Governance - que, traduzido, significa Ambiental, Social e Governança. No Brasil poderíamos chamá-la de ASG e facilitar o seu entendimento, porém é uma sigla de reconhecimento mundial. É uma métrica criada para avaliar o desempenho das empresas nos quesitos sus- tentáveis – ecológica, social e economicamente falando. É importante implementar ações ESG na cultura da sua empresa. E a finalidade é clara: precisamos gerar o conhecimento de todos nessa mudança, descrever os principais pontos sobre o assunto e questões a serem tratadas, fazer um diagnóstico de onde estão e para onde irão, criar compliance, criar comitês responsáveis por discutirem, darem treinamento e acompa- nharem as implementações dessas mudanças. Nesse contexto é fundamental minimizar os impactos causados pelas suas atividades no ambiente, permitir debates e ações que tenham foco no meio ambiente e no âmbito social criar estratégias com responsabilidade e propósito. Os consumidores vem colocando mais pres- são por posicionamento mais éticos das em- presas, investidores exigem resultados finan- ceiros positivos e resilientes. Por esse motivo, o ESG deixou de ser apenas assunto econômico para entrar na ordem dos negócios. As empresas, os escritórios - pequenos, mé- dios e grandes -, já não podem mais ignorar que incorporar práticas sustentáveis e sociais no seu cotidiano faz parte do cenário mundial para contribuição com a sociedade civil e com o planeta. Diante de temas de mudanças climáticas que englobam aumento da produção de lixo, uma piora da qualidade do ar, aumento do buraco da camada de ozônio e outros temas, como: diversidade, equidade e igualdade. Não dá mais para sermos neutros ou fingirmos que isso não está acontecendo. Importante, então, implementar ações multidisciplinares que en- volvam todo o seu time, acompanhadas de liderança comprometida em fazer com que essa metamorfose seja real. Essas ações são chaves da estratégia para que questões relacionadas sobre ESG sejam efetiva- mente realizadas por todos. Não é só sobre lucro. É muito mais, lucro é um valor explícito, ESG trata de valores implícitos que também pode englobar o lucro. E vai além, pois adiciona responsabilidade socioambiental e continuidade. ■ Importante, então, implementar ações multidisciplinares que envolvam todo o seu time, acompanhadas de liderança comprometida em fazer com que essa metamorfose seja real. Essas ações são chaves da estratégia para que questões relacionadas sobre ESG sejam efetivamente realizadas por todos. ESG e o novo modelo cultural das empresas HELGAMONTEIRO E-mail: caio@libris.com.br Gestora de Comunicação Institucional do escritório Calazans

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