Diário do Amapá - 08/08/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 08 DE AGOSTO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS CRISE DIPLOMÁTICA - Lula chama Marco Rubio - braço direto de Trump nos EUA - de ‘bolsonarista’ e ‘anti-latino- americano’. ■ R$ 49 MILHÕES - Dino manda PF investigar emendas Pix listadas pelo TCU. Repasse de vice de Flávio Bolsonaro está na lista. ■ DENÚNCIA - Profissionais de saúde que atuam em terras indígenas relataram nessa quinta, 6, à Comissão de Direitos Humanos do Senado, episódios de violência, ameaças e condições precárias de trabalho nesses locais. ■ Suporte Candidatura de Alliny Serrão ao Senado recebeu nesta sexta, 7, garantia de apoio de três deputados federais, que passam a somar com ela - Aline Gurgel, Professora Marcivânia e André Abdon. Reaproximação Depois de breve conversa na casa do ministro Alexandre de Moraes (STF), recentemente, Lula e Davi Alcolumbre devem voltar a se encontrar semana que vem - “quando Alcolumbre já estará de volta do Amapá, onde passa o fim de semana”, diz notícia da BandNews. Demitido do MP por crime eleitoral, irmão do ex-prefeito Furlan, João Furlan, promete, em Nota Pública à Imprensa, recorrer da decisão do CNMP. TRE-AP deu posse ao juiz de direito Diego Moura de Araújo como membro substituto da Corte Eleitoral. Magistrado assume vaga da juíza Aline da Conceição Cardozo Peres, que solicitou afastamento para tratamento médico fora do estado. Mudança Laranjal do Jari volta a sediar Vara do Trabalho do TRT-8. Nova sede da unidade foi inaugurada nas dependências do Fórum, marcando retorno da Vara ao município após 18 anos de funcionamento em Monte Dourado, distrito de Almeirim, no Pará. Justiça “Tudo que queremos é apresentar o Amapá para o mundo”, da titular do turismo do estado, Syntia Lamarão, a propósito da Expofeira 2026, que começa sábado, 8. Vitrine Quando já se dava como líquido e certo número de seis nomes para concorrer ao Senado, pelo Amapá, eis que foi escolhido no apagar das luzes das convenções, Hélio Palheta, do PCO (Partido da Causa Operária). Outros candidatos são Rayssa Furlan, Alliny Serrão, Randolfe Rodrigues, Lucas Barreto, Acácio Favacho e Capiberibe. Mais um Para conscientizar sobre assédio eleitoral e liberdade de voto no trabalho, MPE, TSE, TST, Conselho Superior da Justiça do Trabalho e MPT assinaram acordo de cooperação técnica durante cerimônia em BSB, quinta, 6. Prevenção Apelação Nos cálculos do secretário Cezar Vieira (Sejusp), contingente das forças de segurança destacado para atuar na Expofeira é 40% maior do que na edição passada do evento, e ainda com aparato tecnológico muito superior. Proteção Segundo o diretor-presidente Cassius Clay, Detran montou esquema para ordenamento do trânsito na rodovia Josmar Pinto, durante Expofeira, vislumbrando fluxo diário de até 30 mil veículos, simultaneamente. Mobilidade Richard Madureira, que coordena a Expofeira 2026, prevê que negócios no evento poderão movimentar R$ 1,5 bilhão, no mínimo. Faturamento “O Amapá precisa de união, compromisso e gente disposta a fazer acontecer”… No dizer de Alliny Serrao em afagos ao deputado Abdon, que já caminham juntos rumo à eleição de outubro. Mãos dadas H á um Brasil que acorda cedo, liga o chuveiro e não sai água. EháoutroBrasil, que acordadentro deuma salaclimatizada, comumcrachá reluzente e a missão de guardar dados — os seus, os meus, os de todomundo—numprédio que mais parece uma usina nuclear digital. Esse segundo Brasil cresce rápido, patro- cinadoporBigTechsqueprometem“progresso”, “inovação”, “futuro sustentável”. Mas, por trás dos muros frios e das placas solares de fachada, o que se vê é um modelo de desenvolvimento que bebe mais do que devolve e que gastamais do que compartilha. Os governos fingem não ver que os data centers, essas catedrais do século XXI, estão se instalando em regiões já castigadas pela falta de água e pelo custo alto da energia. No Brasil, nove das quatorze cidades que abrigarão novos data centers estão em áreas de risco hídrico.Mesmo assim, licenças ambientais são liberadas comum sorriso e uma canetada. É omesmo roteiro de sempre, o Estado abre a porteira, o capital estrangeiro entra, o lucro vai embora e a conta fica. É curioso como tudo vem envolto em “segredo in- dustrial”.Nenhumdado sobre consumode água, nenhum número sobre energia, nenhumrelatório ambiental de- cente. O poder público, cúmplice por omissão, assina contratos de confidencialidade comempresas privadas que se comportam como se estivessem acima das leis. O cidadão comum, que paga imposto, não pode saber o quanto da sua energia subsidia essas máquinas de processamento de dados. Transparência é uma palavra bonita, mas aqui só serve para nomear o copo vazio na mesa da cozinha. Prometem empregos, claro. Sempre prometem. Mas a verdade é que, depois da construção, os data centers empregam pouca gente. Tudo é automatizado, remoto, robotizado. Oque fica para a cidade é barulho, calor e, em muitos casos, uma fatura de luz mais cara. Não é à toa que especialistas já chamam isso de “colo- nialismo digital”: a exploração não é mais de minério, soja ou petróleo — é de água, energia e silêncio. O silêncio de quem vê o lençol freático baixar e não pode reclamar porque o progresso não gosta de gente recla- mando. Agrande ironia é que essas empresas são asmesmas que vendem discurso verde e sustentável. Falam em carbononeutro, emenergia limpa, emresponsabilidade social. Mas, enquanto isso, se instalam onde a água é pouca e a desigualdade é muita. É como construir uma fábrica de ar-condicionado no meio do deserto e dizer que está combatendo o calor. No fim, o problema é o mesmo de sempre: lucro privatizado, prejuízo sociali- zado. O avanço da tecnologia não é o vilão da história. A forma como ele é conduzido, sim. Falta regulação séria, fiscalização de verdade e, principalmente, coragem política para dizer não quando o negócio é ruim para a comunidade. A tecnologia pode ser aliada do desen- volvimento, mas não pode atropelar o básico: o direito de abrir a torneira e ver água cair. O Brasil precisa parar de confundir investimento com entrega de soberania. Progresso não é sinônimo de submissão. Futuro algum vale a pena se o preço for a sede dos outros. Não devemos permitir que o país se ajoelhe diante das Big Techs em nome do “avanço digital”. ■ As Big Techs chegam comWi-Fi G8 e secam as torneiras das casas E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ

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