Diário do Amapá - 02 e 03/08/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 02 E 03 AGOSTO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS VIOLÊNCIA - Ao lasm IAPorta spray de pimenta já está liberado em todo o país como arma de defesa pessoal da mulherada de 18 anos pra cima e uso exclusivamente individual. ■ REPRESSÃO - Capitã Cristina Balieiro, coordenadora da Operação Mulher Segura, propalou na Diário FM, neste sábado, 1, que em 2 meses da ação forças de segurança prenderam 211 agressores de mulheres e meninas no Amapá, mais precisamente em 5 municípios. ■ DE NOVO - PSTU, pra não variar, mais uma vez apresenta candidato ao governo do estado, levantando bandeira da classe trabalhadora… Povo pobre, juventude, mulheres, população negra, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e setores oprimidos, prega. ■ Balança Para Jayme Ferreira, presidente do Tjap, homens e mulheres na corte equilibra as decisões, vez que aqueles têm perfil de julgadores diferente das femininas, ao comentar ascensão das juízas Alaíde e Stella ao desembargo. Sem muro “Depois de muitos anos de diálogo e trabalho conjunto, estamos vendo cair uma barreira que limitava a integração entre povos que convivem diariamente”… De Davi Alcolumbre, vibrando com fim do visto para Guiana Francesa. Advogado e radialista Helder Carneiro tem nome oficializado neste sábado, 1, na convenção do MDB, como candidato a uma das oito vagas do Amapá na Câmara Federal. Terceira Feira Internacional de Oiapoque, em andamento, vai até este domingo, 2, no Estádio Natizão, em Oiapoque, com expositores de turismo, indústria, serviços e gastronomia, bem como palestras, oficinas e atrações culturais. Negócios Feira Internacional de Oiapoque conta com delegações do Suriname e da Guiana Francesa, prova do papel estratégico do município como porta de entrada para integração econômica do Brasil com vizinhos franceses, Platô das Guianas e Caribe. Importância Empresas amapaenses terão mais uma oportunidade de se preparar para cadeia de petróleo e gás, dia 11 próximo, no Teatro do Sesi, no Fórum de Fornecedores da Cadeia de Óleo e Gás – Conectando Oportunidades. No radar Líder do MDB na Câmara, deputado federal Isnaldo Bulhões, de Alagoas, veio a Macapá, neste sábado, 1 de agosto, para prestigiar oficialização da candidatura do colega de parlamento, Acácio Favacho, ao Senado, em convenção na orla. Apoio Macapá terá no bairro Fazendinha, em breve, praça neurosensorial para nela incluir pessoas com TEA e familiares. Projeto tem valor orçado em R$ 2.835.750. Modernidade Após vetar projeto que cria a Universidade Federal da Fronteira Norte (Unifron), PR Lula ligou para Randolfe, autor do projeto… Disse já ter autorizado o MEC a iniciar imediatamente estudos para elaboração e encaminhamento de um novo projeto de lei, porque da forma como estava, seriam necessárias duas etapas… Uma para criação; outra para a estrutura, garantindo o seu funcionamento - o que para Randolfe significa mais agilidade no processo de criação da instituição. Rumo certo Espaço Além de Acácio Favacho para o Senado, convenção do MDB neste sábado, 1, confirma nomes para disputar vagas na Câmara Federal e Alap, entre eles, Cleuma Duarte, que tentará assento no Poder Legislativo estadual. Nominatas Ao lado de Flávio, governador Tarcísio (SP) diz que ‘ama Bolsonaro’… Em evento que oficializou sua candidatura à reeleição em SP, quando listou feitos de sua gestão. Política ou tratar de um assunto delicado e até repetitivo, pois muitas vezes o tenho abordado, com a auto- ridade de quem negociou o fim das relações afas- tadas, e muitas vezes conflituosas, entre Brasil e Argen- tina. É que agora estamos assistindo, depois de um pro- gressivo afastamento entre nossos dois países, a uma série de despautérios do Presidente da Argentina contra o Presidente Lula, do Brasil, e contra o Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fora dos limites da civilidade, como disse o Presidente da Corte, Edson Fachin, com a palavra apropriada e respeitando o vocabulário neutro, domínio da linguagem oficial. Este meu artigo se situa, também, no contexto de uma excelente carta feita pela Deputada Marcela Pagano, da Nação Argentina, ao Presidente Lula da Silva, pedindo leniência para o Brasil, para que tenha esquecimento e quase perdão das desastrosas intervenções do Sr. Milei. Não posso deixar de repetir as palavras da Deputada Pagano, de total propriedade sobre o que representa o Chefe de uma Nação: “Um Estado não é um governo, não é um homem. As nações são entidades históricas: duram mais que os mandatos, mais que as conjunturas e, certamente, mais que os destemperos. O que foi dito não representa a República argentina.” A tese construída que iniciou essa rivalidade entre nossos dois países era — e é — absolutamente falsa: quem dominasse a Bacia do Prata dominaria a América do Sul, ou precisamente, o Cone Sul. Chegou-se mesmo a vislumbrar, naquele tempo das lendas fantasiosos, que nas nascentes estariam o Reino de Prestes João, onde os lagos seriam de águas de ouro. Falava-se de uma criação que nem Deus fizera na face da Terra: rios e lagos dourados. Mas vamos aos tempos atuais. Agora mesmo, na as- sinatura do Tratado do Mercosul com a União Europeia, eu escrevi, e o artigo foi publicado no La Nación, de Buenos Aires, que nada se teria construído sem a Ar- gentina, sem Raúl Alfonsín, o grande estadista das Amé- ricas e Sáenz Peña, grande amigo do Brasil, este autor da tese verdadeira “Tudo nos une, nada nos separa”, que deve presidir e nortear a diplomacia dos nossos dois países. Tudo se pode mudar no mundo, menos a geografia. As nossas fronteiras comuns dizem que não podemos nos separar. Estamos unidos para sempre. Miguel Torga, grande intelectual e poeta português, define no seu poema “Fronteira” aquilo que ela tem de manter o sen- timento de pátria sem dividir o sentimento de união. Ele diz: “De um lado terra, doutro lado terra; / De um lado gente; doutro lado gente; / […] Mas uma força que não tem razão, / Que não tem olhos, que não tem sentido, / Passa e reparte o coração / Do mais pequeno tojo adormecido.” A fronteira está aí para nos unir, convivendo com a mesma terra, as mesmas árvores, os mesmos problemas, as alegrias e tristezas, sem afetar a união dos povos. Alfonsín foi nesses fatos ainda recentes o grande artífice dessa união. Sem ele não existiria o Mercosul, nem a Ata de Iguaçu, nem o tratado de morte à corrida nuclear, na concretização da pesquisa nuclear para a paz, apenas para fins pacíficos, civis, de bem-estar do povo. Quando me reuni com Alfonsín, em Foz de Iguaçu, em 1985, e apertamos os mãos (a deputada Marcela Pagano se refere a esse encontro inaugural), começava um novo tempo, no Brasil, chamado Nova República, para benef ício da Humanidade, pois dali saiu ser a América do Sul o único continente do mundo sem armas nucleares. Ali eu propus ao Alfonsín que ini- ciássemos uma nova era para a América do Sul, com a política de cooperação entre nossos países, e não de confrontação. De integração. Devo recordar também de Julio María Sanguinetti, então Presidente do Uruguai, que acreditou em nosso projeto e foi o primeiro a apoiá-lo. ■ ¡Arriba Argentina! E-mail: j.sarney@uol.com.br Ex Presidente do Brasil JOSÉSARNEY V
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