Diário do Amapá - 06/08/2026

Nosso ouro O mercado do ouro cresceu estupendamente de meses para cá, principalmente com a derrocada da ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela. E os bancos europeus, China e Rússia estão comprando mais o metal. Algo está acontecendo nos garimpos e nas mineradoras. Prova foi o flagrante de 180 kg de ouro num jatinho em Mato Grosso. Braille no vermelho A Abridef, associação do setor de tecnologia assistiva, afirma que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ainda não quitou os serviços de impressão dos livros didáticos em braille de 2026. As ordens de execução foram assinadas e carimbadas, e a praxe de mercado é o pagamento em 30 dias. Já passam de dois meses. A associação cobra a publicação imediata do edital de 2027 para o País não repetir o ciclo. Sua casa O Governo Federal soltou licitação para construir 4.221 casas populares na Bahia e 664 em Pernambuco, através do Ministério dos Povos Indígenas e das Cidades – com pagamento pela Caixa no total de R$ 500 milhões. O projeto depende da demanda pelas unidades e do aval dos ministérios do cadastro do beneficiário. PT em chamas Estado onde Lula da Silva tem forte apoio, o Pará vê o PT, partido do presidente, em pé de guerra. O senador Beto Faro, que já tem o filho deputado federal, lançou a esposa para a Câmara dos Deputados também. Controlador da Executiva estadual, é forte no interior e nas classes B e C, mas aliados reclamam espaço e atenção para além da família. Depois dos Barbalho, em 2027 pode ter a família mais poderosa por lá. Polícia Digital O Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo monitora mais de 1.980 alvos e, desde sua criação do NOAD em junho, funciona 24h e salvou 406 vítimas de 1.108 ataques online. É força- tarefa que atua na prevenção e investigação de crimes cometidos ou planejados no ambiente virtual. Reúne policiais civis, militares e peritos digitais que monitoram redes sociais, jogos online e fóruns. Aproximação “vermelha” No Oriente Foragidos com mandado de prisão, Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme, o Beto Louco, estariam escondidos no Líbano, protegidos por facção local. Eles foram citados em 1ª mão pela Coluna há mais de ano como controladores da Copape – com redes de postos ligados ao PCC. Mas quem está suando frio com medo de ser preso é um presidente de partido no Brasil, por ligação com a dupla – em sociedade com jatinhos que voavam para fazer RP com políticos. A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas que operam as urnas eletrônicas após sua conclusão. Segundo o secretário de Tecnologia da In- formação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, nem o próprio tribunal pode modificar os sistemas após essa etapa. Qualquer alteração só seria possível mediante a realização de uma nova cerimônia pública, com a participação das entidades responsáveis pela fisca- lização de todo o processo eleitoral. O secretário explicou que a cerimônia, realizada entre agosto e setembro, marca o encerramento do desenvolvi- mento dos sistemas utilizados nas eleições, com a partici- pação de instituições fiscalizadoras e do presidente da Corte, que assinam digitalmente os programas. A partir desse momento, eles tornam-se definitivos. “Nesse momento, os sistemas estão encerrados, são fi- nalizados, nada mais pode mudar. Depois dessa assinatura, mesmo que a Justiça Eleitoral deseje, mesmo que o TSE queira, não é mais possível mexer nos sistemas.”, afirmou. Segundo o secretário de TI, essa etapa busca garantir que os programas utilizados nas urnas permaneçam exa- tamente os mesmos até o dia da votação, explicando que não é possível nenhuma modificação, nem interna, nem externa, a não ser que todos sejam chamados novamente para uma nova cerimônia de assinatura digital e lacração. Verificação em diferentes etapas O secretário Júlio Valente afirmou que a proteção dos sistemas é acompanhada por procedimentos de conferência ao longo de toda a preparação das eleições. Na fase de geração das mídias e preparação das urnas, partidos políticos e demais entidades fiscalizadoras podem verificar se os programas instalados correspondem aos sistemas previamente lacrados. A conferência também ocorre nas seções eleitorais, antes do início da votação, quando o juiz eleitoral verifica a autenticidade do software instalado em cada equipamento. ■ PROTEÇÃO Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais O governo do Brasil decidiu rebaixar o nível das relações bilaterais com a Argentina após as suces- sivas agressões do presidente Javier Milei contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e contra o Supremo Tribunal Federal (STF). OMinistério das Relações Exteriores decidiu que o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, não deve re- gressar à Argentina enquanto as agressões doMilei continuarem. Os insultos foram considerados um desrespeito inaceitável em relações bilaterais. O Brasil agora será representado no país vizinho por um Encarregado de Ne- gócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático. Em 26 de julho, o embaixador brasi- leiro Bitelli foi convocado a voltar a Brasília após Milei xingar o presidente Lula em convenção partidária do Partido Liberal (PL), que indicou o senador Flávio Bolsonaro a disputar a Presidência da República. Na ocasião, Milei chamou Lula de “presidiário” e atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do julga- mento que condenou o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Esta- do. “Não há precedentes de umpresidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, in- clusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, rebateu o Itamaraty, em nota. Nos dias seguintes à convenção do PL, as agressões de Milei contra Lula continuaram com insultos como “ladrão” e “lixo socialista”. Milei tambémcontinuou insultando o STF em manifestações pú- blicas. Essas reiteradas agressões motivam o Brasil a decidir não enviar de volta à Argentina o embaixador Julio Bitelli. A decisão deve ser mantida enquanto os insultos continuarem. Argentina Por meio de nota divulgada nas redes sociais, o governo da Argentina lamentou a decisão “unilateral” do governo brasi- leiro, argumentando que ela foi adotada por questões “puramente ideológicas”. “Nunca respondemos a uma diferença política com uma medida institucional. Esse critério é o que a Argentina sustenta hoje”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Argentina. O governo brasileiro tem defendido que mantém relações diplomáticas com governos de todos os perfis ideológicos, tendo sido as ofensas o motivo do rebai- xamento das relações diplomáticas. Repercussão A decisão brasileira teve repercussão nos jornais do país vizinho. O Clarín, um dos mais tradicionais da Argentina, classificou a decisão como “dura sanção diplomática”. ■ ATAQUES BRASIL REBAIXA RELAÇÃO COM ARGENTINA APÓS NOVOS INSULTOS DE MILEI V Foto/ Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 06 DE AGOSTO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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