Diário do Amapá - 09 e 10/08/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 09 E 10 AGOSTO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS NOVE DIAS - Neste sábado, 8, é aberta a Expofeira 2026, voltada ao agronegócio, comércio, indústria, inovação, bioeconomia, cultura, economia criativa e entretenimento, até dia 16. ■ NICHO - Programação exclusiva voltada ao petróleo, gás e energia será uma das marcas da Expofeira 2026 com presença de representantes de grandes empresas, especialistas, investidores e empreendedores. ■ Suporte Candidatura de Alliny Serrão ao Senado recebeu nesta sexta, 7, garantia de apoio de três deputados federais, que passam a somar com ela - André Abdon, Aline Gurgel e Marcivânia. Sufrágio Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, defende confiança no sistema eleitoral brasileiro, destacando que voto representa um dos principais instrumentos da democracia. “Sou resultado da educação; sem ela eu nada seria”… Senador Randolfe Rodrigues incentivando juventude aos estudos, quando entrevistado sobre futura Universidade Federal da Fronteira Norte. Doutor Joaquim Gibson, em memória a Wagner Gomes, no Dia do Advogado, 11 de agosto, promoverá feijoada em homenagem à data na avenida Salgado Filho, entre ruas Manoel Eudóxio e Hamilton Silva, onde saudoso causídico iniciou a confraternização. Memoriam Prefeito Bruno Mineiro pessoalmente comandou entrega de óculos, nessa sexta, 7, a 50 estudantes na primeira fase do Programa Ver e Aprender executado no município de Tartarugalzinho. Vista Importante “Amigos, familiares e vizinhos precisam compreender a gravidade da violência e denunciar antes que ela resulte em um crime irreversível”… Da delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Marina Guimarães, preocupada com aumento de ataques contra femininas no Amapá. Apelo Bem que a Justiça avisa, mas desatenção sempre é presente e assim fraudes se acentuam porque clientes não percebem que magistrado ou servidor do Poder Judiciário não solicita depósitos, PIX, pagamento de taxas ou qualquer tipo de transferência para liberar processos ou valores. Incautos Até sábado próximo, 15, Justiça Eleitoral analisa candidaturas apresentadas pelos partidos e federações, à luz das convenções realizadas, e já no domingo, 16, será iniciada a campanha para as eleições gerais de 4 de outubro. Calendário Presidente da Assembleia Legislativa e candidata ao Senado da República, Alliny Serrão, nessa sexta, 7, surpreendeu operários, empreendedores, técnicos e autoridades às voltas com preparativos para abertura da Expofeira. Ela percorreu Parque da Fazendinha, de ponta a ponta, cumprimentando a todos. Surpresa! amos dar uma pausa nas discussões do presente para lembrar algumas figuras populares que ha- bitam nossas memórias, em toda parte, enchendo o cotidiano das cidades. No Maranhão, sempre tivemos muitos: um deles era o Comendador Satyro Pamphilo, que andava sempre de casaca preta, cartola e bengala. Ele estava sempre muito sóbrio e sério, cumprimentando todos os que passavam por ele. Mas a sua fama maior era por causa do espetáculo que fazia todo ano, chamado “A Queda da Bandeira”. Satyro fazia os convites à mão e colocava embaixo das portas das casas; levava quase todo o ano convidando para sua festa no Teatro de São Luís — hoje Teatro Arthur Azevedo. O espetáculo resumia-se no seguinte: no dia 7 de setembro, ele colocava uma mesa, forrada com um pano verde, em cima do palco, bem na frente, e uma escadinha atrás dessa mesa, por onde ele subia. O es- petáculo era muito popular, sobretudo entre os estu- dantes. Às sete horas da noite, em ponto, o Comendador Satyro entrava no palco e subia na mesa. Uma fanfarra tocava o Hino da Independência. Então, Satyro se en- rolava na bandeira e se atirava lá de cima, no meio da estudantada, que o recebia nos braços; não poucas vezes, ele ia ao chão. O público aclamava e gritava: — De novo! De novo! De novo! E o Satyro subia novamente e tornava a se atirar no meio do pessoal. Era uma pataquada (como se dizia na- quele tempo) terrível! Mas era célebre na cidade a festa “A Queda da Bandeira”, do Comendador Satyro. Havia muitas outras histórias com Satyro, que fazia questão de ser chamado de Comendador. Ele escreveu um livro, Embófias de um cérebro inlustrado, que incluía um dicionário construído com uma série de pa- lavras que ele inventou. Meu pai, quando tinha uma festa de aniversário, citava o Satyro dizendo: “Temos hoje um ispiquitó” — era uma palavra dicionarizada pelo Satyro, com a seguinte definição: “Anatalácio de donzela moça.” Outro termo era o que ele usava para definir polêmica de jornal: “metrandação”. E acrescentava: “metrandação cerebral”. Política era “rega-bofe de anacoretas”. Quando ficava sabendo que haveria festas de ani- versário, de casamento, ele se apresentava aos anfitriões e era dif ícil que não improvisasse um versinho. Foi assim que, na casa da Dona Doca, que aniversa- riava uma das filhas, ele saiu-se com esta: — Matilde, Maria e Maroca / Três estrelas divinais / São filhas da Dona Doca… Parou, procurou a rima e, não a encontrando, fechou com esse verso: — …com três diferentes pais. Não é preciso dizer que foi expulso da festa. Outra figura inesquecível, da década de 1950, aqui no Maranhão, era o Paletó. Ele dizia sempre: “Sou o Número Um das Oposições Coligadas.” Eu ainda o conheci: ele não faltava a nenhuma das reuniões dos nossos partidos políticos. Certa vez o Deputado Clodomir Millet, então chefe da Oposição, resolveu dar uma missão ao Paletó: ir todo dia ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) assistir às sessões e trazer de volta o relatório do que tinha sido votado e de como havia votado cada um dos juí- zes. Um dia, Paletó entrou, meio cansado e revoltado, na redação do jornal O Povo, onde nos reuníamos todas as tardes, e foi logo dizendo: — Dr. Millet, não volto mais ao Tribunal. Está tudo perdido: um juiz da Oposição — como é o Desembar- gador Eugênio Piva — votou com o juiz do Governo! Naquela época a política muitas vezes se tornava violenta. Quando organizamos uma passeata para protestar contra o Governo, acusado de estar quei- mando as casas dos pobres, o Paletó também quis participar dela. ■ Fora da curva E-mail: j.sarney@uol.com.br Ex Presidente do Brasil JOSÉSARNEY V

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