Diário do Amapá - 01/08/2026

Brasil na limpeza O mercado brasileiro de produtos de limpeza doméstica movimenta R$ 39 bilhões por ano. O 4º maior do mundo, segundo a ABIPLA. Entretanto, o brasileiro gasta, emmédia, apenas R$ 42,20 por mês (US$ 7,55) com esses produtos, o equivalente a 4% da média mundial. Mauro Silveira, diretor da Klivex, afirma que há espaço para o crescimento deste setor com soluções mais eficientes e tecnológicas. Sua Saúde Dados da Funcional, empresa para programas de acesso e adesão em saúde, mostra que medicamentos modernos para diabetes, como Ozempic, Rybelsus, Jardiance e Forxiga, já representam 62,7% do valor movimentado na categoria nos programas corporativos de saúde. O estudo identificou que 22,4% das pessoas em tratamento também utilizam simultaneamente terapias para hipertensão arterial e dislipidemia (colesterol alto). Da arquibancada Com o fim da Copa do Mundo, levantamento do Melhor Envio, logtech da LWSA, aponta que os jogos da Seleção Brasileira derrubaram em até 40% o volume de pedidos no e-commerce, sem que esse consumo fosse recuperado nos dias seguintes. Os dados mostram ainda que o torneio não expandiu o mercado, mas redistribuiu a demanda entre categorias, com Moda registrando alta de 6,2% durante a competição. Sob hélices Passaram-se os dias de ida a jatinho para o Ribeirão Claro (PR) para o ministro do STF Dias Toffoli. Se quiser visitar o Resort Tayayá, do qual já foi sócio e onde bem frequenta, ele pode agora aterrissar de helicóptero. A Aeronáutica publicou ontem a Portaria que autorizou o heliponto do hotel. É o Plano Básico de Zona de Proteção de Heliponto (PBZPH). O processo é o nº 67613.900857/2025-51. Gestão pública O Centro de Liderança Pública e a Fundação Armando Alvares Penteado abrem, no dia 3 de agosto, inscrições para a 10ª turma do Master em Liderança, Política e Gestão Pública, uma das mais relevantes pós-graduações do País voltadas ao desenvolvimento de servidores, gestores e lideranças comprometidas com a melhoria do serviço público brasileiro. As inscrições serão até dia 25 de setembro. Aproximação “vermelha” Açaí & vinho O Instituto Nacional de Parcerias Públicas (INPP) é uma entidade privada, pelo visto no D.O. da União, muito admirada pelos ministérios da Cultura e Turismo. A ponto de abocanhar dinheiro público sem licitação – sim, como 200 milhões de brasileiros, você nem sabe que ele existia. Tem recebido milhões de reais dos ministérios. Em Brasília, via Turismo, levou R$ 562.850 com “dispensa de chamamento público” para a 1ª edição do Wine Festival. Outro projeto é para o Rio de Janeiro. O MinC resolveu pagar, sem licitação ou chamamento público, R$ 6 milhões ao projeto “Cultura sobre rodas”, de “ações de formação técnica e capacitação em produção audiovisual e cinema” em 14 cidades do Estado. O INPP, que não tem site ou contato de telefone público, é tocado por Hugo Dleon Nunes Batista, que era dono da ME Alquimia Açaí e Vitaminas. Um astro, pelo visto. Não conseguimos contato por ora. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou a campanha Todos contra o VSR – Proteção desde o Início. Oobjetivo é ampliar o conhecimento de gestantes e da população sobre a importância da imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), bem como fortalecer o co- nhecimento dos profissionais da saúde a respeito do tema. Segundo a entidade, o VSR é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias emmenores de dois anos. De acordo com o Ministério da Saúde, foram confirmados este ano 21.398 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus, dos quais 246 re- sultaram em mortes. A faixa etária de menores de dois anos é a mais afetada: 17.081 casos e 109 mortes. De acordo com a coordenadora da campanha e diretora da SBIm, Isabella Ballalai, a imunização contra o VSR é essencial para resguardar os bebês nos primeiros meses de vida, quando o risco é maior. Nesse sentido, há dois recursos à disposição. O primeiro é a vacinação da gestante, que transferirá os anticorpos pro- duzidos para o feto e o protegerá já na primeira semana de vida. “A partir do nascimento, crianças menores de dois anos podemse beneficiar dos anticorposmonoclonais, emespecial prematuros e outros grupos de risco”, a médica. Vídeos Umdos destaques da iniciativa são os vídeos testemunhais, gravados por médicos, como o doutor Dráuzio Varella, e mães que vivenciaram a angústia do VSR em seus filhos. "Os relatos tornam mais concreta a gravidade da doença e aproximam o tema da realidade do público. Não é apenas uma sigla. São experiências de complicações ou perdas, que despertamempatia, reforçama percepção de risco e contribuem para conscientizar sobre a necessidade de prevenção.” A ação também inclui videoaulas para profissionais da saúde, umhotsite, presença ativa nas redes sociais, com a pu- blicação de conteúdos educativos no Instagram, Youtube, TikTok e Facebook, e comunicação direta com o público- alvo via e-mail e WhatsApp. ■ PROTEÇÃO Campanha alerta sobre imunização contra vírus que causa bronquiolite F altando pouco mais de dois meses para as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que as urnas eletrônicas, utilizadas há 30 anos no país, são submetidas a cerca de 40 etapas de fiscalização e auditoria que envolvem órgãos públicos, partidos políticos, universidades e representantes da sociedade civil. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação da Corte, Júlio Valente, o sistema brasileiro está entre os mais auditáveis do mundo e não registra casos comprovados de fraude. "Acima de qualquer argumento téc- nico, nenhum se sobrepõe ao fato de que não temos, desde 1996, nenhum caso comprovado de fraude nas urnas eletrônicas." Uma das principais etapas de fisca- lização é o Teste Público de Segurança (TPS), realizado sempre em anos sem eleições. O procedimento permite que qualquer brasileiro commais de 18 anos apresente propostas de ataques aos sis- temas eleitorais para tentar identificar vulnerabilidades. Segundo Valente, não é necessário ser especialista em tecnologia para par- ticipar. Embora profissionais da área e pesquisadores sejam maioria entre os participantes, qualquer cidadão pode submeter planos de teste. "O teste público democratiza a pos- sibilidade de validar a segurança do pro- cesso eleitoral", afirmou. Caso alguma fragilidade seja identi- ficada, a equipe técnica do TSE imple- menta as correções. Depois disso, os próprios investigadores são convidados a retornar ao tribunal para verificar se os problemas apontados foram solucio- nados antes do ano eleitoral. Desde sua criação, o TPS já foi rea- lizado oito vezes e recebeu contribuições que resultaram emmelhorias nos siste- mas utilizados pela Justiça Eleitoral. Para o secretário, o processo faz com que a segurança das eleições deixe de ser uma responsabilidade exclusiva do tribunal e passe a contar também com a colaboração da sociedade. Universidades e órgãos públicos Ao longo dos anos, os testes conta- ram com a participação de pesquisadores de universidades, especialistas em tec- nologia e representantes de instituições públicas. Entre os participantes das últimas edições, Valente citou equipes da Uni- versidade Federal de Mato Grosso do Sul, de universidades do Rio Grande do Sul e da Polícia Federal. Código-fonte Outra etapa do processo de fiscali- zação é a abertura do código-fonte dos sistemas eleitorais às entidades habili- tadas. Segundo o secretário, todos os programas utilizados nas eleições ficam disponíveis para análise um ano antes do pleito. O código-fonte corresponde às ins- truções que determinam o funciona- mento dos programas de computador. De acordo com Valente, todas as linhas de programação podem ser examinadas pelas instituições fiscalizadoras. ■ ELEIÇÕES SAIBA COMO A URNA ELETRÔNICA GARANTE A SOBERANIA DO VOTO V Foto/ Antonio Cruz/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 01 DE AGOSTO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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