Diário do Amapá - 06/08/2026
O mercado financeiro reduziu as expectativas para os índices de inflação e, pela primeira vez desde março, da taxa básica de ju- ros. Segundo o Boletim Focus, divul- gado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), a Selic deve fechar 2026 em 13,75%. As projeções para a economia (PIB, Produto Interno Bruto) e o câmbio (dólar) neste ano vêm se mantendo estáveis há pelo menos cinco semanas, em 1,99% e R$ 5,20, respectivamente. Nos dois índices, houve alteração das expectativas projetadas para 2027. Ambas para baixo, com as projeções de crescimento econômico, ao final do ano, tendo variado de 1,60% para 1,57% nesta semana; e da cotação da moeda dos Estados Unidos cotada a R$ 5,28, ante os R$ 5,29 projetados na semana passada. Taxa Selic Na semana passada, as expectativas do mercado eram de que a Selic ter- minaria o ano em 14%, projeção 0,25 ponto percentual acima da apresentada hoje pela autoridade monetária. A úl- tima vez em que as projeções do bole- tim indicaram queda foi em março de 2026, quando a mediana caiu de 12,13% para 12%. A taxa atual, estabelecida pelo Co- mitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%. Com isso, há expectativa de, pelo menos, uma redução na atual taxa até o final de 2026. A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto. As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente. Meta Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa a Selic como prin- cipal instrumento. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aque- cida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros co- brados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas ad- ministrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a ativi- dade econômica. Inflação Pela quinta semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu as expec- tativas de inflação para 2026. De acordo com o documento divulgado pelo BC, o Índice Nacional de Preços ao Con- sumidor Amplo (IPCA, a inflação ofi- cial do país, deve fechar o ano em 5,03%. Na semana passada, o mercado trabalhava com um horizonte infla- cionário de 5,12% em 2026. Há quatro semanas, as expectativas eram de 5,30%. Para os anos subsequentes, as projeções para a inflação permanecem estáveis, com o IPCA em 4,22% em 2027; e em 3,80% em 2028. ■ PELA 1ª VEZ DESDE MARÇO, MERCADO REDUZ EXPECTATIVA PARA SELIC EM 2026 A produção industrial recuou 1,8% em junho deste ano, na comparação com o mês anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a segunda queda do indicador, que já havia caído 0,9% de abril para maio. “A perda acumulada de 2,7% registrada nesses dois meses consecutivos de queda na produção eli- minou parte do ganho de 4,4% verificados nos quatro primeiros meses de 2026”, destaca o gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), André Mace- do. Na média móvel trimestral, houve uma queda de 0,5%. Na comparação com junho do ano passado, no entanto, a indústria apresentou crescimento de 1,7%. Com o resultado de junho, a produção industrial acumula altas de 1,5% neste ano e de 0,7% em 12 meses. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo instituto. Na passagem de maio para junho deste ano, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram queda na produção, com destaque para a atividade de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (- 5,9%). Também apresentaram resultados negativos re- levantes os segmentos de produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11%), confecção de artigos do ves- tuário e acessórios (-11%), equipamentos de infor- mática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%). Das nove atividades industriais com alta na pro- dução, destacam-se celulose, papel e produtos de papel (5,4%), impressão e reprodução de gravações (20,2%) e metalurgia (1,4%). ■ IBGE Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho ● PROJEÇÕES V Foto/ Marcello Casal JrAgência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUINTA-FEIRA | 06 DE AGOSTO DE 2026
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=