Diário do Amapá - 23/07/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 23 DE JULHO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS SÍMBOLO - Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, a capoeira, agora, tem data especial, conforme nova Lei 15.469, de 2026, que estabelece 15 de julho como Dia Nacional da Capoeira. ■ POLÍTICA - Ciro Nogueira avisa Flávio Bolsonaro que PP ficará neutro na eleição presidencial e frustra PL. Senador buscava apoio da sigla e chegou a oferecer posição de vice na chapa; União Brasil também deve adotar neutralidade. ■ Presença Partido Agir, ao qual empresário Jaime Nunes se filiou e é presidente, saindo do PSD, assim viabilizando candidatura à suplência de Alliny Serrão, para o Senado, não é tão novo assim, como se pensa. Legenda foi criada em 1985 e definitivamente registrada em 1990. Elegível Por 4 votos a 2, TRE rejeita inelegibilidade do ex-prefeito Furlan - foi apenas multado pelo uso de servidores municipais na campanha pela reeleição. E, assim, ele segue na disputa ao governo em outubro. Mas ainda cabem recursos às instâncias superiores. Ex-governador, Capiberibe, que tem por hábito ‘enrolar o bigode’, já não deixa nenhuma dúvida… Sobre desejo de levar nome às urnas, em outubro, por cadeira no Senado Federal. Só aguarda convenção do PSB, já marcada para o dia 2 de agosto, no Laguinho. Com convenção já realizada, PSD, nessa terça, 21, foi primeiro partido político no Amapá a entrar na Justiça Eleitoral com registro de candidaturas, encabeçadas por Antônio Furlan, para o GEA. Largada Teles Jr. publica foto de convenção do PDT em 2018, quando candidato a deputado Federal, e diz que na sexta, agora, estará outra vez naquele palco - Ginásio poliesportivo, no Santa Inês. Mas, desta feita, para a Convenção do União Brasil, onde receberá a indicação para compor chapa de vice-governador ao lado do governador Clécio Luís. E, otimista, prevê: “festa vai ser ainda maior!” - numa comparação com a do PDT, em 2018. Otimismo Segundo dados oficiais, do universo de eleitores do Amapá, eles estão em maior número, pela ordem, nos municípios de Macapá, Santana, Laranjal do Jari, Oiapoque e Mazagão. Só o munícipio da capital do estado tem 321.591 pessoas que votam. Votantes Norma básica na disputa eleitoral no Brasil é a de que só pode haver coligação entre partidos e federações para os cargos de Presidente da República, Governador e Senador. Para deputados federal e estadual, não. Articulações No páreo Segundo dados da Justiça Eleitoral, Brasil tem 319.489 eleitoras e eleitores com deficiência visual aptos a votar, equivalente a 0,20% do eleitorado nacional que, por sua vez, é formado por cerca de 158,7 milhões de pessoas. Percentuais Entre unidades brasileiras, TO tem maior percentual de votantes com deficiência visual (0,33%), seguido por RN e PI (0,30% cada). GO, SC e SP registram menor percentual (0,16%). Em números absolutos, SP concentra maior contingente de eleitores com deficiência visual, com 53.192 pessoas. Números TRE-AP realizando nesta quarta, 22, julgamento do recurso do MPE contra decisão da 14ª Junta Eleitoral, que deu ganho de causa ao ex-prefeito Furlan em Ação de Investigação Judicial Eleitoral, na qual ele é acusado de abuso de poder econômico nas eleições municipais de 24. Martelo Nas eleições majoritárias, partidos políticos, federações e candidaturas que fizerem propaganda eleitoral impressa deverão produzi-la também em sistema Braille, observado percentual de eleitores com deficiência visual na localidade onde a propaganda será veiculada. Regra O ódio dessas eleições no Brasil assustou e chegou até à Igreja Católica. Houve can- didato e fieis que defenderam golpe de es- tado, pena de morte e tortura. E muito cristão ca- tólico acredita que Igreja defende estes pontos. Creio que seja um problema dif ícil para os bispos resolverem e não permitir divisões internas no futuro. Na verdade, os bispos nem precisariam se ma- nifestar, bastasse que todos os católicos estudassem a Bíblia e o Catecismo da Igreja. Muita gente con- funde o que a Igreja fez e faz com Dogma de Fé. Por exemplo, o Dogma da Imaculada Conceição é uma coisa, cruzada, inquisição e tortura, outras. A tortura entrou em uso oficial pela Igreja em 1252, quando o Papa Inocêncio IV editou a bula "Ad Extirpanda", durante a inquisição, provocando os momentos mais tenebrosos da história da Igreja. Porém, ao abrir o Catecismo da Igreja Católica, a primeira citação de tortura é no parágrafo 645: Jesus Ressuscitado estabeleceu com os seus discí- pulos relações diretas, através do contato f ísico e da participação na refeição. Desse modo, convi- da-os a reconhecer que não é um espírito, e so- bretudo a verificar que o corpo ressuscitado, com o qual se lhes apresenta, é o mesmo que foi tortu- rado e crucificado, pois traz ainda os vestígios da paixão. Depois, no §2148: a blasfêmia é contra o segundo mandamento. Consiste em proferir contra Deus palavras de ódio, de censura, de desafio; faltar- Lhe ao respeito nas conversas; abusar do nome d'Ele. A proibição da blasfêmia estende-se às pa- lavras contra a Igreja de Cristo, contra os santos, contra as coisas sagradas. E ainda recorrer ao nome de Deus para justificar práticas criminosas, reduzir povos à escravidão, torturar ou condenar à morte. A blasfêmia é pecado grave. O Catecismo afirma que (§2297) não são mo- ralmente legítimos: os raptos e o sequestro de reféns que espalham o terror e intoleráveis pressões sobre as vítimas. E ainda o terrorismo que ameaça, fere e mata sem descriminação. A tortura, que usa a violência f ísica ou moral para arrancar con- fissões, para castigar culpados, atemorizar oposi- tores ou satisfazer ódios, é contrária ao respeito pela pessoa e pela dignidade humana. E são con- trárias à lei moral as amputações, mutilações ou esterilizações de pessoas inocentes a não ser por indicações médicas de ordem estritamente tera- pêutica. Não há dúvidas que a Igreja seja contra a tortura e que um católico deve sempre ser contra. Nos tempos passados, certas práticas de crueldade foram comumente adotadas por governos legítimos para manter a lei e a ordem, muitas vezes sem protesto dos pastores da Igreja, tendo eles mesmos adotado, nos seus próprios tribunais, a tortura. A par destes fatos lastimáveis, a Igreja ensinou sempre o dever da clemência e da misericórdia; e proibiu aos clérigos o derramamento de sangue. Recentemente, tornou-se evidente que estas práticas cruéis não eram necessárias à ordem pública nem conformes aos direitos legítimos da pessoa humana. Pelo contrário, tais práticas conduzem às piores degradações. Deve trabalhar-se pela sua abolição e orar pelas vítimas e seus carrascos (CIC §2298). ■ A tortura e a Igreja E-mail: mariosaturno@uol.com.br MARIOEUGENIO Tecnologista Sêniordo INPE
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