Diário do Amapá - 13/08/2026

CIDADES QUINTA-FEIRA | 13 DE AGOSTO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa A safra do açaí, fruta simbólica da região amazônica, vem movi- mentando a economia do país e se consolidando como um dos temas mais estratégicos no agronegó- cio. Em entrevista ao programa ‘Luiz- MeloEntrevista’ (Diário FM 90,9), o especialista e produtor CidOrnela ex- plicou as especificidades do cultivo do fruto, desmistificou preconceitos sobre o consumo e reforçou seu alto impacto econômico nos mercados nacional e internacional. Pioneiro no desenvolvimento do açaí em terra firme irrigada em Capi- tão Poço (PA), Ornela destacou que a demanda global pelo alimento cresce de forma acelerada, superando a ca- pacidade atual de produção. De acordo com dados apresentados por ele durante uma palestra no evento ‘Amapá Agro Summit,’ estima-se que entre 8% e 12% da populaçãomundial já conheçam o fruto. “Mesmo a gente plantando bas- tante, a demanda aumenta três vezes mais. Até 2030, mesmo na escalada do que o pessoal está plantando e inves- tindo, vai ter um déficit de 25% a 30% de demanda que a gente não vai con- seguir atender”, alertou o especialista. Manejo, inovação e a força da terra firme Durante a conversa, o convidado também desmistificou a ideia de que o açaí de várzea é superior ao de terra firme ou que a produção em pó perca mercado. Ele explicou que o açaí na- tivo de várzea possui limitações f ísicas de expansão, tornando a tecnologia em terra firme a principal alternativa para o setor. “O açaí nativo da várzea está lá, você não consegue aumentar a produ- tividade dele. A Embrapa fez um tra- balho maravilhoso de criar uma técnica de desbaste para passar de três para seis toneladas, mas já temmuitos entraves ambientais. Na terra firme ir- rigada, a gente já colhe de oito a 12 to- neladas e pode chegar até 20 toneladas por hectare”, explicou. Preço local e mercado internacio- nal Em relação às recentes oscilações no valor pago pelo consumidor ama- paense, Cid tranquilizou a popula- ção, esclarecendo que a alta não de- corre das exportações ou de crises, mas sim do ciclo natural de entressa- fra (período de janeiro a junho). Com o início do pico da safra nativa a par- tir deste mês, a tendência é a queda e regularização dos preços nas feiras locais, podendo chegar a R$ 8 ou R$ 10 o litro. O especialista ainda fez uma re- flexão direcionada aos investidores sobre o potencial de retorno do fruto no mercado global: “Não há ne- nhuma cultura no bioma amazônico que dê mais lucratividade do que um hectare de açaí. Quem entrar agora está entrando no momento exato, pois hoje já existe a receita de bolo pronta sobre nutrição, irrigação e mercado garantido”. ■ SELO AMAPÁ A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), por meio do Núcleo de Vigilância Sanitária (NVS), realiza uma ação de segurança alimentar durante a Expofeira 2026, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. A equipe entrega kits com toucas e máscaras aos empreendedores e orienta os trabalhadores sobre os cuidados necessários no preparo e na comercialização dos alimentos. A iniciativa busca incentivar boas práticas de hi- giene entre os manipuladores de alimentos, reduzindo os riscos de contaminação e ajudando a garantir pro- dutos mais seguros para o público que visita o evento. De acordo com Ruan Amaral, gerente do Núcleo de Vigilância Sanitária, o trabalho tem caráter preventivo e educativo. “Nosso objetivo é orientar os empreendedores e re- forçar os cuidados necessários em todas as etapas, desde o preparo até a entrega do alimento ao consu- midor. A utilização dos equipamentos de proteção e a adoção de boas práticas de higiene ajudam a prevenir contaminações e protegem a saúde da população”, ex- plicou Ruan. ■ NA EXPOFEIRA D a comunidade de Porto Alegre, no município de Pedra Branca do Amapari, para uma das maiores vitrines do Amapá. Os artesãos Denise Nascimento Castro e Rosi- valdoDias de Castro participamda Expofeira 2026 apresentando peças produzidas a partir do reaproveitamento de madeira en- contrada na natureza. O trabalho desenvolvido pelo casal carrega características da região onde vive e ganha visibilidade entre osmilhares de visitan- tes que circulam pela feira. Para participar do evento, a prepara- ção começou muito antes da abertura dos portões. Denise conta que praticamente um ano de trabalho foi dedicado à produção das peças que agora estão disponíveis ao público. A artesã tam- bém comemora uma conquista importante para o empreendi- mento: a obtenção do Selo Amapá, que identifica e valoriza produtos desenvolvidos no estado. “Émuito bomconseguir trazer nossos produtos para amaior feira do estado. Hoje a gente já está com o Selo Amapá e, quanto mais temos esse tipo de incentivo, mais nos animamos para con- tinuar fazendo nosso artesanato. Estamos praticamente há um ano trabalhando e esperando pela Expofeira”, contou Denise. ■ SVS orienta empreendedores, entrega EPIs e reforça a segurança dos alimentos AÇAÍ SE DESTACA COMO MOTOR ECONÔMICO E ATRAI INVESTIDORES NO SETOR PRODUTIVO ENTREVISTA O Amapá recebeu, durante a Expo- feira 2026, a Carreta Animal, uma iniciativa do governo do estado pensada para cuidar a saúde de cães e gatos. “Essa carreta é um projeto do governo do estado e traz para o es- tado o serviço de cas- tração de cães e gatos, contribuindo com a saúde pública. A gente tem a intenção de castrar pelo menos 200 animais por dia”, disse a médica veterinária Juliana Leal. Inicialmente, está sendo feito o pré-cadastro dos animais na carreta que está na Expofeira, para posteriormente ser feita a triagem e marcação da cirurgia dos pets. A expectativa é que a carreta possa percorrer os 16 municípios do estado. ■ EM TODO AMAPÁ Amapá ganha Carreta Animal para cuidar da saúde de cães e gatos Artesãos de Pedra Branca transformam madeira reaproveitada em negócio

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