Diário do Amapá - 08/08/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 08 DE AGOSTO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA O ser humano é um ser social. Mais ainda, um ser familiar! Como o desenvolvimento de um ser humano é lento e custoso (necessita de proteção, dedicação e alimentação diferenciada... hoje custa caro mesmo), a união do homem e da mulher tinha que durar mais de uma década para cada filho. Separação do matrimônio é coisa recente na huma- nidade. E a alegria da união (orgasmo), recomendada até no Catecismo Ca- tólico, foi a mutação que fez a diferença em humanos, chimpanzés e bonobos. Parece intuitiva a resposta sobre o que seja melhor, estar casado ou solteiro. Porém, uma interessante pesquisa da Universidade de Michigan e da Universidade de Gestão de Cingapura em que estudaram cerca de 5.000 adultos nos EUA e no Japão com o intuito de verificar como ser solteiro ou casado afeta o bem-estar das pessoas. O artigo da pesquisa com o título "Diferenças Interculturais nas Associações entre Apoio e Conflito Familiar e o Bem-Estar de Adultos Solteiros e Casados" (Cross-Cultural Differences in the Links Between Familial Support and Strain in Married and Single Adults' Well-Being) foi publicado na revista Personal Relationships, e foi conduzida pelos pesquisadores Lester Sim e Robin Edelstein. A conclusão inicial pode surpreender alguns, pois os solteiros do Japão e EUA tinham MENOR satisfação com a vida e PIOR saúde em comparação com os casados. Os americanos casados relataram receber maior apoio familiar, o que ajudou a im- pulsionar o seu bem-estar, conforme mostra o es- tudo. Já os americanos e os japoneses solteiros sentiam mais estresse relacionado à família, mas isso só re- duziu a felicidade dos americanos, não dos japoneses. No geral, o casamento, o apoio familiar e o estresse afetam o bem-estar das pessoas de forma diferente, dependendo da cultura. Ser solteiro ainda carrega um estigma signifi- cativo e pressão familiar, que pode contribuir para problemas de saúde e baixa satisfação com a vida. O casamento, entretanto, é considerado a base da estrutura social e da realização pessoal. Os adultos solteiros dos dois países relataram pior saúde f ísica e menor satisfação com a vida do que os casados. A disparidade foi parcialmente ex- plicada pelo apoio e pela tensão familiar, mas o impacto variou entre as culturas: enquanto a tensão familiar previu negativamente o bem-estar na amostra americana, a sua influência não foi significativa para os participantes japoneses. Da mesma forma, o apoio familiar foi positivamente associado ao bem- estar nos EUA, mas mostrou efeitos mais fracos e inconsistentes no Japão. O maior contato com a família nem sempre se traduziu em relações emo- cionalmente mais solidárias. Os indivíduos solteiros podem estar mais inseridos nas rotinas familiares, mas nem sempre se sentir emocionalmente apoiados e podem até ser mais vulneráveis a críticas ou expectativas não atendidas, particularmente em relacionamentos amorosos ou planejamento de vida. A maior pressão marital enfrentada pelos americanos solteiros pode continuar a tensionar as relações familiares, levando a interações mais hostis e ao aumento da tensão. ■ Quem é mais feliz, o casado ou o solteiro? Da mesma forma, o apoio familiar foi positivamente associado ao bem- estar nos EUA, mas mostrou efeitos mais fracos e inconsistentes no Japão. O maior contato com a família nem sempre se traduziu em relações emocionalmente mais solidárias. E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior MARIO EUGENIO F oi sepultado no domingo, dia 29, ao som de instrumentos como cuíca e surdo, sambas da Portela e o hino do Vasco da Gama, o corpo do ritmista André Luiz Monteiro, de 54 anos, baleado com um tiro no pescoço durante um assalto na Rua Caetano de Almeida, no Méier, Zona Norte do Rio, na sexta-feira. Disse Jaqueline (esposa), chorando: — Foi muita brutalidade, ele já tinha entregue o celular e eu também, não precisava disso. Mas atiraram como se estivessem desligando uma televisão. E ele não resistiu…Fonte: Globo. Atualmente, a falta de segurança pode ser considerada a mais grave de nossas necessidades, desde a redemocratização do país. Não se tem mais o direito de ir vir sem ser molestado. Perdeu o sentido a justificativa de estar no lugar errado e na hora errada para ser assaltado ou assassinado. A banalização criminal no Brasil é uma gravidade que não está sendo levado a sério por nossos governos e políticos. Quantos outros André, João e Francisco precisam morrer para alguém fazer alguma coisa? O assassinato do André não é um caso isolado, mas fato comum que infelizmente vem ocorrendo no Brasil. Não venha relativizar que se trata de problema social —desigualdade social, falta de es- colaridade, desestrutura familiar, desemprego etc. — as causas da criminalidade no país. Por que a maioria de cidadãos pobres, inseridos nos problemas sociais, não praticam tais ilicitudes? Falta no país punição exemplar aos infratores. As leis penais brasileiras são muito benevolentes e não intimidama incidência e reincidência criminal. Prende-se e solta-se comrapidez os transgressores. Ora, quemtira a vida de outremde forma torpe, covarde, como no latrocínio, sem que a vítima tenha dadomotivo, deveria tambémser condenado à morte. Por que um criminoso cruel pode ainda viver se a sua vítima perdeu esse direito?Nomínimo, tal criminoso deveria ser afastado da sociedade para sempre e responder por seu crime em prisão perpétua sem direito a benef ício de indulto, mas com a obrigação de trabalhar no estabelecimento prisional. A sociedade precisa ser protegida de criminosos. A nossa Constituição necessita refletir justiça às vítimas assassinadas e não proteger os direitos de bandidos e assassinos. A falta de lei penal rígida para assassinos desumanos tem servido de escudo para a escalada criminal no país. Enquanto criminosos continuarem a debochar da leniência de nossas leis penais, praticando a qualquer momento crimes de morte contra a sociedade, muitos inocentes inermes vão tombar diante de uma Constituição falha, pusilânime, que, em vez de proteger a sociedade de bem, protege os agentes transgressores do mal. O fato de a Carta Magna proibir as penas de morte — salvo em caso de guerra declarada — e prisão perpétua não significa que a norma não possa ser ajustada. Cláusulas pétreas são ficções jurídicas passíveis de alterações. Ademais, as regras não são absolutas que não podem ser modificadas no tempo. Bastando para isso a razoável boa vontade dos legisladores em operarem os necessários ajustes na Constituição. Diante da escalada de assassinatos por motivo torpe, fútil, banal que vem sofrendo a sociedade, deveria ser instituída no Brasil, no mínimo, a pena de prisão perpétua. ■ A sociedade precisa ser protegida de criminosos. A nossa Constituição necessita refletir justiça às vítimas assassinadas e não proteger os direitos de bandidos e assassinos. O Estado precisa proteger a sociedade E-mail: juliocmcardoso@hotmail.com Servidor federal aposentado JULIO CARDOSO
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